Ministério
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestra Bíblica 09/30
O Batismo Bíblico
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Edmur Hawthorne
Palestra Bíblica 09/30
O Batismo Bíblico
Viveu há muitos anos na Síria, um homem chamado Naamã. Não nos é dito muito a seu respeito, mas sabemos que era comandante do exército sírio e que um dia percebeu que estava leproso. Hoje a lepra pode ser curada, mas naqueles dias, ter essa enfermidade significava uma só coisa: agonia prolongada e morte certa.
Evidentemente Naamã era um homem muito bom e, soldado valoroso, pois, o rei da Síria tratou de descobrir um meio de curar seu servo. Uma menina hebreia, escrava na casa de Naamã, ouviu da perplexidade do seu amo e disse à sua esposa que o profeta de Deus, Elizeu, poderia curá-lo se ele fosse a Samaria.
Como a maioria das pessoas que sofrem de alguma doença mortal, Naamã estava disposto a tudo tentar. Quando o rei de Israel recebeu o pedido do rei da Síria para que fizesse alguma coisa em benefício da saúde daquele homem, ficou preocupado com pedido tão incomum. Eliseu, porém, mandou-lhe dizer que Deus só se encarregaria do problema quando Naamã chegasse a sua casa. O profeta nem ao menos foi ao seu encontro na porta. Eliseu apenas mandou seu servo dizer a Naamã que, se quisesse curar-se, fosse ao rio Jordão e mergulhasse sete vezes em suas águas.
A princípio Naamã ficou muito indignado e recusou-se a fazer isso, mas depois da conversa com seus oficiais, obedeceu e foi banhar-se sete vezes no Jordão. A Bíblia nos diz dos resultados que trouxe a sua confiança em Deus ao fazer o que lhe havia sido aconselhado. Diz o texto: “Sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo". (II Reis 5:14). Foi curado porque teve fé‚ e obedeceu à instrução que Deus lhe dera por intermédio de Seu profeta Elizeu.
Não havia na água do rio secretas substâncias curativas. O mergulhar-se Naamã sete vezes foi meramente sua maneira de demonstrar fé no Deus de Israel. Foi Deus quem o purificou e curou. Muitos de nós estamos atacados da lepra espiritual do pecado, e precisamos ser purificados de todos esses pecados. Descubramos na Palavra de Deus como podemos ser curados.
A CIRCUNCISÃO
Nos tempos do Antigo Testamento, a circuncisão tornou-se um símbolo que distinguia seu povo das demais nações. Assinalou o relacionamento entre Deus e Abraão. (Gênesis 17:7), “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti”.
O concerto abraâmico possuía tanto aspectos espirituais quanto nacionais. A circuncisão era um símbolo de identidade nacional. O próprio Abraão, bem como todos os machos com oito dias ou mais de vida, deveria ser circuncidado. Gên. 17:10-14, “10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. 11 E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós. 12 O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência. 13 Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na vossa carne por aliança perpétua. “14 E o homem incircunciso, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada do seu povo; quebrou a minha aliança”. 20-27, “20 E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação”. 21 A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte. 22 Ao acabar de falar com Abraão, subiu Deus de diante dele.
A INSTITUIÇÃO DA CIRCUNCISÃO,
A INSTITUIÇÃO DA CIRCUNCISÃO,
23 Então tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo o homem entre os da casa de Abraão; e circuncidou a carne do seu prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus falara com ele. 24 E era Abraão da idade de noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio. 25 E Ismael, seu filho, eram da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio. 26 Naquele mesmo dia foram circuncidados Abraão e Ismael seu filho, 27 E todos os homens da sua casa, os nascidos em casa, e os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele.
