Trigésima Palestra

Ministério 
Edifício Espiritual
 Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 30/30

POR QUE SOMOS ADVENTISTAS DO 7º DIA?

A Cobertura


No final desta Palestra click ou cole o link abaixo em seu navegador para seu maior entendimento.

Quando apresentamos a Décima Sexta Palestra substituímos a Igreja Adventista do Sétimo, pelos remanescentes quando éramos obrigados a dizer seu nome. E neste Andar vamos explicar por que. Queremos desde já pedir licença a Casa Publicadora Brasileira, pois vamos nos valer de grande parte do Livro “Nisto Cremos” para expor aqui nossa doutrina.

O que você pensava a respeito de Jesus, antes de conhecer estas Palestras? Quem era Ele? Como era Sua aparência? Em sua mente com quem Ele se parecia? Deus disse a Moisés que homem algum poderia ver a Sua face e sobreviver. Êxodo, 3:1-6. “01 E APASCENTAVA Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe”. 02 E apareceu-lhe o anjo do SENHOR em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. 03 E, Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. 04 E vendo o SENHOR que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui. 05 E disse: Não te chegues para á; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. 06 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E, “Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus”. Mas Jesus disse a Felipe que todo aquele que O visse estaria vendo o Pai João 14:9, Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tende conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai”? Uma vez que Ele andou entre nós, mais que isso, tornou-Se um de nós, estamos em condições de perceber quem é Deus e qual a Sua aparência.

A Igreja Adventista do 7º Dia possui 27 parágrafos que podemos chamá-las de “Doutrinas Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia”. Tais doutrinas nos revelam como conhecer a Deus. E através dos estudos desses parágrafos é que descobrimos o Seu grande amor pelos pecadores: Sua bondade, misericórdia, graça, justiça, benevolência, pureza, retidão e paz. Através de Jesus Cristo, podemos ver um Deus de amor que segura criancinhas no colo. Podemos vê-Lo derramando lágrimas enquanto compartilha dos que lamentavam junto à sepultura de Lázaro. Podemos ouvir Seu brado de amor quando clamou pelos pecadores em Sua agonia na cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Queremos nesta Palestra, compartilhar nossa visão de Cristo, uma visão cujo ponto focal encontra-se no Calvário, onde encontram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10). No Calvário, Ele Se fez pecado por nós, Ele que não conhecia pecado, para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5:21).

Queremos nesta Palestra, revelar a vocês que cremos em todas as doutrinas, todas as crenças devem revelar o amor de nosso Senhor. Temos diante de nós uma Pessoa que revela amor incondicional e um compromisso jamais igualado na história humana. Reconhecendo que Aquele que representa a encarnação da verdade é infinito, devemos confessar humildemente que existem muitas outras verdades que ainda devem ser desenvolvidas.

Queremos nesta Palestra, revelar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, tem consciência da dívida para com as ricas verdades bíblicas que recebemos da igreja cristã ao longo da História, e prestamos nosso reconhecimento à nobre linhagem de testemunhas, tais como: João Wycliffe (1329-1384), traduziu a Bíblias na língua inglesa; Lutero (1483-1546); Tyndale; Calvino (1509-1564); Zwinglio (1484-1537); Huss, Jerônimo, Knox e Wesley, cuja compreensão sucessiva de nova luz conduziu a Igreja em direção ao entendimento mais amplo do caráter de Deus. E reconhecemos que este entendimento é sempre progressivo. Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” Provérbio, 4: 18. Contudo, sempre que descobrirmos novas facetas da revelação de Deus, estas deverão harmonizar-se perfeitamente com o testemunho unificado das Escrituras.
Queremos nesta Palestra, dar um conselho deixado por Ellen G. White, em seu livro Parábolas de Jesus, pág. 112, se examinais as Escrituras para vindicar vossas opiniões próprias, nunca alcançareis a verdade. Investigai para aprender o que o Senhor diz. Se vos vier à convicção ao investigardes, se virdes que vossas opiniões acariciadas não estão em harmonia com a verdade, não má interprete a verdade para acomodá-la à vossa própria crença, antes aceitai a luz concedida. Abri a mente e o coração, para que possais contemplar as maravilhas da Palavra de Deus”. Como podeis notar até aqui, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, possuem apenas um credo: “A Bíblia, e a Bíblia somente” (Lutero).
 Queremos nesta Palestra, dizer que não as escrevemos para estimular a imaginação. E sim, dizer que este trabalho bíblico que vocês estudaram até aqui, não é uma obra especulativa, a menos que alguém considere a Bíblia como especulação! Em vez disso, trata-se de uma exposição ampla e cristocêntrica daquilo que cremos, conforme vocês puderam notar. E as crenças aqui expostas não representaram o resultado de algumas horas de pesquisas; representou, sim, o produto de mais de quatro décadas de estudos de nossa parte e mais de cento e sessenta anos desde os pioneiros da Igreja Adventista do 7º Dia com muita oração, jejum e reflexão. Em outras palavras, representam o resultado do crescimento da Igreja na graça e no conhecimento de nosso Senhor e, Salvador Jesus Cristo”, (II Pedro 3:18).

