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Hawthorne
Palestra
Bíblica 28/30
POR QUE JESUS ESTÁ DEMORANDO VOLTAR?
Vamos iniciar esta Palestra
lendo II Pedro 3:2-10 e 2:4-9, “02
Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas
pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do
Senhor e Salvador”. 03
Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores,
andando segundo as suas próprias concupiscências, 04 E dizendo:
Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais
dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da
criação. 05 Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de
Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi
tirada da água e no meio da água subsiste. 06 Pelas quais coisas
pereceram o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, 07
Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se
reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo,
e da perdição dos homens ímpios. 08 Mas, amados, não ignorem uma
coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um
dia. 09 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm
por tardia; mas é longânime para conosco, não querendo que alguns
se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 10 Mas o dia do
Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com
grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e
as obras que nela há, se queimarão, e 2:4-10, 04
“Porque se” Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas,
havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão,
ficando reservados para o juízo;
05 E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da
justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo
dos ímpios; 06 E condenou à destruição as cidades de Sodoma e
Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que
vivessem impiamente; 07 E livrou o justo Ló, enfadado da vida
dissoluta dos homens abomináveis. 08 (Porque este justo, habitando
entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo
sobre as suas obras injustas); 09 Assim sabe o Senhor livrar da
tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo,
para serem castigados; 10 Mas principalmente aqueles que segundo a
carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as
autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das
dignidades”; Por essa leitura podemos notar que a
dúvida quanto à volta de Jesus não é nova, vem desde os tempos
bíblicos.
Nenhum
acontecimento se reveste de tão grande significado para a raça
humana como do regresso de Cristo a Terra. Qual colapso cardíaco,
ele fará repentinamente cessar toda atividade humana, os trabalhos,
negócios, estudos, prazeres, a vida social, a vida política. Para
uma esmagadora maioria, ele será o fim de tudo o que chamamos vida,
o fim do mundo, de todas as coisas, porque não estará preparado
para o que se há de seguir depois Dele.
Quando
virá o fim? Está ele perto ou longe? Houve ocasiões na história,
em que os líderes cristãos acreditaram haver chegado o tempo da
volta de Cristo. A Europa inteira foi atingida com essa ideia ao
aproximar-se o ano mil. Cristo viria no ano mil, anunciou-se, e daria
começo ao milênio. Outro movimento dessa natureza ocorreu no século
dezenove, quando se pregou que Cristo viria em 1.843. E é comum
entre o povo o dito: “de
mil passaria, porém, de dois mil não chegaria”.
Mas
que dizem as Escrituras? Há várias grandes linhas de profecias nas
Escrituras que esboçam períodos da história e apontam para um
tempo chamado “tempo
do fim”.
Já apresentamos aqui nestas Palestras algumas dessas profecias, e
pudemos notar que é muito bom conhecer um pouco dos livros de Daniel
e Apocalipse em tempos como estes, e queremos apresentar nesta
Palestras alguns pontos importantes dos capítulos 08 a 11 de
Apocalipse fixando-nos mais nas profecias das sete trombetas.
O livro de Apocalipse é um livro de
símbolos, e a trombeta é apropriada símbolo de atividade bélica.
Ela é assim empregada em Jeremias 4:19-21, “19
Ah, entranhas minhas, entranhas minhas! Estou com dores no meu
coração! O meu coração se agita em mim. Não posso me calar;
porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da
guerra. 20 Destruição
sobre destruição se apregoa; porque já toda a terra está
destruída; de repente foram destruídas as minhas tendas, e as
minhas cortinas num momento. 21 Até quando verei a bandeira, e
ouvirei a voz da trombeta”? E I Coríntios 14:8,
“Porque,
se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha”?
Torna-se claro, por estas duas passagens, que a trombeta era usada
para fins militares, sendo tocada para dirigir a ação dos soldados
na batalha. As sete trombetas devem, portanto, referir-se a grandes
eventos guerreiros da história, durante a dispensação cristã.
Conforme estudamos na primeira Palestra deste
Edifício, no segundo capítulo de Daniel, a visão da grande imagem
metálica pinta quatro potências universais que deveriam aparecer
sucessivamente, e um quinto período da divisão. Tudo isso ocorreu
na história de acordo com o programa divino. Babilônia,
Medo-Pérsia, Grécia e Roma foram os quatro grandes impérios,
seguidos das divididas nações da Europa moderna, as quais são os
fragmentos do império Romano.
Mas como foi Roma dividida? Como
chegou a quebrar-se em pedaços o férreo império que parecia
permanecer para sempre? Deve ter sido necessária uma série de
terríveis golpes para desmantelar sua forte estrutura! A resposta é
encontrada na profecia das sete trombetas do Apocalipse. As primeiras
quatro trombetas anunciam a dissolução de Roma Ocidental, a quinta
e a sexta a queda de Roma Oriental, e a sétima trombeta o fim de
todas as potências terrenas e o começo do dia em que “o
reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele
reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse
11:15). Os quatro impérios universais foram quatro tentativas para
organizar o mundo inteiro contra Deus. Cada império que se seguia
era um instrumento de oposição ao plano de Deus na Terra.