Qualquer macho não circuncidado deveria ser "eliminado” do povo de Deus, porque transgredia a relação do concerto. (Gênesis 17:14). (citado a cima). A circuncisão significava e confirmava a sua experiência prévia da justificação ela fé. A circuncisão de Abraão representou para ele um "selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso”. (Romanos 4:11), “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que creem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada”;
Mas a circuncisão, depersi, não garantia a entrada na verdadeira dimensão espiritual do concerto. Frequentemente os porta-vozes de Deus advertiram que coisa alguma menor que a circuncisão espiritual seria suficiente. "Circuncidai, pois, o vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz”. (Deut. 10:16 e Jeremias, 4:4). Os "incircuncisos de coração deveriam ser punidos com os gentios”. (Jeremias 9:25 e 26), “25 Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que castigarei a todo o circuncidado com o incircunciso. 26 Ao Egito, e a Judá, e a Edom, e aos filhos de Amom, e a Moabe, e a todos os que cortam os cantos do seu cabelo, que habitam no deserto; porque todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisa de coração”.
Quando os judeus rejeitaram a Jesus como o Messias, quebraram sua relação no concerto com Deus, pondo fim, com isso, à sua condição especial de povo escolhido de Deus, Daniel 9:24-27, “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. Conforme estudamos na Décima Quinta Palestra, sobre as setenta semanas ou 490 anos. Embora o concerto de Deus e Suas promessas permanecessem os mesmos, Ele escolheu um novo povo. O Israel espiritual ocupou o lugar da nação judaica. (Gálatas 3:27-29, “27 Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. 28 Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa, e 6: 15e16, “15 Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. 16 E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus”.
A morte de Cristo ratificou o novo concerto. As pessoas entraram nesse concerto através da circuncisão espiritual, uma resposta de fé ao sacrifício expiatório de Cristo. Os cristãos possuem "o evangelho da incircuncisão”. (Gálatas 2:7). O novo concerto requer fé interior a nossos "ritos exteriores", por ser parte daqueles que desejam pertencer ao Israel espiritual. A pessoa pode ser um judeu através do nascimento, mas cristão só pode tornar-se por meio do novo nascimento. "Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor algum; mas a fé que atua pelo amor”. (Gálatas 5:6). O que importa é a "circuncisão do coração, no espírito”. (Romanos 2:2 8-29).
POR QUE DEVO BATIZAR-ME?
Porventura requer Deus realmente o batismo? Será que a salvação depende da pessoa ser batizada? Devemos seguir o exemplo de Jesus: Certo dia, Jesus deixou a oficina de carpintaria na vila de Nazaré‚ e dirigiu-Se ao rio Jordão, onde seu primo João estava pregando. Aproximando-Se de João, pediu o batismo, e Jesus colocou pança, a divina sanção. Mateus 3:13-17, “13 Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. 14 Mas João opunha-se lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? 15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu. 16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. 17 E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.
O batismo é um aspecto da justiça do qual as pessoas podem participar. Uma vez que Cristo, Aquele que não conheceu pecado, foi batizado para "cumprir toda a justiça", nós, como pecadores, devemos fazer o mesmo, o final do Seu ministério, Jesus ordenou aos discípulos: "Ide portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado”. (Mateus 28:19-20).
Nessa comissão Jesus deixou claro que Ele desejava fossem batizados todos aqueles que quisessem fazer parte de Sua Igreja, de Seu reino espiritual. Ao mesmo tempo em que o Espírito Santo, valendo-Se do ministério dos discípulos, trouxesse pessoas arrependidas para aceitar a Jesus como seu Salvador, elas deveriam ser também batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Seu batismo demonstraria que elas haviam ingressado num relacionamento pessoal com Cristo e se comprometiam a viver em harmonia com os princípios do Seu reino de graça. Cristo concluiu Sua ordem de batizar, assegurando que estaria conosco "todos os dias, até a consumação do século". (Mateus 28: 20).
Depois da ascensão de Cristo, os apóstolos proclamaram a necessidade e urgência do batismo. Atos 2:38; “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; 10:48, “E mandou que fossem batizados em nome do SENHOR. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias, e 22:12-16, “12 E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, 13 Vindo ter comigo, e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi. 14 E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. 15 Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. 16 E agora por que te deténs? “Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor”.