Queremos nesta Palestra, responder antecipadamente a alguns de vocês que porventura estejam indagando se vale à pena praticar tal doutrina num momento em que se debate desesperadamente para sobreviver diante da ameaça de “aniquilação nuclear, da vingança da natureza, onde ela e os animais estão cobrando seus tributos devido ao desmatamento desenfreado, efeito estufa que começou a derreter as geleiras, a ameaça da falta d água potável, das reservas que movem as turbinas das geradoras de energia racionadas neste momento (o apagão), os métodos artificiais de criação de vacas e ovelhas que já começaram aparecer monstros genéticos e a doença da vaca louca e o sacrifício de milhões de animais”. (Conforme Revista Veja de 18/04/2001).

E no momento em que escrevemos estas Palestras, nos chega às mãos a nova Revista Veja, de 02/05/2001, trazendo em sua capa o título: “Eles Escolheram o Congresso. Como o Senado se transformou na Casa da Mentira com fulano, beltrano e sicrano”. Corrupções desenfreadas onde escorrem pelos esgotos milhões de reais, quando milhões de pessoas não têm onde morar e o que comer. Por estarmos vivendo em uma era preocupada com o crescimento explosivo da tecnologia, uma era em que os esforços cristãos tentam inutilmente resistir aos pavorosos espectros da pobreza, fome, injustiça e ignorância. Daniel 12:1e4, “01 E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. 04 E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”.

TERRORISMO

Durante a maior parte da terça feira dia 11.09.2001, os assessores do presidente dos Estados Unidos acharam que ele não deveria retornar a Washington. Era perigoso demais. George W. Bush seria depois criticado por ter ziguezagueado entre bases militares em vez de retornar logo a sua cadeira no coração do poder americano. A Casa Branca. O fato é que se temia outro ataque terrorista bem sucedido, dessa vez à sede da Presidência. As implicações contidas na hesitação de Bush são tremendas, Mostram até que ponto o mundo mudou depois dos ataques às torres do World Trade Center e o Pentágono. A alteração mais imediata diz respeito ao fim do mito da invulnerabilidade do território americano.” (Revista Veja, 19.09.2001)

O país mais poderoso do mundo viu ícones de sua identidade nacional ser alvejado com desconcertante facilidade. Por volta das 9 horas da manhã, dois aviões de passageiros sequestrados puseram abaixo as torres gêmeas do World Trade Center, cujo destaque no horizonte de arranha-céus de Nova York simbolizava a supremacia econômica da superpotência. Um terceiro aparelho despencou sobre o Pentágono, sede do poder militar do império, nos arredores de Washington. Um quarto avião tomado por terroristas espatifou-se no solo em campo aberto, depois que passageiros enfrentaram os sequestradores” Foi um ato de guerra, “definiu o presidente Bush. Tratou-se, de fato, de uma ofensiva terrorista em larga escala, sem similar na história, com milhares de mortos inocentes. Uma das primeiras coisas que se ouviram foi o clamor por revanche. Os americanos acham que é preciso dar o troco mas, contra quem?” (Ibidem).

Desnecessário é comentarmos os resultados subsequentes que se transformou em uma nova guerra. (Temos certeza que você acompanhou tudo pelos noticiários). Guerra que só trás miséria, fome e mutilações que na maior parte são vítimas inocentes. Gastos desnecessários tão absurdos, que chegam a abalar a estrutura econômica de quase todo mundo, enquanto milhões morrem de fome pelo mundo afora.

PAZ, PAZ; QUANDO NÃO HÁ PAZ.

Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, Paz; quando não há paz.” (Jeremias 8:11); “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição”. (I Tessalonicenses 5:3). O que estamos vendo em todos os noticiários nos últimos dias? Em Porto Alegre, mais de 150 países com mais de 1500 prefeitos, reuniram-se em busca da tão almejada Paz. Por que não vão conseguir? Você já se perguntou? Porque Deus e Sua lei não estão sendo o centro das reuniões. A paz só virá quando Cristo passar a ser o centro das atrações do homem. Mas como isso não vai acontecer, a paz só virá quando Ele voltar. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João, 14:27). Já estamos no fim? Não, ainda não estamos no fim, Mateus 24:6, E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis, porque é necessário que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim”.

Nós queremos deixar registrado aqui, que com o terrorismo, guerras e rumores de guerras, o sistema financeiro dos Estados Unidos, estão sendo minados pouco a pouco até chegar ao fundo do poço. E quando isso acontecer, ele só terá uma saída, quando fizer uma aliança com o Vaticano, e aí vamos ter de volta a união entre o Estado e a Igreja conforme a profecia de Apocalipse 13:3,4,11,12, “03 E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. 04 E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? 11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. 12 E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”. E, 17:8, “A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá”. E agora, estamos no fim? Sim, quando isso acontecer, então virá o fim. Se até lá você não tiver feito uma entrega total a Cristo, moldado seu caráter a Sua semelhança, aconselhamos que o faça o mais breve possível, pois a porta da graça (arca) estará se fechando, e dentro de sete dias a chuva cairá. Gênesis, 7: 10 “E aconteceu que passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio”. 11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram 12 E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. 13 “E no mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cão e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos”. Queremos nesta Palestra, dizer que sob a profunda convicção de que todas as doutrinas, quando corretamente compreendidas, centralizam-se Nele, o Caminho, a Verdade e a Vida”, o que as torna extremamente importante. Doutrinas definem o caráter do Deus a quem servimos. Elas interpretam eventos, tanto passados quanto presentes, enquanto estabelecem um sentido de lugar e propósito no cosmos. Elas descrevem os objetivos da ação divina. Doutrinas representam linhas de orientação para os cristãos, provendo estabilidade àquilo que de outra forma seria uma experiência desequilibrada, injetando segurança numa sociedade que rejeita os absolutos. Doutrinas alimentam o intelecto humano e estabelecem alvos que inspiram e motivam o cristão a buscar o interesse de outros.
Queremos neste Andar, dizer que é nosso propósito levar os crentes a um relacionamento mais profundo com Cristo, através do estudo da Bíblia. Conhecê-Lo e a Sua vontade é algo vitalmente importante nesta era de engano, de pluralismo doutrinário e apatia. Semelhantemente conhecimento de Cristo é a única salvaguarda contra aqueles que, parecendo ovelhas, são na realidade “lobos devoradores”, que “se levantarão, falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” Atos, 20: 29e31, “29 Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; 30 E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. 31 Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós”. Especialmente nestes últimos dias, para que possamos ser preservados de envolvimento por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Efésios, 4: 14), devemos possuir um conceito correto do caráter, governo e propósito de Deus. Somente aqueles que houverem fortalecido a mente com as verdades das Escrituras, estarão aptos a permanecerem de pé durante o conflito final.

Queremos nesta Palestra, dizer que tudo o que escrevemos foi na mais pura intenção de auxiliar aqueles que estão interessados em saber por que cremos naquilo que cremos. Estas Palestras, escrito por nós, não representam apenas uma cortina de fumaça para esconder algo. Cuidadosamente pesquisado, eles representam uma autêntica exposição das crenças bíblicas. Finalmente, nesta Palestra, tudo que escrevemos, procuramos deixar claro que as doutrinas centralizadas em Cristo preenchem três funções óbvias:
primeira: elas edificam a Igreja; segunda: preservam a verdade; terceira: comunicam o evangelho em toda a sua riqueza. Doutrina verdadeira requer muito mais que mera crença, ela requer ação. Através do Espírito Santo, as crenças cristãs convertem-se em atos de amor, verdadeiro conhecimento de Deus, do Seu Filho e do Espírito Santo, representa “conhecimento do Salvador”. Esses foram os temas apresentados até aqui.

Vamos apresentar aqui vinte itens dos vinte sete que compõe as doutrinas da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DA IGREJA ADVENTISTA DO 7º DIA
                                                  I - AS ESCRITURAS SAGRADAS.