Em Isaias 14:12-16, “12
Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como
foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 E tu
dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de
Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me
assentarei, aos lados do norte. 14 Subirei sobre as alturas das
nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. 15 E contudo levado serás
ao inferno, ao mais profundo do abismo. 16 Os que te virem te
contemplarão, considerar-te-ão, e dirão: É este o homem que fazia
estremecer a terra e que fazia tremer os reinos”? O
“rei de Babilônia” parece ser o príncipe deste mundo, ou
simplesmente outro nome para Lúcifer, o inimigo de Deus. E a cidade
de Babilônia, situada em quadrado, cortada pelo rio Eufrates e
embelezada com os célebres jardins suspensos, parece uma tentativa
de imitação da Nova Jerusalém, que também é quadrangular, tendo
o seu Rio da Vida, e a árvore da Vida, ou Floresta da Vida. Não
devemos esquecer que Babilônia, foi a primeira tirania que existiu
no mundo, “o martelo de toda a Terra”
Jeremias 50:39-40, “39
Por isso habitarão nela as feras do deserto, com os animais
selvagens das ilhas; também habitarão nela as avestruzes; e nunca
mais será povoada, nem será habitada de geração em geração. 40
Como quando Deus subverteu a Sodoma e a Gomorra, e as suas cidades
vizinhas, diz o SENHOR, assim ninguém habitará ali, nem morará
nela filho de homem”. (Se possível, leia todo o
capítulo 50). E Isaías 13:19e20, “19
E Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos
caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou.
20 Nunca mais será habitada, nem nela morará alguém de geração
em geração; nem o árabe armará ali a sua tenda, nem tampouco os
pastores ali farão deitar os seus rebanhos”. E
(Sadam Hussem gastou milhões de dólares tentando recuperar essa
cidade para ser sua Capital, mais um desafio a Deus).
Através das profecias
de Daniel e Apocalipse, Babilônias é o símbolo da oposição a
Deus e a Seu povo. Com efeito, toda a perturbada história do mundo é
um conto de duas cidades, Babilônia e Jerusalém! A antiga Babilônia
destruiu a Jerusalém antiga, mas quando a moderna Babilônia cair, a
Jerusalém celestial reinará em glória para sempre. Cada um desses
impérios universais continha em si a semente de sua própria
destruição, e Babilônia caiu diante do Medo-Pérsia. Esse segundo
reino universal perseguiu os judeus nos dias da rainha Ester, e pelas
intolerantes leis religiosas dos medos e dos persas, leis que se não
podiam alterar (Daniel 6:8), tentou extirpá-los da Terra; mas Hamã,
o principal instigador dessa tentativa de destruição de um povo
inteiro, foi ele próprio destruído. (Ester (3:7-15, 5:1-14, 6:1-14
e 7:1-10). Por ser muito extenso leia em sua Bíblia).
Desde o princípio, quando Satanás
ouviu a divina promessa de que a Semente da mulher devia ferir a
cabeça da serpente (Gênesis 3:15), “E
porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua
semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”,
ele se esforçou por impedir seu cumprimento, tentando destruir a
Semente no Egito, quando foi baixado o terrível decreto ordenando a
morte de todos os meninos; em Babilônia, pela perseguição mediante
a fornalha de fogo; na Medo-Pérsia, pela lei de extinção elaborada
por Hamã.
Quando a Grécia, o terceiro império
universal da profecia, assumiu o poder, o rei Antíoco Epifano tentou
destruir o remanescente de Israel que voltava do cativeiro a
Jerusalém. E por último Roma, fez-se o supremo esforço para
destruir a Semente prometida. Homens sanguinários, sob o governo de
Herodes, que deriva sua autoridade de César, mataram as crianças de
Belém, num esforço para destruir o Infante Salvador que era a
Semente prometida Gálatas 3:16, “Ora,
as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz:
E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E
à tua descendência, que é Cristo”.
E por fim, Cristo foi condenado por Pilatos, juiz romano; foi morto
numa cruz e encerrado no túmulo, fechado com selo de Roma. Mais
tarde, o império tentou oficialmente destruir a igreja cristã.
Cada um dos quatro impérios foi instrumento do programa de oposição a Deus, que se executa na Terra, e cada um dos três primeiros caiu em esquecimento e foi absorvido pelo poder sucessor. Mas a férrea Roma ameaçava permanecer até o fim da história e chamava-se a si mesma eterna. Apoiado na disciplina das suas vitoriosas legiões, e zombando das tribos bárbaras de além do Reno e do Danúbio, o império dos césares parecia, por sua existência, negar a profecia de Daniel, segundo a qual o reino seria dividido.
Cada um dos quatro impérios foi instrumento do programa de oposição a Deus, que se executa na Terra, e cada um dos três primeiros caiu em esquecimento e foi absorvido pelo poder sucessor. Mas a férrea Roma ameaçava permanecer até o fim da história e chamava-se a si mesma eterna. Apoiado na disciplina das suas vitoriosas legiões, e zombando das tribos bárbaras de além do Reno e do Danúbio, o império dos césares parecia, por sua existência, negar a profecia de Daniel, segundo a qual o reino seria dividido.
Mas, a profecia bíblica afirmava,
mil anos antes, que o quarto reino, reino forte como o ferro, seria
dividido, reduzido a fragmentos, alguns fortes como ferro, outros
frágeis como o barro; e que o reino permaneceria nessa condição,
dividido até o fim do tempo, quando o eterno reino de Cristo deverá
tomar o lugar de todas as potências terrenas. Isto é o que a
inspiração escreveu na profecia de Daniel 2:41-46, “41
E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de
oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo
haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro
misturado com barro de lodo.
42 E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de
barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será
frágil. 43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo,
misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro,
assim como o ferro não se mistura com o barro. 44 Mas, nos dias
desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais
destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e
consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,
45 Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem
auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a
prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser
depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”
Os homens diziam que Roma não podia ser fragmentada, que essa profecia tinha de falhar, porque um império tão semelhante ao ferro de tão vastas proporções, simplesmente não poderia sofrer um colapso, por milhares de anos. Assim, chamou sua capital a Cidade Eterna. A profecia das sete trombetas de guerra, do Apocalipse, é a resposta de Deus a esse desafio. Se você reservar um tempo para ler o livro de Apocalipse, os capítulos de oito a onze, verá como uma película cinematográfica a acelerada divisão do quarto reino universal, o reino sem fronteiras.