Em resposta, multidões foram batizadas, constituindo a Igreja do Novo Testamento, Atos 2:41e47, “41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, 47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar, e 8: 12, Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres”. Aceitando a autoridade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
BATISMO E SALVAÇÃO
Cristo ensinou que "aquele que crer e for batizado, será salvo”. (Marcos 16:16). Na Igreja apostólica, o batismo seguia-se imediatamente à aceitação de Cristo. Tratava-se da confirmação da fé dos novos crentes. Atos 8:12, já mencionado e 16:3e33, “03 Paulo quis que este fosse com ele; e tomando-o, o circuncidou, por causa dos judeus que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era grego. 33 E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus.
Pedro utilizou a experiência de Noé‚ durante o dilúvio, para ilustrar o relacionamento entre batismo e salvação. Nos tempos antediluvianos, o pecado atingira tais proporções que através de Noé, Deus advertiu o mundo a que se arrependessem. Em face da destruição, somente oito pessoas creram, entraram na arca e "foram salvas das águas". Pedro explica que a arca figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus.
I Pedro 3:20 e 21, “20 Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; 21 Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo”;
Pedro explicou que somos salvos através do batismo no mesmo sentido como Noé‚ e que sua família foi salva através da água. Evidentemente foi Deus, através da arca, quem salvou Noé. Por analogia, o sangue de Cristo, e não a água do batismo, é que remove os pecados da vida do pecador. Mas o batismo, de modo semelhante à obediência de Noé‚ ao entrar na arca, dá resposta de uma boa consciência para com Deus. Quando o homem, pelo poder de Deus responde, a salvação é providenciada pela ressurreição de Jesus Cristo, e se torna efetiva.
Entretanto, embora o batismo esteja virtualmente ligado à salvação, ele não é capaz de garanti-la. Paulo considerava a experiência do êxodo israelita como análogo do batismo. Leia I Cor. 10:1-5, “01 ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. 02 E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, 03 E todos comeram de uma mesma comida espiritual, 04 E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. 05 Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto”. Assim, nos dias atuais, o batismo não nos assegura automaticamente a salvação. A experiência de Israel foi escrita para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. I Cor. 10:11e12, “11 Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. 12 Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia”.
UM SÓ BATISMO
Administração do batismo no mundo cristão varia bastante. Alguns empregam a imersão, em que a pessoa é “submersa”; outros usam a aspersão‚ em que a pessoa é “borrifada”; outros ainda utilizam a efusão, em que a água é deixada a cair sobre o corpo da pessoa. A prática de "um só batismo” conforme Efésios 4:5, “Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo”, não quer dizer que a pessoa deva batizar uma única vez. E sim que o batismo deva ter uma única forma, que é a “imersão”. Quanto às outras formas, são doutrinas de homens, criadas depois da morte de Cristo e dos apóstolos, e não constam do cânon bíblico. A palavra batizar provém do verbo grego baptizo, que implica imersão‚ uma vez que deriva do verbo bapto, que significa "mergulhar ou sob". Quando o verbo batizar se refere ao batismo em água, traz consigo a ideia de imersão‚ de mergulhar a pessoa sob a água.
O Novo Testamento o verbo batizar é utilizado para referir-se ao batismo em água. Exemplo: Mateus 3:6; “E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados”. Marcos 1:9, “E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia, foi batizado por João, no Jordão. e Atos 2:41 “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”, como metáfora do sofrimento e morte de Cristo; Mat.20:22 e 23; “ 22 Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. “23 E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado”. E Lucas 12:50, “Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se”! Em relação à vinda do Espírito Santo; Mat.3:11; “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo”. Marcos 1:16-18; “16 E, andando junto do mar da Galileia, viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. 18 E, deixando logo as suas redes, o seguiram”. João 1:33; “E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo”, e 11:16, “E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. O Novo Testamento não oferece evidências de que a aspersão tenha sido alguma vez a prática apostólica, mas todas as evidências apontam para a sua adoção posterior.
BATISMO NO NOVO TESTAMENTO.