 
Nós cremos que as Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamento, são as Palavras de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nesta Palavra, Deus transmitiu ao homem o conhecimento necessário para a salvação. As Escrituras Sagradas são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História. Muitos veem canais da auto revelação de Deus em, a Natureza, na História, no comportamento e consciência do homem. Vislumbres da natureza de Deus, obtidos através destas avenidas, são frequentemente identificados como “revelação geral”, uma vez que tal revelação se encontra disponível para todos e apela à própria razão humana.

Para milhões de pessoas, a beleza natural representa prova da existência de um Deus amorável. O brilho do Sol, a chuva, as montanhas e as correntes de água, todos testificam de um amorável Criador. “Os Céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos” (Salmos 19:1). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder como também a própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Romanos, 1:20).

Na Bíblia, Deus Se revela a Si próprio em pessoa, bem como por meio de proposições que declaram a verdade a Seu respeito. Ambos os tipos de revelação se fazem necessários porque as pessoas necessitam conhecer Deus através de Jesus, João 17:3, E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Bem como a verdade “segundo é... em Jesus” (Efésios, 4: 21). Essas revelações permitem que Deus quebre as limitações mentais, morais e espirituais dos seres humanos e comunique Seu desejo de salva-los.

Diz Paulo que “toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino” (II Timóteo, 3: 16). A palavra “inspirada” significa literalmente proveniente do fôlego de Deus”. (Genesis, 2:7), Deus “inspirou” a verdade na mente do homem, os quais expressaram estas mesmas verdades em suas próprias palavras, conforme Pedro menciona, tendo em mente a revelação profética: homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (II Pedro 1:21).

A Bíblia expõe a humanidade e revela a Deus. Expõe a condição humana e revela a solução divina. Os seres humanos são mostrados como perdidos, separados de Deus, enquanto Jesus é apresentado como Aquele que localiza o perdido e o traz de volta. Jesus Cristo é o ponto focal das Escrituras. No Antigo Testamento Ele é o Messias, o Redentor do mundo; em, o Novo Testamento Ele é revelado como Jesus Cristo, o Salvador. Cada página quer através de símbolos, quer em realidades concretas, revela algum aspecto de Jesus Cristo, alguma fase de Seu trabalho ou traço de Seu caráter. Na Cruz do Calvário, a revelação última desse trabalho e o caráter de Deus são dramaticamente demonstrados através da morte de Jesus. A cruz representa o mais central de todos os pontos focalizados pela Bíblia, pois ela faz convergir para o mesmo local a inominável maldade humana e a incomparável bondade do amor de Deus.

II – A TRINDADE.


Nós cremos que há um Só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, (Conforme já estudamos na Décima Segunda Palestra), uma unidade de três Pessoas co-eternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente e onipresente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido por meio de Sua auto revelação. Para sempre é digno de culto, adoração e serviço por parte de toda a criação.

No Calvário, praticamente todos rejeitaram a Jesus. Somente uns poucos reconheciam quem, realmente Ele era. Dentre estes um ladrão igualmente sendo executado, dirigiu-se a Cristo como “Senhor” Lucas 23: 42; E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”. E um soldado romano reconheceu: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus”! (Marcos 15: 39). Quando João, referindo-se a Jesus, escreveu: “Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam” (João 1: 11), suas palavras possuíam aplicação não apenas para a multidão ali reunida, e não somente para a nação israelita, mas efetivamente para todo o mundo, ao longo de todos os tempos. Exceto um pequeno punhado, todos fracassaram em reconhecê-Lo como Deus e Salvador. Este fracasso, o maior e mais trágico que o homem pode experimentar, mostra que o conhecimento que a humanidade possui de Deus é radicalmente deficiente.
As numerosas teorias que explicam ou definem a Deus e os muitos argumentos que tentam provar ou negar a Sua existência, constituem evidências de que a sabedoria humana é por si própria insuficiente para penetrar no terreno do divino. Depender tão-somente da sabedoria humana para aprender acerca de Deus é como utilizar uma lupa com o intuito de estudar as constelações. Portanto, para muitos a sabedoria de Deus é uma sabedoria “em mistério” (I Coríntios 2:7). Para estes, Deus continua sendo um mistério. A respeito dessa sabedoria humana disse Paulo que “nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória” (I Coríntios 2: 8).
Um dos mandamentos básicos das Escrituras é “amarás a Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” (Mateus, 22: 37 e Deuteronômio, 6: 5). Não podemos amar alguém a respeito de quem nada conhecemos; por outro lado, não poderemos descobrir as coisas profundas de Deus através de investigação (Jó, 9:1-35 e 38:1-41). (Leia em sua Bíblia). Só através das Escrituras poderemos conhecer e amar a Deus. A Bíblia não prova a existência de Deus; ela assume que assim seja. O texto inicial nos diz: “No princípio criou Deus os Céus e a Terra” (Gênesis 1:1). Aqui Ele é descrito como Criador, Sustentador e Legislador de toda a criação. Leia Salmos, 14:1, “DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem”. Romanos, 1:18-22 e 28. 18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. 19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios tornaram-se loucos. 28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm”.