Os homens diziam que Roma não podia ser fragmentada, que essa profecia tinha de falhar, porque um império tão semelhante ao ferro de tão vastas proporções, simplesmente não poderia sofrer um colapso, por milhares de anos. Assim, chamou sua capital a Cidade Eterna. A profecia das sete trombetas de guerra, do Apocalipse, é a resposta de Deus a esse desafio. Se você reservar um tempo para ler o livro de Apocalipse, os capítulos de oito a onze, verá como uma película cinematográfica a acelerada divisão do quarto reino universal, o reino sem fronteiras.
Vamos
mencionar brevemente cada uma das trombetas, bem como alguns fatos
históricos de maior importância relacionados com essa potência de
eventos de repercussão mundial.
SOA A PRIMEIRA
TROMBETA
(Apocalipse 8:7 – 395-410 dC)
“E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada”.
O primeiro grande juízo
que caiu sobre Roma Ocidental veio de Alarico, um homem que havia
sido oficial do exército romano. Ele se uniu aos poderosos povos
germânicos e levou a cabo a primeira invasão de Roma.
A morte de Teodósio, o imperador romano, ocorreu em janeiro de 395 dC; e antes do fim do inverno os godos, sob o comando de Alarico, estavam em pé de guerra. Depois de vários anos de devastação do império Ocidental, eles cruzaram o Danúbio e desceram dos Alpes como granizo, ou saraiva, assim correspondendo à descrição apocalíptica. A cidade de Roma caiu em mãos desse invasor rapinante em 410 dC. O toque dessa primeira trombeta sacudiu o império em seus fundamentos.
A morte de Teodósio, o imperador romano, ocorreu em janeiro de 395 dC; e antes do fim do inverno os godos, sob o comando de Alarico, estavam em pé de guerra. Depois de vários anos de devastação do império Ocidental, eles cruzaram o Danúbio e desceram dos Alpes como granizo, ou saraiva, assim correspondendo à descrição apocalíptica. A cidade de Roma caiu em mãos desse invasor rapinante em 410 dC. O toque dessa primeira trombeta sacudiu o império em seus fundamentos.
Foi
representado por “saraiva, fogo e sangue”; uma dramática
descrição do terrível morticínio que se seguiu à invasão pelos
godos. Durante seis dias os exércitos de Alarico saquearam os
palácios, levando ouro e prata, mobiliários e estatuaria sem conta.
Após saquear a cidade, Alarico dirigiu-se para o sul da Itália,
sendo mais tarde sepultado, com muitos dos seus tesouros, nas
profundezas de um rio. Os escravos que o sepultaram foram também
mortos, para que não se conhecesse o lugar secreto de seu
sepultamento.
SOA A
SEGUNDA TOMBETA
(Apocalipse 8:8 e 9 – 455
dC)
“08 E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se sangue a terça parte do mar. 09 E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus”.
Essa segunda trombeta
descreve uma guerra marítima. Era como se uma coisa semelhante a “um
grande monte ardendo em fogo” tivesse sido lançada no mar. Os
Vândalos invadiram Roma, vindos da África através do Mediterrâneo.
Seu ambicioso líder não conhecia escrúpulos. Uma vez nas águas do
Mediterrâneo, Generico voltou suas vistas para Roma. Em 455 dC, ele
navegou para o porto do Tibre, saqueou a cidade e levou prisioneiros
milhares de cidadãos, inclusive o imperador e duas filhas.
“Vandalismo” é uma palavra constante em nosso vocabulário hoje,
e traz em si todas essas implicações. A armada de Roma, 1.300
navios, sobrepujava em muito a dos invasores. Assim, os romanos
entraram na batalha com alguma certeza de vitória. Mas o esperto
almirante dos vândalos, sob as trevas da noite, reuniu alguns navios
carregados com combustível, e rebocou-os para o meio dos navios da
armada romana, incendiando e destruindo nessa noite mais de 1.100
navios. Quão acurado e descritivo o relato divino!
O TOQUE
DA TERCEIRA TROMBETA(Apocalipse 8:10 e 11 – 451
dC)
“10 E o
terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela
ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre
as fontes das águas. 11 E o nome da estrela era Absinto, e a terça
parte das águas tornou-se absinto, e muitos homens morreram das
águas, porque se tornaram amargas”.
A invasão seguinte
veio da parte dos hunos. A estrela que ardia como uma tocha,
universalmente admitida como sendo Átila, o rei dos hunos. Ele não
invadiu Roma, propriamente, mas suas devastações ajudaram a
subverter o império. Átila era um pagão vigoroso e destemido. Seus
homens abriram cicatrizes nas faces para aumentar sua aparência de
terror. Cada homem montava um cavalo e conduzia três. A estrela
chamada “absinto” denota as amargas consequências dos ataques
de Átila. Toda a extensão da Europa, do Volga ao Danúbio, foi
invadida, ocupada, assolada pelas hordas de Átila, que a si mesmo se
intitulava “flagelo de Deus”. Deslocando-se como um meteoro em
brasa, esse astuto e ousado líder vangloriava-se de que a relva
jamais voltava a crescer por onde passavam os pés do seu cavalo. Em
acréscimo às suas observações, ele compeliu Roma a pagar uma
grande indenização. A palavra, “Huno” na atualidade é sinônima
de saque e destruição. A poderosa estrutura de Roma havia sido
sacudida, e ela já estava em estado de colapso; mas calamidade ainda
maior estava para sobrevir ao corrupto império.