Os incidentes dos batismos em águas registrado em, o Novo Testamento envolvem batismo por imersão. Lemos que João batizava no rio Jordão, Mateus 3: 13, “Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele”, e Marcos 1:5, “E toda a província da Judéia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados”. E em "Enom, perto de Salim, porque ali havia muitas águas”. João 3: 23. Somente a imersão‚ requer "muitas águas".
João submergiu Jesus. Ele batizou Jesus no rio Jordão e após o batismo Jesus “saiu da água”. A Igreja apostólica também batizou por imersão. Quando o evangelista Filipe batizou o eunuco etíope, ambos "desceram às águas” e "saíram das águas”. (Atos 8:38e39).
Evidências obtidas nas catacumbas e igrejas, dos mosaicos em pisos, paredes e tetos, das esculturas em relevo e de desenhos dos primeiros tempos do Novo Testamento, "testificam inequivocamente de que a imersão era a forma normal de batismo na Igreja durante os primeiros dez a catorze séculos”. Batistérios nas antigas catedrais, igrejas e ruínas ao norte da África, Turquia, Itália, França e em qualquer outra parte, ainda testificam da Antiguidade dessa prática.
O SIGNIFICADO DO BATISMO
O significado do batismo acha-se intimamente relacionado com a forma de praticá-lo. Somente quando o batismo é administrado por imersão, é que seu significado pode ser plenamente visto. Assim como "ser coberto pelas águas” simbolizava grau extremo de dificuldades e aflições, conforme Salmos 42:7; “Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim”. 69:2; “Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva” 124:4e5, “04 Então as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma; 05 Então as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma”; assim o batismo de Jesus em águas representava a aprovação profética de Seu sofrimento, morte e sepultamento. (Marcos 10:38; “Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu bebo, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado”? Lucas 12:50); “Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se”! Sua saída das águas falava de Sua subsequente ressurreição. (Romanos 6:3-5), “03 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? 04 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. 05 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição”; O batismo não teria tido significado como símbolo da paixão de Cristo se a Igreja apostólica houvesse praticado outra forma de batismo que não o de imersão.
No batismo, o crente ingressa na paixão experimental por nosso Salvador. Diz Paulo: "Ou, porventura, ignorais os que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na Sua morte? Fomos, pois, sepultados com Ele, na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos... assim também andemos nós em novidade de vida”. (Romanos 6:3 e 4). A intimidade do relacionamento entre o crente e Cristo, é revelada pelas expressões "batizados em, Jesus Cristo", "batizados em Sua morte” e "sepultados com Ele... pelo batismo". No ato simbólico do batismo, o crente participa da morte de Cristo, e num sentido muito real essa morte torna-se a sua morte; ele entra também na ressurreição de Cristo, e essa ressurreição torna-se a sua ressurreição. O que se acha implicado na participação do crente na paixão do Senhor?
01) – A MORTE PARA O PECADO. No batismo, os crentes foram "unidos com Ele na semelhança da Sua morte”, (Romanos 6:5), e "crucificados com Cristo”. Gálatas 2:20. Isso significa que "foi crucificado com Ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos ao pecado como escravos; porquanto quem morreu, justificado está do pecado”. (Romanos 6:6 e 7).
Os crentes renunciaram a seu estilo de vida. Eles se acham mortos para o pecado e confirmam que "as velhas coisas já passaram”. (II Coríntios 5:17). O batismo simboliza a crucifixão da velha vida. Não se trata apenas de morte, mas incluem o sepultamento. Somos "sepultados juntamente com Ele no batismo”. (Colossenses 2:12). Assim como o sepultamento vem após a morte da pessoa, assim quando o crente submerge nas águas é sepultada a velha vida de pecados, que deixou de existir quando ela aceitou a Jesus Cristo.
No batismo os crentes renunciam ao mundo. Em obediência ao mandado divino: “Retirai-vos do meio deles, separai-vos diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras”. (II Coríntios 6:17), os candidatos tomam sua decisão de abandonar o serviço de Satanás e de receber a Cristo em sua vida.