III - A CRIAÇÃO.

Nós cremos que Deus é o Criador de todas as coisas, e revelou nas Escrituras o relato autêntico de Sua atividade criatura. “Em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra” e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira semana. Assim Ele estabeleceu o sábado como perpétuo monumento comemorativo de Sua esmerada obra criador. O primeiro homem e a primeira mulher foram formados à imagem de Deus como obra-prima da Criação, foi-lhes dado domínio sobre o mundo e atribuiu-se lhes a responsabilidade de cuidar dele. Quando o mundo foi concluído, ele era “muito bom”, proclamando a glória de Deus.

Mas, o inimigo de Deus veio em seguida, e como um menino travesso, pega o resto da tinta com que Deus havia pintado o belo quadro e joga na pintura recém-criada borrando toda a linda paisagem. E com isso introduz o pecado no mundo, e com o pecado a morte, pois o “salário do pecado é a morte” (Romanos, 6: 23). E, como foram as perfeitas e divinas mãos de Cristo que pela primeira vez concederam vida ao homem; e são as mãos de Cristo, perfuradas e sangrentas, que oferecem ao homem a vida eterna. Assim, pois, o homem não é apenas criado; ele pode ser recriado. Ambas as obras de criação recriação representam o trabalho de Cristo, nenhuma delas proveio do próprio homem. Criados a imagem de Deus, temos sido chamados para glorifica-Lo. No coroamento da obra criadora, Deus convida a cada um de nós para que entre em comunhão diária com Ele, em busca de Seu poder regenerador. Desta forma, para glória de Deus, seremos capazes de refletir mais plenamente a Sua imagem.

IV – A NATUREZA DO HOMEM.

Nós cremos que o homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade, o poder e a liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negou sua dependência d Ele e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilham dessa natureza caída e de suas consequências. Nascem com fraquezas e tendências para o mal. Mas Deus, em Cristo, reconciliou consigo o mundo e por meio de Seu Espírito restaura nos mortais penitentes a imagem de seu Criador. Criados para a glória de Deus, são chamados para amá-Lo e uns aos outros, e para cuidar de seu ambiente. Maiores informações recapitulem a 18ª Palestra.  

V – O GRANDE CONFLITO.

Nós cremos que toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir Adão e Eva em pecado. Este pecado humano resultou na deformação da imagem de Deus na humanidade, no transtorno do mundo criado e em sua conseqüente devastação por ocasião do dilúvio mundial. Observado por toda a criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. Para ajudar Seu povo nesse conflito, Cristo envia o Espírito Santo e os anjos leais, para guiá-los, proteger e amparar no caminho da salvação. (Recapitulem a 6ª Palestra).

VI – VIDA, MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO.

Nós cremos que na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expiação pela fé possam ter vida eterna, e toda a criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. Esta expiação perfeita vindica a justiça da lei de Deus e a benignidade de Seu caráter; pois ela não somente condena o nosso pecado, mas também garante o nosso perdão. A morte de Cristo é substituinte e expiatória, reconciliadora e transformadora. A ressurreição de Cristo proclama a vitória de Deus sobre as forças do mal, e assegura a vitória final sobre o pecado e a morte para os que aceitam a expiação. Proclama a soberania de Jesus Cristo, diante do qual se dobrará todo joelho, no Céu e na Terra. O Espírito Santo traz para dentro de nós o “Está consumado” do Calvário, aplicando a nós a experiência única da aceitação que Deus faz da humanidade. Este “está consumado”, pronunciado na cruz, coloca em xeque todas as outras tentativas humanas de se obter aceitação. Ao administrar o Crucificado ao nosso íntimo, o Espírito traz a única base para nossa aceitação diante de Deus, providenciando o único título genuíno e válido para a salvação que nos está disponível.
VII – A IGREJA.