Caso nos interroguemos por que tal
devastação foi permitida, o profeta nos diz que “os outros homens
que não foram mortos por essas pragas, não se arrependem das obras
de suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro,
de prata, de cobre, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem
ouvir, nem andar, nem ainda se arrependeram dos seus assassínios,
nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus
furtos” Apocalipse 9:20 e 21, “20 E
os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se
arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios,
e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de
madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. 21 E não se
arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da
sua prostituição, nem dos seus furtos”. Portanto,
pecados de âmbito nacional atraem calamidades de extensão nacional.
SOA A QUARTA TROMBETA
(Apocalipse
8:12 – 476 dC)
“E o
quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol,
e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a
terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não
brilhasse, e semelhantemente à noite”.
Quando o quarto anjo
fez soar a sua trombeta, o sol, a lua e as estrelas foram feridos.
Imperadores fantoches, um após o outro, surgiram, até que afinal
“Rômulo Augustulo”, não mais que um menino, recebeu a púrpura
romana. No ano 476 dC, Odoacro, chefe de uma tribo bárbara,
remanescente de Átila, declarou que o nome e a função de Imperador
Romano deviam ser abolidos. O senado curvou-se em submissão, e assim
Rômulo, o último dos governantes romanos, foi destronado. Assim o
Sol do império havia-se posto. A lua e as estrelas, os cônsules e o
senado, subsistiram um pouco mais, mas antes que transcorresse outra
metade de século, também foram extintos. As guerras bárbaras foram
terríveis, mas a destruição de Roma foi apenas à colheita do que
ela própria semeara. O império ruiu como havia surgido: pela
conquista. Era o início de uma noite vazia, denominada pelos
historiadores como Idade Escura. Roma Ocidental havia entrado em
colapso. “Ai, Ai”, clamou o anjo, porque havia ainda três
trombetas para serem tocadas.
O TOQUE
DA QUINTA TROMBETA
(Apocalipse 9:1-11 –
1299-1449)
01 E O QUINTO anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada à chave do poço do abismo. 02 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar. 03 E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra. 04 E foi-lhes dito que não fizessem dano a erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus. 05 E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem. 06 E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. 07 E o parecer dos gafanhotos eram semelhantes ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens. 08 E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões. 09 E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate. 10 E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses. 11 “E tinha sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom”.
Roma Ocidental é o
ponto focal de interesse sob a quinta e sexta trombetas. Não se pode
encontrar em, toda Bíblia nenhuma profecia mais descritiva. O soar
da quinta trombeta cumpriu-se no surgimento e desenvolvimento dos
árabes. A Arábia tem sido chamada “o poço do abismo”, por
causa dos seus desertos e áreas vazias. Foi aqui que o maometismo
surgiu e se espalhou como “fumo”. Essa fé falsa e fanática
ameaçou obscurecer de uma vez a luz do evangelho. A invasão dos
sarracenos não poderia ser descrita em linguagem mais adequada do
que o foi aqui. Como uma nuvem de gafanhotos saídos do poço, o
maometismo se espalhou. A “estrela”, a quem foi dada a chave,
descreve bem o profeta Maomé. Mas, embora fanáticos, não foram
rapinantes como os conquistadores de Roma Ocidental.
Quando as tribos árabes se reuniram
para a conquista da Síria, em 632 dC, o tio de Maomé, Abu Beker,
que sucedeu o profeta depois da morte deste, deu a seguinte ordem,
que se ajusta com precisão à profecia bíblica: “Quando travardes
as batalhas do Senhor portai-vos como homens, sem
recuar; não seja, porém, nenhuma de vossas vitórias manchadas com sangue de mulheres e crianças. Não destruais palmeiras, nem queimeis os campos de cereais. Não derribeis árvores frutíferas nem
façais qualquer dano ao gado, além do que necessitais para comer, Apocalipse, 9:4, “E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus”.
recuar; não seja, porém, nenhuma de vossas vitórias manchadas com sangue de mulheres e crianças. Não destruais palmeiras, nem queimeis os campos de cereais. Não derribeis árvores frutíferas nem
façais qualquer dano ao gado, além do que necessitais para comer, Apocalipse, 9:4, “E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus”.
Quando qualquer de vós cobiçardes
um artigo, lute por ele, e sede tão bons quanto vossa palavra. Ao
prosseguirdes, encontrareis algumas pessoas religiosas que vivem retiradas em mosteiros, e desse modo se propõem servir a Deus: deixai-as em paz; não as mateis nem lhes destruais os mosteiros. E encontrareis outras pessoas que pertencem à sinagoga de Satanás, as quais têm a cabeça tonsurada;
estai certos de lhe abrirdes o crânio, e não Dê-lhes quartel, até que se tornem maometanos ou paguem tributos”. (E. Gibbon, “The History of the Decline and Fall of the Roman Empire”, Cap. 51 parág.10). Notai a acurada descrição desses conquistadores em Apocalipse 9:7-9. “Os seus rostos eram como rostos de homens” (usavam barba). “Tinham cabelos como cabelos de mulheres” (Cabelos longos). Na cabeça havia “coroa semelhante ao ouro” (Referência aos turbantes brilhantes que usavam). “Seus dentes eram como dentes de leões” (Guerreiros destemidos). A semelhança dos gafanhotos era como de “cavalos aparelhados para a guerra” (Os cavalos árabes são ainda sinônimos de qualidade entre os entendidos). Quão exata é a Palavra de Deus! Eles deveriam ferir os homens “por cinco meses” (Apoc.9:10). Por centenas de anos as tribos maometanas e tártaras foram divididas em bandos sob líderes distintos, com pouca ou nenhuma organização. Próximo ao fim do século treze, Otman fundou um governo que desde então tem sido conhecido como Império Otomano. Esse se desenvolveu até que se estendeu sobre todas as principais tribos maometanas, consolidando-as numa monarquia. “Eles tiveram um rei..., cujo nome em hebraico é Abaddon, mas na língua grega, Apollyon.” Esses dois nomes denotam o caráter do povo. Abaddon significa “o destruidor, e Apollyon, “aquele que extermina”.