Na Igreja apostólica, o chamado ao arrependimento incluía o chamado para o batismo. Atos 2:38, “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”;
Portanto, o batismo assinala também o genuíno arrependimento. Os crentes morrem para sua transgressão da lei e obtém perdão dos pecados através do purificador sangue de Jesus Cristo. A cerimônia batismal representa uma demonstração de purificação interior à lavagem dos pecados que já foram confessados.
2) VIDA PARA DEUS. O poder da ressurreição de Cristo começa a operar em nossa vida. Habilita-nos a andar "em novidade de vida”. (Romanos 6: 4) mortos agora para o pecado, "mas vivos para Deus, em Cristo Jesus”, (Romanos 6:11). Testificamos que a única esperança de vitória sobre a velha natureza encontra-se na graça do Salvador ressurreto que nos providenciou uma nova vida espiritual por intermédio do poder energizante do Espírito Santo. Essa vida nova eleva-nos a uma plataforma mais alta de experiência humana, concedendo-nos novos valores, aspirações e desejos, que focalizam a submissão a Jesus Cristo. Somos novos discípulos de nosso Salvador, e o batismo é o sinal de nosso discipulado.
BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Na oportunidade de Seu batismo, recebeu Jesus uma concessão especial do Santo Espírito, que significou Sua unção ou dedicação à missão que o Pai Lhe havia designado. Mat.3:13-17; “13 Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. 14 Mas João opunha-se lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim”? 15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu. 16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. 17 “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. E Atos 10: 38. (Já mencionado). Sua experiência revela que o batismo pela água e o batismo pelo Espírito devem andar juntos, e o batismo que não veio acompanhado da recepção do Espírito Santo constituem uma experiência incompleta.
Na Igreja apostólica, o derramamento do Espírito Santo em geral seguia-se ao batismo pela água. Assim, nos dias de hoje, quando somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, estamos sendo dedicados, consagrados e unidos aos três poderes do Céu e à proclamação mundial do evangelho.
O Espírito Santo nos prepara para esse ministério ao purificar nosso coração de todo pecado. João declarou que Jesus iria batizar-nos "com o Espírito Santo e com fogo". Mat.3:11. Isaias revelou que Deus haveria de purificar Seu povo das impurezas deste mundo "com o Espírito de justiça e com o Espírito purificador", (Isa.4:4). Deus declarou: "Purificar-te-ei como com potassa das tuas escórias, e tirarei de ti todo metal impuro". (Isa.1:25). "Deus é um fogo consumidor” para o pecado. Heb.12:2 9. O Espírito Santo purificará a vida de todos os que a Ele se rendem, consumindo os seus pecados.
Depois o Espírito Santo supre essas pessoas com os Seus dons. Estes representam uma dotação divina especial, concedida por ocasião do batismo, a fim de habilitar o crente para servir à Igreja e para ministrar em favor de todos aqueles que ainda não aceitaram a Jesus Cristo. Foi o batismo do Santo Espírito que habilitou a Igreja primitiva a testemunhar. Atos 1:5e8, “05 Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 08 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e serão testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. E somente o mesmo batismo habilitará a Igreja para completar sua missão de proclamação do evangelho eterno do reino. Mateus 24:41, “Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. E Apoc.14: 6, “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”,
Como símbolo da regeneração da pessoa, ou novo nascimento, João 3:3 e 5, “03 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 04 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? 05 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”.
QUALIFICAÇÕES PARA O BATISMO
As Escrituras comparam o relacionamento entre Cristo e Sua Igreja com o casamento. Neste, ambas as partes devem conhecer bastante bem as responsabilidades e compromissos envolvidos. Aqueles que desejam o batismo devem revelar em sua vida de fé, arrependimento e os frutos deste, bem como uma compreensão adequada do significado do batismo e da relação espiritual subsequente.