Nós cremos que a Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor. Em continuidade do povo de Deus nos tempos do Antigo Testamento, somos chamados para fora do mundo; E nos unimos para prestar culto, para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do Evangelho. (Neste momento em que escrevemos esta Palestra, os Adventistas do 7º Dia, está presente em aproximadamente duzentos e vinte países). A Igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a Palavra encarnada, e das Escrituras, que são a Palavra escrita. A Igreja é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus membros vivem, com base no novo concerto. A Igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade de fé, da qual o próprio Cristo é a Cabeça. A Igreja é a Noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la. Em Sua volta triunfal, Ele a apresentará a Si mesmo Igreja gloriosa, os fiéis de todos os séculos, a aquisição de Seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa e sem defeito.

A Igreja, glória e poder de Deus são revelados de modo particular quando pecadores são restaurados à comunhão da Igreja. Deus almeja libertar os cativos do pecado, transferindo-os do reino das trevas para o reino da luz. A Igreja de Deus, o teatro do Universo, expõe o poder do sacrifício expiatório de Cristo, exercido na vida de homens e mulheres. Nos dias atuais, Cristo, através de Sua Igreja, convida a todos para que se tornem partes de Sua família. “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrará em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo” (Apocalipse 3:20).

Nós cremos que a Igreja Universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Essa proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; (Conforme estudamos na 25ª Palestra), coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.

VIII - O BATISMO.

Nós cremos que pelo batismo, confessamos nossa fé na morte e na ressurreição de Jesus Cristo, e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida. Assim reconhecemos a Cristo como Senhor e Salvador, tornamo-nos Seu povo e somos aceitos como membros por Sua Igreja. O batismo é um símbolo de nossa união com Cristo, do perdão de nossos pecados e de nosso recebimento do Espírito Santo. É por imersão na água e depende de uma afirmação de fé em Jesus e da evidência de arrependimento do pecado. Segue-se à instrução nas Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos, conforme estudamos na Nona Palestra, (Recapitule).

IX – A CEIA DO SENHOR.

Nós cremos que a Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nele, nosso Senhor e Salvador. Nessa experiência de comunhão, Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalece-lo. Participando da Ceia, proclamamos alegremente a morte do Senhor até que Ele volte. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instruiu a cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para apressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo, e para unir nosso coração, em amor. O serviço da comunhão é franqueado a todos os crentes que com humildade, deve procurar seu oponente para desculpar-se do desentendimento caso tenha ocorrido. Meu querido amigo e irmão, na hipótese de você nunca terem participado de uma cerimônia de lava-pés e da Ceia do Senhor, nós o convidamos a participar de uma reunião em que praticamos pelo menos duas vezes ao ano. Procure uma Igreja mais perto de você.

X - DONS E MINISTÉRIOS ESPIRITUAIS.

Nós cremos que Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais que cada membro deve empregar em amoroso ministério para o bem comum da Igreja e da humanidade. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe apraz, dons provêm todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. De acordo com as Escrituras, esses dons abrangem tais ministérios como a fé, profecia, proclamação, ensino, administração, reconciliação, compaixão, e serviço abnegado e caridade para ajuda e animação das pessoas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pelo Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino especialmente necessários para habilitar os membros para o serviço, edificar a Igreja com vistas à maturidade espiritual e promover a unidade da fé e do conhecimento de Deus. Quando os membros utilizam esses dons espirituais como fiéis despenseiros da multiforme graça de Deus, a Igreja é protegida contra a influência demolidora de falsas doutrinas, tem um crescimento que provém de Deus e é edificada na fé e no amor.

As palavras pronunciadas por Jesus antes de ascender ao Céu, haveriam de modificar a história do mundo:
“Ide por todo p mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16: 15), foi à ordem que deixou aos discípulos. A todo mundo? A toda criatura? Os discípulos devem ter imaginado que essa seria uma tarefa impossível. Cristo, percebendo a desorientação em que se sentiram, instruiu-os a não deixar a cidade de Jerusalém, mas esperar pelo cumprimento da promessa do Pai. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em, toda Judéia e Samaria, e até aos confins da Terra” (Atos, 1:4 e 8). (Recapitulem a Décima Terceira e a Vigésima Sexta Palestra).
XI - A LEI DE DEUS.