prosseguirdes, encontrareis algumas pessoas religiosas que vivem retiradas em mosteiros, e desse modo se propõem servir a Deus: deixai-as em paz; não as mateis nem lhes destruais os mosteiros. E encontrareis outras pessoas que pertencem à sinagoga de Satanás, as quais têm a cabeça tonsurada;
estai certos de lhe abrirdes o crânio, e não Dê-lhes quartel, até que se tornem maometanos ou paguem tributos”. (E. Gibbon, “The History of the Decline and Fall of the Roman Empire”, Cap. 51 parág.10). Notai a acurada descrição desses conquistadores em Apocalipse 9:7-9. “Os seus rostos eram como rostos de homens” (usavam barba). “Tinham cabelos como cabelos de mulheres” (Cabelos longos). Na cabeça havia “coroa semelhante ao ouro” (Referência aos turbantes brilhantes que usavam). “Seus dentes eram como dentes de leões” (Guerreiros destemidos). A semelhança dos gafanhotos era como de “cavalos aparelhados para a guerra” (Os cavalos árabes são ainda sinônimos de qualidade entre os entendidos). Quão exata é a Palavra de Deus! Eles deveriam ferir os homens “por cinco meses” (Apoc.9:10). Por centenas de anos as tribos maometanas e tártaras foram divididas em bandos sob líderes distintos, com pouca ou nenhuma organização. Próximo ao fim do século treze, Otman fundou um governo que desde então tem sido conhecido como Império Otomano. Esse se desenvolveu até que se estendeu sobre todas as principais tribos maometanas, consolidando-as numa monarquia. “Eles tiveram um rei..., cujo nome em hebraico é Abaddon, mas na língua grega, Apollyon.” Esses dois nomes denotam o caráter do povo. Abaddon significa “o destruidor, e Apollyon, “aquele que extermina”.
Os cinco meses são um importante
período profético que estabelece a cronologia profética de modo
maravilhoso. Reconhecendo o bem provado princípio em cronologia
profética de que um dia representa um ano, conforme estudamos na
Vigésima Terceira e Vigésima Quarta Palestras temos o seguinte:
cinco meses de trinta dias cada seriam cento e cinquenta anos dias.
Mas reconhecendo um dia como um ano Número 14:34, “Segundo
o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada
dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades
quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento”.
E Ezequiel 4:6, “E,
quando tiveres cumprido estes dia, tornar-te-ás a deitar sobre o teu
lado direito, e levarás a iniquidade da casa de Judá quarenta dias;
um dia te dei para cada ano”. Esse período de cento
e cinquenta dias proféticos torna-se cento e cinquenta anos
literais, tempo em que o Império Otomano atormentaria e destruiria
os homens. O historiador E. Gibbom, diz: “Foi a 27 de julho, no ano
1299 dC, que Otman invadiu primeiro o território da Nicomédia; e a
singular exatidão das datas parece indicar alguma previsão do
rápido e destrutivo crescimento do monstro” (Op.cit., 64,
parág.14).
Partindo, portanto, dessa data, contamos 150 anos, e isso nos leva a 1449 dC. Durante esses 150 anos o Império Otomano empenhou-se em quase contínua guerra contra o Império Grego (Império Romano Oriental). Ele não o conquistou antes de 1449 dC, quando o último dos imperadores gregos, Constantino, assumiu o trono, mas somente depois de obter permissão do sultão do Império Otomano! – palpável cumprimento da profecia segundo a qual eles deviam ferir os homens por cinco meses, ou 150 anos. Seu crescente poder agora capacitá-los-ia a “matar” sob a próxima trombeta, o que fizeram até seu declínio.
Partindo, portanto, dessa data, contamos 150 anos, e isso nos leva a 1449 dC. Durante esses 150 anos o Império Otomano empenhou-se em quase contínua guerra contra o Império Grego (Império Romano Oriental). Ele não o conquistou antes de 1449 dC, quando o último dos imperadores gregos, Constantino, assumiu o trono, mas somente depois de obter permissão do sultão do Império Otomano! – palpável cumprimento da profecia segundo a qual eles deviam ferir os homens por cinco meses, ou 150 anos. Seu crescente poder agora capacitá-los-ia a “matar” sob a próxima trombeta, o que fizeram até seu declínio.
O SOAR DA SEXTA TROMBETA
(Apocalipse,
9:12-21 – 1449-1840 dC)
“12 Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais”. 13 E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus, 14 A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. 15 E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens. 16 E o número dos exércitos dos cavaleiros eram de duzentos milhões; e ouvi o número deles. 17 E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saía fogo e fumaça e enxofre. 18 Por estes três foram morta a terça parte dos homens, isto é pelo fogo, pela fumaça, e pelo enxofre, que saíam das suas bocas. 19 Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas são semelhantes a serpentes, e têm cabeças, e com elas danificam. 20 E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. 21 “E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos”.
Essa particular porção do Apocalipse tornou-se
assunto de intenso estudo durante o grande despertamento do povo
remanescente, conforme estudamos na Décima Sexta Palestras, de
1830-1844, a exatidão e a dramaticidade de seu cumprimento levaram à
conversão mais de mil infiéis. Quando a sexta trombeta soou, João
declara que quatro anjos que estavam presos junto ao rio Eufrates,
foram libertados Apocalipse 9:14. (Acima mencionado). Os estudiosos
têm entendido essa expressão como se aplicando aos quatro
sultanatos principais: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá, que
compreendiam o Império Otomano. Eles estavam situados na região do
rio Eufrates. Deviam ser libertados por um período específico: uma
hora, um dia, um mês e um ano. Antes de fazermos esse impressionante
cálculo, leiamos novamente Apocalipse 9:17, (já mencionado acima).