Fé - Um dos pré-requisitos para o batismo é a fé no sacrifício expiatório de Jesus como o único meio de salvação do pecado. Cristo afirmou: "Quem crer e for batizado, será salvo”. Marcos 16: 16. Na Igreja apostólica, somente aqueles que acreditavam no evangelho eram batizados. Atos 8:12, “Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. 36 e 37, “36 E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? 37 E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. 18:8, “E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados”. Uma vez que "a fé vem pela pregação, e a pregação pela Palavra de Cristo", (Romanos 10:17), a instrução representa uma parte especial da preparação para o batismo. A grande comissão de Cristo confirma a importância de semelhante instrução: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado". (Mat. 28:19e20). Para que alguém possa tornar-se discípulo, é necessária a instrução.
Arrependimento‚ "Arrependei-vos", disse Pedro, "e cada um de vos seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados”. (Atos 2:38). A instrução na Palavra de Deus produz não apenas fé‚ como também arrependimento e conversão. Em resposta ao chamado de Deus, as pessoas percebem sua condição de perdidas, confessam suas faltas, submete-se a Deus, arrependem-se de seus pecados, aceitam a expiação operada por Cristo e consagram-se a uma nova vida com Ele. Sem conversão não podem entrar em relacionamento pessoal com Cristo Jesus. Unicamente por intermédio de arrependimento podem experimentar a morte para o pecado; este é um pré-requisito para o batismo.
Frutos do Arrependimento‚ Aqueles que almejam o batismo devem professar fé e experimentar arrependimento. Mas, a menos que também‚ produzam “frutos dignos de arrependimento”. (Mat.3:8), ainda não terão preenchido os requisitos bíblicos para o batismo. Sua vida necessita demonstrar seu comprometimento com a verdade conforme ela se manifesta em Jesus, e expressar o amor a Deus através da obediência a Seus mandamentos. Na preparação para o batismo, necessitam demonstrar que abdicaram de suas crenças e práticas errôneas. Os frutos do Espírito revelados em sua vida demonstrarão que o Senhor permanece neles e eles no Senhor. João 15:1-8, “01 EU sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 02 Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 03 Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. 04 Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. 05 Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. 07 Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. 08 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos”. A menos que provejam evidências de seu relacionamento com Cristo, não estarão as pessoas em condição de se unirem à Igreja.
BATISMO DE CRIANÇA
As criancinhas devem ser batizadas? O batismo incorpora os novos crentes à Igreja com base no contexto de "novo nascimento". A conversão dos crentes habilitou-os para o batismo e para a qualidade de membros. A incorporação ocorre face ao "novo nascimento", e não face ao "nascimento infantil". Esta é a razão por que os crentes são batizados "tanto homens quanto mulheres”. Atos 8:12 e 13, 29-38, “12 Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. 13 E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito. 29 E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. 30 E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? 31 E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. 32 E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca. 33 Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra. 34 E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro? 35 Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus. 36 E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? 37 E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. 38 E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou”. 9:17 e 18, “17 E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o SENHOR Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. 18 E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado”. “Em parte alguma do Novo Testamento é o batismo infantil permitido ou ordenado. G.R. Beasley Murray confessa: "Considero-me incapaz de reconhecer no batismo infantil o batismo da Igreja do Novo Testamento".
Pelo fato de recém-nascidos e crianças pequenas não poderem experimentar a conversão, não podem estar qualificadas para o batismo. Significa isto que elas se encontram excluídas da comunidade do novo concerto? Certamente não! Jesus não as excluiu de Seu reino da graça. Lembre-se de quando Ele afirmado: "Deixai os pequeninos, não os impeçais de vir a Mim, porque dos tais é o reino dos Céus. E tendo lhes imposto as mãos, retirou-Se dali!”. (Mat.19:14 e 15). Pais crentes desempenham um papel vital na condução de seus filhos àquela relação íntima com Cristo, que no decorrer do tempo os conduzirá ao batismo.