Nós cremos que os grandes princípios da Lei de Deus são incorporados nos dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, à vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórios a todas as pessoas, em todas as épocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma no julgamento de Deus. Por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. A salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por nossos semelhantes. A obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar vidas, e fortalece, portanto, o testemunho cristão. Êxodo, 19: 18 e 19, 18 E todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. 19 E o sonido da buzina ia crescendo cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta”. Tão poderosa foi essa manifestação majestosa da presença de Deus, que todo o Israel tremeu. Repentinamente os trovões e a trombeta cessaram, deixando no ar um solene silêncio. Depois, Deus falou de entre a espessa nuvem que O envolvia enquanto permanecia sobre a montanha. Movido por profundo amor a Seu povo, Ele proclamou os Dez Mandamentos. Moisés disse: Deuteronômio 33:2e3, “02 E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, 03 A uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho”.

Ao conceder Sua lei no monte Sinai, Deus não apenas revelou a Si mesmo como a majestade e suprema autoridade do Universo. Ele também Se revelou como o Redentor de Seu povo Êxodo 20:2, Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”. Pelo fato de ser o Salvador, Ele não apenas chamou a Israel, mas, a toda a humanidade. Eclesiastes, 12: 13, De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”. À obediência a esses breves, abrangentes e autorizados preceitos que abrangem todos os deveres da humanidade em relação a Deus e em relação uns com os outros. E Deus falou e escreveram em tábuas de pedra as seguintes palavras: Êxodo, 20:3-17, (Recapitule a 19ª Palestra). E 31: 18. E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus”. Os Dez Mandamentos são de natureza moral, espiritual, abrangente e contém princípios universais que perduram até hoje. (Salmos 119:160). A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre”.

XII - O SÁBADO.

O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da imutável lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do Sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. O sábado é um sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo sagrado duma tarde a outra tarde, do pôr-do-sol ao pôr-do-sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus. (Recapitule a 21ª Palestra).

XIII – MORDOMIA.

Os Adventistas do Sétimo Dia Creem que somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades e posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus por meio de fiel serviço a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua Igreja. A mordomia é um privilégio que Deus nos concede para desenvolvimento no amor e para vitória sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se regozija nas bênçãos que advêm aos outros como resultados de sua fidelidade. (Maiores esclarecimentos: Recapitule a Décima Quarta Palestra).

XIV – CONDUTA CRISTÃ.

Nós cremos que somos chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, só nos envolvemos naquelas coisas que produzirão em nossa vida pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo. Isso significa que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos mais altos padrões do gosto e beleza cristãos. Embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível de um espírito manso e tranquilo. Significa também que, sendo o nosso corpo é templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele inteligentemente. Junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar a alimentação mais saudável possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas Escrituras. Visto que as bebidas alcoólicas, o fumo e o uso irresponsável de medicamentos e narcóticos são prejudiciais ao nosso corpo, também devemos abster-nos dessas coisas. Em vez disso, devemos empenhar-nos em tudo que submeta nossos pensamentos e nosso corpo à disciplina de Cristo, o qual deseja nossa integridade, alegria e bem-estar. (Recapitule a Décima Quinta Palestra).

 XV – MATRIMÔNIO E FAMÍLIA.

Nós cremos que o casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus, bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. Mútuo amor honra, respeito e responsabilidade constituem a estrutura dessa relação, a qual deve refletir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e Sua Igreja. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e se casa com outro, comete adultério. Conquanto algumas relações de família fiquem aquém do ideal, os consortes que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo, podem alcançar amorosa unidade por meio da orientação do Espírito e a instrução da Igreja. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. Os pais devem educar seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. Por seu exemplo e suas palavras, deve ensinar-lhes que Cristo é um disciplinador amoroso e sempre terno a família de Deus. Crescente intimidade familiar é uma das características da mensagem final do evangelho.

Cremos também que as Escrituras condenam as práticas homossexuais em termos fortemente negativos, hoje praticados livremente com ampla divulgação. Gênesis 19:4-11; “04 E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. 05 E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos. 06 Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si, 07 E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal; 08 Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado. 09 Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta. 10 Aqueles homens porém estenderam as suas mãos e fizeram entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta; 11 E feriram de cegueira os homens que estavam à porta da casa, desde o menor até ao maior, de maneira que se cansaram para achar a porta”. Levítico 18:22; “Um homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é”; 20:13; “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”. Romanos 1:26-28; 26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. 27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. 28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm”; I Timóteo 1:8-10. “08 Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; 09 Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, 10 Para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina”, Práticas desse tipo produzem séria distorção da imagem de Deus sobre homens e mulheres.