Poderia haver linguagem mais acurada para descrever os cavaleiros
turcos ao cavalgarem para a batalha, envergando uniformes em
vermelho, azul e amarelo? (fogo, jacinto e enxofre).
Foram os turcos otomanos que introduziram
largamente as armas de fogo na guerra. Esses cavaleiros dos velhos
tempos disparavam os seus mosquetes, que traziam à cintura enquanto
cavalgavam, e ao profeta pareceu como se o fumo saísse da boca dos
cavalos. As histórias de conquista dos turcos têm enchido muitos
volumes. Surgindo como uma poderosa maré montante, esses fanáticos
seguidores de Maomé espalharam-se de país a país, ameaçando
submeter toda Europa. Mas esse fenomenal surgimento só foi eclipsado
pela rapidez de seu declínio. Os turcos perderam suas posses pedaço
a pedaço, até que, em 1.838, surgiu um conflito entre o sultão e
Maomé Ali, paxá do Egito. A intervenção estrangeira, entretanto,
evitou por algum tempo a guerra. A paz, porém, não durou muito,
pois no ano seguinte, quando de novo irromperam as hostilidades, o
exército do sultão foi inteiramente subjugado e destruído,
enquanto sua armada foi capturada e conduzida para o Egito.
Parecia certo que Constantinopla iria tornar-se
possessão egípcia. Desajudado e desesperançado, o sultão pediu
socorro à Europa. Realizou-se uma conferência em Londres entre
Inglaterra, Áustria, Rússia e Prússia, tendo o efêndi bei Likgis
como mediador da parte do poder otomano. Foi elaborado um ultimato
para ser apresentado ao Egito no ano de 1.840. Notem agora esta
especificação: “Um dia, um mês e um
ano”. Esse o período concedido a este poder. Temos
notado já que o período de cinco meses associado com a trombeta
anterior começou no ano 1.299 e terminou em 1.499. Ainda no cálculo
de um dia por ano, e reconhecendo o mês profético como de 30 dias,
façamos nova verificação: 1 dia = 1 ano; 1 mês = 30 anos; 1 ano =
360 anos. Isso totaliza 391 anos. Partindo do verão de 1.449, os 391
anos nos levariam ao verão de 1.840. Como já mencionado, foi em 27
de julho de 1.299 que Otman invadiu a Nicomédia. Aqui se deu início
aos 150 anos, ou 150 dias profético, já anteriormente mencionado.
Vejamos agora a fração de tempo referida – “Uma hora”. Uma
hora é 1/24 avos de um dia. Essa parte fracionada de um ano daria,
portanto, 15 dias. Acrescentando 15 dias a 27 de julho, chegamos a 11
de agosto de 1.840.
É significativo que, em seguida à conferência
de Londres já referida, o sultão despachou o bei Rifat como
plenipotenciário da Alexandria, a fim de comunicar o ultimato ao
paxá. Ao mesmo tempo, as grandes potências assumiram o compromisso
de estar preparadas para tomar qualquer medida que se fizesse
necessária no caso de futuras hostilidades. É de lembrar que nesse
mesmo dia 11 de agosto, o ultimato chegou à Alexandria. Como é
exato o dedo do tempo profético! Mas, onde estava a independência
do sultão? Desvanecera-se! Como um doente, ele caiu em colapso nos
braços amigos das grandes potências da Europa, e desde esse dia até
1.917, quando o último dos sultões fugiu espavorido de sua capital,
a Turquia foi rotulada com: “O enfermo do
Oriente”.
Esse notável cumprimento de profecia teve
tremendo efeito sobre a mente do público nesse tempo. A evidência
era inegável. Dois anos antes disso, Josias Litch, de Filadélfia,
publicou sua interpretação dessa profecia, tomando a inqualificável
posição de que o Império Otomano cairia em agosto de 1.840.
Parecia uma ousadia faz-lo, especialmente em face da crescente
infidelidade e do racionalismo. Sua afirmação é impressionante:
“Quando, porém será este poder subvertido? Segundo os cálculos
já feitos de que os cinco meses terminaram em 1.449 uma hora, quinze
dias; um dia, um ano; um mês, trinta anos; e um ano, trezentos e
sessenta anos, ao todo 391 anos e 15 dias, o término será em 1.840
em algum dia do mês de agosto” (Josias Litch, A probabilidade da
Segunda Vinda de Cristo em 1.843, pág. 157).
Pouco tempo antes do acontecimento, ele mesmo
chegou a declarar que seria o nono dia de agosto. Suas opiniões
sobre a questão otomana foram divulgadas nos jornais diários, e
diversos clubes de infiéis debateram suas opiniões, ridicularizando
o homem que tinha a audácia de fazer tal previsão. Ele era um
profundo estudioso tanto da História como das profecias, e tornou-se
um destemido campeão da causa de Cristo, declarando que o futuro
vindicaria a veracidade da Palavra de Deus. De fato, quando as novas
do colapso do império do sultão se espalharam pelo mundo incrédulo,
o acontecimento causou espanto. E mais, alguns daqueles mesmos que
haviam ridicularizado a previsão, abandonaram agora o seu
racionalismo. No espaço de pouco meses, relatou-se: Litch “recebeu
de mais de mil preeminentes infiéis, alguns deles líderes de clubes
de infiéis, cartas em que afirmavam haverem abandonado a batalha
contra a Bíblia, tendo aceitado a revelação de Deus ao homem”.
Alguns se expressaram em palavras como estas: “Temos dito que os
expositores das profecias citam páginas rançosas da História para
robustecer suas pretensões de cumprimento profético, mas neste caso
temos os fatos vívidos diante de nossos olhos”.