A resposta positiva de Jesus às mães que trouxeram suas criancinhas a fim de serem abençoadas, conduziu-nos à prática de dedicarmos as crianças. Nesse ato, os pais trazem suas crianças à Igreja a fim de serem apresentadas ou dedicadas a Deus. Qual seria a idade em que a pessoa poderia ser considerada como preparada para o batismo? Os indivíduos podem ser batizados sempre que (1) - tenham idade suficiente para compreender o significado do batismo; (2) tenham-se rendido a Cristo e estejam convertidas; (3) - compreendam os princípios fundamentais do cristianismo e (4) compreendam o significado de serem membros da Igreja. Uma pessoa coloca sua salvação sob risco tão somente quando chega a uma idade em que é capaz de assumir a responsabilidade. De aceitar ou rejeitar a influência do Espírito Santo.
Uma vez que os indivíduos diferem no tocante à sua maturidade espiritual em qualquer idade que desejamos considerar, alguns estarão preparados para o batismo antes que outros. Assim, não podemos estabelecer idade mínima para o batismo. Quando os pais consentem que seus filhos sejam batizados em idade precoce, devem aceitar igualmente a responsabilidade pelo seu crescimento espiritual e desenvolvimento de caráter. Pois estão eles tomando a decisão pela criança. A pessoa, quando aceita o batismo, assume a responsabilidade individual diante de Deus, mesmo que seja juvenil.
OS FRUTOS DO BATISMO
O fruto produzido pelo batismo é uma vida dedicada a Cristo. Alvos e aspirações focalizam-se em Cristo, não no EU. Colossenses 3:1 e 2, “01 PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. 02 Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra”; O batismo não representa haver alcançado os píncaros da experiência cristã. Conforme crescemos espiritualmente, adquirimos graças que devem ser usadas para servir a outros no plano divino de multiplicação. Veja II Pedro 1:2, “Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor”; Se permanecermos fielmente comprometidos com nossos votos batismais, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em cujos nomes fomos batizados, garantir-nos-ão o acesso ao poder divino que nos assistirá em todas as emergências que enfrentarmos em nossa vida pós-batismal.
O segundo fruto é uma vida dedicada à Igreja de Cristo. Não mais seremos indivíduos isolados; tornamo-nos membros da família de Cristo. Sendo pedra viva, torno-me parte do templo de Deus. I Pedro 2:2-5, “02 Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo; 03 Se é que já provastes que o SENHOR é benigno; 04 E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, 05 Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”.
Manteremos relacionamento especial com Cristo, a Cabeça da Igreja, de quem receberemos diariamente a graça para crescimento e desenvolvimento em amor, Efésios 4:16, “Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor”.
Assumimos nossas responsabilidades dentro da comunidade do concerto, cujos membros assumem, por sua vez, a responsabilidade por aqueles que agora se agregaram à Igreja. I Cor.12:26, “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele”. Para o seu próprio bem, assim como para toda a Igreja, esses novos membros devem ser envolvidos numa vida de adoração, oração e amorável serviço. Efésios.4:12, “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”;
O fruto final é uma vida que ocorrerá no mundo. É verdade que aqueles que foram batizados devem ser considerada cidadãos do Céu. Filipenses 3:20, “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”, Mas nós fomos chamados para fora do mundo tão somente com o objetivo de sermos treinados dentro do corpo de Cristo e depois retornarmos para o mundo como servos, participantes no ministério salvador de Cristo. Verdadeiros discípulos não fugirão do mundo, escondendo-se na Igreja; fomos gerados no reino de Cristo como missionários. Fidelidade ao nosso voto batismal envolve conduzir outros ao reino da graça. Deus espera hoje ansiosamente que ingressemos na vida abundante que Ele tão graciosamente providenciou. "E agora, por que te demoras? Levanta-te, receba o batismo e lava o teu pecado, invocando o nome do Salvador”. (Atos 22:16).
Deus o abençoe,
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http://novotempo.com/bibliafacil/videos/programa-17-o-batismo/
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BIBLIOGRAFIA
A Bíblia Sagrada Trad.de João F.de Almeida.
Nisto Cremos Casa Publicadora Brasileira.
O Desejado de Todas as Nações Ellen G. White.
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