XVI – O MINISTÉRIO DE CRISTO NO SANTUÁRIO CELESTIAL

 Os Adventistas do Sétimo Dia creem que há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo-Sacerdote e começou Seu ministério intercessores por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico, no dia da expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue de sacrifícios de animais, mas as coisas celestiais são purificadas com perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, Nele, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição.

Também torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guardando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, estando, portanto, Nele, preparado para a transladação ao Seu reino eterno. Este julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que creem em, Jesus. Declara que os que permaneceram leais a Deus receberão o reino. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo Advento. (Hebreus, 4: 14-16; “14 Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. 15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. (recapitule a Décima Primeira Palestra).

 XVII – A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.

Nós cremos que a segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja, o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato desse acontecimento não foi revelado, e somos, portanto exortados a estar preparados em todo o tempo. (I Tess. 4:13-17, 13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. 15 Dizemos-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. 16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.(Recapitule a Quarta Palestra).

XVIII – MORTE E RESSURREIÇÃO

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos será glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios, ocorrerá mil anos mais tarde. (Recapitule a Décima Oitava Palestra).
XIX - O MILÊNIO E O FIM DO PECADO


 O milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreição. Durante esse tempo, serão julgados os ímpios mortos; a Terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com vida, mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse período, Cristo com Seus Santos e a cidade Santa descerão do Céu a Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. (Recapitule a Quinta Palestra).

XX – A NOVA TERRA

Os Adventistas do Sétimo Dia creem que na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com Seu povo, e o sofrimento e a morte terão passado. “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma Única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeição gozo, declaram que Deus é amor”. (Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 678). (Recapitule a Sétima Palestra).
FINALMENTE

Neste mundo, sempre ouvimos falar que “todas as coisas têm o seu fim”. Mas de acordo com as promessas de Deus em Sua palavra, a melhor das boas-novas relacionadas com a Nova Terra é que ela jamais chegará ao fim. Ali viveremos a vida eterna. “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” Apocalipse 11: 15; Daniel 2:44, Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre”, e 7:27. E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão”. Leia ainda Apocalipse 5: 13. E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra e glória, e poder para todo o sempre”.
 Nossa única intenção, ao elaborarmos este estudo, é conduzir pessoas ao pé da cruz, através do Evangelho Eterno conforme Apocalipse 14: 6e7. “06 E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, 07 Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Mas a pergunta me é constante: Qual é a verdadeira Igreja ou doutrina? Respondemos: a Igreja universal e verdadeira compõe-se de todos os que verdadeiramente creem em Cristo; mas, que nos últimos dias, haverá muita apostasia, seguindo doutrinas e mandamentos de homens, mas, pela misericórdia de Deus, sempre ouve um remanescente que guarda e respeita os mandamentos de Deus. Este remanescente sempre proclamou a salvação por meio de Jesus Cristo e proclama Sua breve volta, baseada na mensagem dos três anjos de Apocalipse 14; O dia do juízo o arrependimento e uma verdadeira reforma na Terra. Se a pergunta ainda continua, a resposta está aí acima, acrescida de Apocalipse, 12: 17, “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. E 14:12, “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Que são aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Apocalipse, 19: 10. “E eu lancei-me a seus pés para adorá-lo; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. Aqueles que têm o espírito de profecias. Todo crente é convidado a fazer parte na Nova Terra, mas, lembre-se: Não basta crer, Tiago 2: 19, Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem”. Temos que obedecer e viver o que Cristo nos ensinou Mateus, 19: 17; E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. João 14: 21, Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. E I João 2:4. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está à verdade”.

Finalmente, com a graça de Deus, chegamos ao final do Edifício Espiritual, espero ter contribuído espiritualmente com vocês a tomarem a decisão correta que é ao lado de “Jesus Cristo”, conforme ficou provado em atos 4:12, “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”.

POR TUDO QUE VOCÊ ACABOU DE LER E O POR QUE SOMOS ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA”.
Deus os abençoe.
Amém.

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Profº. Edmur Hawthorne

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