Essa profecia da sexta trombeta, teve como
resultado o mesmo que Daniel 8:14, onde os 2.300 anos terminaram em
22 de outubro de 1.844, quando Jesus passou do lugar santo para o
santíssimo do santuário celestial, dando assim, início ao tempo do
fim, conforme já estudamos na Décima Quinta Palestra.
Assim sendo, torna-se claro para nós, que Jesus
não poderia ter voltado antes desse período, simplesmente por não
se haverem cumprido ainda esses acontecimentos históricos. Mas é
bom que se saiba que estamos vivendo no chamado tempo do fim há mais
de 167 anos. Da profecia da Estátua de Daniel, só falta cair a
Pedra; os 2.300 anos de Daniel 8:14 já se cumpriram; das sete
trombetas, já se cumpriram seis, e que já estamos vivendo há mais
de 160 anos com a sétima trombeta. E como já dissemos em estudos
anteriores, estamos aguardando apenas a confirmação pública da
união das igrejas e o decreto dominical para então aparecer nas
nuvens dos céus o glorioso Salvador Jesus Cristo. Aí então, Ele
implantará Seu reino que jamais será destruído.
SOA A SÉTIMA E ÚLTIMA
TROMBETA
(Apocalipse, 11:15 – 1840 dC...)
“E o
sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que
diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu
Cristo, e ele reinará para todo o sempre”.
“O segundo ai passou”,
declara a voz do céu, e eis que vem logo o terceiro ai “Entre o
fim da sexta e o soar da sétima trombeta, um grande movimento
deveria surgir, por meio do qual Deus levaria a mensagem do evangelho
eterno a todo o mundo, que já estudamos na Décima Sexta e na
Vigésima Quinta Palestra deste Edifício”. (Recapitulem).
Leiam novamente Apocalipse 11:14 e
15, “14 É passado o segundo ai; eis
que o terceiro ai cedo virá. 15
E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes
vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e
do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”.
Prezados amigos, não apenas o Império Romano, símbolo da grandeza
terrena; não apenas os exércitos do Oriente próximo, mas todos os
reinos deste mundo virão a ser reino de nosso Senhor Jesus Cristo.
Não deveríamos anelar o toque final da sétima trombeta, quando a
perturbada noite da Terra terminará na manhã da eternidade? Quando
poderemos dizer juntamente com os vinte quatro anciões nos versos
16-18: “16 E os vinte e quatro anciãos,
que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se
sobre seus rostos e adoraram a Deus, 17 Dizendo: Graças te damos,
Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir,
que tomaste o teu grande poder, e reinaste. 18 E iraram-se as nações,
e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o
tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e
aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de
destruíres os que destroem a terra”.
Sem dúvida somos chegados há um tempo em que as
nações estão iradas. Nesta hora de juízo da humanidade, enquanto
em torno do mundo soa a sétima trombeta de Deus, todos os homens
devem voltar-se para Cristo. O único caminho certo para a paz é a
entrega ao Príncipe da Paz. Quando a alma se submete a Ele e os
pecados são perdoados, então, e só então, pode o inquieto coração
humano achar paz. Quando aceitamos a paz de Deus proclamada por
Cristo na Cruz, então podemos estar em paz com os outros.
Os homens falharam em todas as tentativas de
governar o mundo. A enfermidade do pecado e do egoísmo tem estado
sempre com ele, desde que, à porta do Éden, a espada chamejante se
volveu para todos os lados, a fim de guardar a árvore da vida. Mas
Deus tem o plano de salvar o mundo perdido, plano que inclui um
domínio mundial que será dado “ao
povo dos santos do Altíssimo” (Daniel 7:27). Esse
plano constitui o evangelho eterno. Deve ser proclamado a todos os
homens de todas as nações e povos ajuntarão alguns para a
obediência a Cristo. Mas logo estará consumado. Talvez um dia, mais
cedo que pensamos, o evangelho estará cumprido, “nos dias da
voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta!”.
DEVEM SER FEITAS MODIFICAÇÕES
RADICAIS
Em Filipenses 2:12-15, lemos: “12
De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só
na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim
também operai a vossa salvação com temor e tremor;
13 Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar,
segundo a sua boa vontade. 14 Fazei todas as coisas sem murmurações
nem contendas; 15 Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos
de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa,
entre a qual resplandeceis como astros no mundo”.
“Os habitantes do Universo Celeste
esperam que os seguidores de Cristo resplandeçam como luzes no
mundo” “Devem mostrar o poder da graça para cuja concessão aos
homens Cristo morreu. Deus espera que os que professam ser cristãos
revelem em sua vida o mais alto desenvolvimento do cristianismo. São
conhecidos representantes de Cristo, e devem mostrar ser o
cristianismo uma realidade. Devem ser homens de fé, homens de ânimo,
homens de Alma sã que, sem questionar, confiem em Deus e em Suas
promessas” (Ellen G. White, “Meditação Matinal”, ano 92,
página 360).
“Todos os que quiserem entrar na cidade de Deus
terão que, durante sua vida terrestre, representar Cristo em seu
procedimento”. Isto é o que os tornam mensageiros de Cristo, Suas
testemunhas. Devem apresentar um claro, positivos testemunho contra
todas as más práticas, apontando aos pecadores o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo. A todos os que O recebem, Ele dá poder
para tornarem-se filhos de Deus. A regeneração é o único caminho
pelo qual podemos entrar na cidade de Deus. É apertada e estreita a
porta pela qual ali se entra, mas para ela devemos guiar homens,
mulheres e crianças, ensinando-lhes que para serem salvos precisam
de coração novo e novo espírito. Os velhos hereditários traços
de caráter têm que ser vencidos. Os desejos naturais da alma têm
que se transformar. Todo engano, toda falsidade, toda maledicência
têm que ser postos de lado. A vida nova, que torna semelhante a
Cristo homens e mulheres, é que deve ser vivida. Não deve haver
pretensão na vida dos que têm mensagens tão sagradas e solenes
como as que fomos chamados a proclamar. Quem ama a Jesus há de por
tudo que há em sua vida em harmonia com a vontade de Dele.
Escolheram o lado do Senhor, e sua vida deve destacar-se em vívido
contraste com a vida dos mundanos. A eles irá o tentador com suas
lisonjas e persuasões, dizendo: “Tudo isso te darei se, prostrado,
me adorares”. Eles, porém, sabem que ele nada tem que mereça ser
recebido, e recusam-se a ceder às suas tentações. Pela graça de
Deus acha-se capacitados para guardar incontaminada sua pureza de
princípios. Santos anjos estão bem junto ao seu lado, e Cristo é
revelado em sua firme adesão à verdade. São soldados de Cristo,
sempre prontos para qualquer obra, e dando, como testemunhas fiéis,
testemunho decidido em favor da verdade. Demonstram que existe um
poder espiritual que habilita homens e mulheres a não se afastarem
uma polegada da verdade e justiça, mesmo que em troca se lhes
ofereçam todos os dons de que são capazes os homens. “Esses, onde
quer que estejam, serão honrados pelo Céu, porque conformaram a
vida com a vontade de Deus, não lhes importando os sacrifícios que
fossem chamados a fazer”. (Ibid pág.360).
VIGIAI
E ORAI
“Estai
de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o
tempo” (Marcos 13:33). Foram as palavras proferidas
por nosso Salvador com referência ao tempo do fim e à Sua segunda
vinda para levar Seus filhos fiéis ao lar.
Primeiro devem vigiar. Vigiai, para que não
faleis precipitadas, irritada e impacientemente. Vigiai, para que o
orgulho não encontre guarida no vosso coração. Vigiai, para que
não sejais vencidos por más paixões, ao invés de subjugá-las.
Vigiai, para que não vos sobrevenha um espírito descuidado e
indiferente, e negligencieis o vosso dever, tornando-vos levianos e
frívolos, e tenhais uma influência para a morte, e não para vida.
Em segundo lugar, deveis orar. Jesus não vos
teria ordenado isso, se de fato não fosse necessário. Ele sabe
muito bem que por vós mesmos não podeis vencer as numerosas
tentações do inimigo e o grande número de ciladas para os vossos
pés. Não vos incumbiu de fazer isso sozinho; mas proveu um meio de
obterdes auxílio. Foi por isso que vos mandou orar.
Orar corretamente é pedir a Deus, com fé,
exatamente o que necessitais. Ide ao vosso quarto, ou a um lugar
isolado, e pedi que o vosso Pai vos socorra, por amor a Jesus. Há
poder na oração enviada ao alto por um coração que está ciente
de sua debilidade, mas almeja sinceramente a força que vem de Deus.
A oração sincera e fervorosa será ouvida e atendida.
Ide ter com o vosso
Deus, o qual é forte e gosta de ouvir crianças orarem; e, embora
vos sintais muito fracos e às vezes vencidos pelo inimigo, porque
negligenciastes a primeira ordem de nosso Salvador: “vigiai, não
abandoneis a luta. Fazei esforços mais fortes do que antes. Não
desfaleçais. Lançai-vos aos pés de Jesus, o qual foi tentado e
sabei como ajudar os que são tentados. Confessem vossas faltas,
vossas fraquezas e que precisais de ajuda para vencer, senão
perecereis. E, ao pedir deveis crer que Deus ouve. Deus vos ajudará.
Anjos cuidarão de vós” (Op. Cit. 369).
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Creio que agora depois de
conhecermos mais esta profecia das sete trombetas, não podemos ser
comparados aos incrédulos a que se refere o apóstolo Pedro em sua
segunda carta 3:3 e 4, que diz: “03
Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores,
andando segundo as suas próprias concupiscências,
04 E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os
pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da
criação”. Mas podemos ter a certeza de que a única
razão de Cristo ainda não ter vindo, é a minha e a sua conversão.
Perguntamos: “que faria se soubesse que hoje à meia noite o
evangelho seria consumado, que não haveria mais pecados perdoados,
nem mais esperança para os perdidos? Está preparado? Se há trevas
em seu coração, deseja esta luz?”.
Um dia, não distante,
o último sermão será pregado, o último convite feito, e então
será muito tarde para aceitar a salvação. As mais penosas palavras
da Bíblia são estas: “Passou a sega,
findou o verão, e nós não estamos salvos”
(Jeremias 8:20). Este é o tema da próxima Palestra, não deixe de ler.
Mas, como cristãos não
precisamos temer as tragédias de nosso tempo. Se a paz de Deus, que
excede todo entendimento, encher o nosso coração, e andarmos com o
Senhor em sacrifício e serviço, então podemos confiantemente olhar
para a Sua breve volta, sabendo que seremos recebidos por Ele quando
aparecer em glória como João, o revelador podemos dizer confiantes:
“Ora vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse
22:20).
Deus o abençoe.
BIBLIOGRAFIA
A Bíblia
Sagrada – Trad. João F. de Almeida
Nisto Cremos – Casa Publicadora Brasileira
Revelações do Apocalipse – Roy A. Anderson
Meditações Matinais, 1.992 – Ellen G. White
Sermões da: A Voz da Profecia
Nisto Cremos – Casa Publicadora Brasileira
Revelações do Apocalipse – Roy A. Anderson
Meditações Matinais, 1.992 – Ellen G. White
Sermões da: A Voz da Profecia
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