Ministério
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 22/30
COMO GUARDAR O SÁBADO
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 22/30
COMO GUARDAR O SÁBADO
Prezados
amigos, a humanidade se afastou tanto de Deus, que hoje não sabe
mais viver os princípios determinados pelo Criador. Conversando com
um amigo em um almoço, “onde servia carne de porco”, ele me
perguntou por que eu não comia esse tipo de carne. Expliquei a ele
as razões bíblicas, e ele começou a falar que tinha abandonado
suas atividades ligadas à religião, por falta de tempo. Disse ele:
“Eu tenho que trabalhar cuidar da minha
família, dar atenção aos meus filhos, cuidar em prover suas
necessidades” Disse a ele que muitas pessoas têm a
mesma atitude. Hoje em dia parece que todos andam tão ocupados que
se acham incapazes de fazer tudo que deviam. Muitas pessoas têm o
desejo íntimo de dedicar mais tempo a Deus. Gostariam de fazê-lo,
mas a questão é: de onde tirar esse tempo? Devemos ser gratos a
Deus por entender Ele os problemas que nos assoberbam hoje. Ele tomou
providências para que tivéssemos tempo para tudo, devoção e
comunhão com Ele. Deus bem sabia que à medida que o tempo passasse
e a vida se tornasse mais complexa, o homem teria a tendência de
esquecer a relação existente entre ele e seu Criador. Por isso, pôs
à parte um período especial para que o homem pudesse refrigerar-se,
deixando de lado seus muitos problemas, dificuldades e perplexidades,
renovando sua relação com o Pai celestial.
Um psiquiatra disse a um paciente, não faz muito, que se todas as pessoas removessem para longe todas as perplexidades por um dia na semana, afrouxando completamente a tensão, haveria pouca necessidade de instituições para doentes mentais. Deus pôs de parte um dia no qual Ele deseja que renovemos nossas forças físicas e espirituais. Dele aprendemos agora alguma coisa acerca desse dia. Por mais belo que fosse o mundo recém-concluído, o maior dom que o Criador poderia conceder ao jovem par era o privilégio de manter relacionamento pessoal com Ele. Assim Ele lhes concedeu o sábado, dia de bênção, companheirismo e comunhão especiais com o Criador.
Um psiquiatra disse a um paciente, não faz muito, que se todas as pessoas removessem para longe todas as perplexidades por um dia na semana, afrouxando completamente a tensão, haveria pouca necessidade de instituições para doentes mentais. Deus pôs de parte um dia no qual Ele deseja que renovemos nossas forças físicas e espirituais. Dele aprendemos agora alguma coisa acerca desse dia. Por mais belo que fosse o mundo recém-concluído, o maior dom que o Criador poderia conceder ao jovem par era o privilégio de manter relacionamento pessoal com Ele. Assim Ele lhes concedeu o sábado, dia de bênção, companheirismo e comunhão especiais com o Criador.
O sábado ocupa lugar central em
nossa adoração a Deus. Sendo o memorial da criação, revela as
razões pelas quais, Deus deve ser adorado: “Ele
é o Criador e nós, Suas criaturas”. O sábado
representa a própria base da adoração divina, pois ensina essa
grande verdade a mais impressionante, como nem outra instituição o
faz. A verdadeira base de toda adoração a Deus, não apenas aquela
praticada no sétimo dia, senão toda adoração, encontra-se na
distinção entre o Criador e Sua criatura. Esse grandioso fato
jamais se poderá tornar obsoleto, nem deve jamais ser esquecido.
Foi para conservar essa verdade para sempre diante da raça humana
que Deus instituiu o sábado.
O sábado teve sua origem em um
mundo sem pecado. É um dom especial de Deus, que habilitaria a raça
humana a experimentar aqui na Terra a realidade do Céu. Três atos
divinos distintos estabeleceram o sábado: Deus descansou no sábado.
Deus, no sétimo dia “descansou e tomou
alento”, Êxodo 31:17, “Entre
mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis
dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e
restaurou-se”.
Embora não houvesse repousado face à necessidade de fazê-lo,
Isaias 40:28, “Não
sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins
da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu
entendimento”. O
verbo descansar “shabbath” significa literalmente “cessar os
labores ou atividades” conforme Gênesis 8:22, “Enquanto
a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno,
e dia e noite, não cessarão”.
O repouso de Deus não foi o resultado de exaustão ou
fadiga, mas a interrupção de Suas atividades.
Deus descansou porque era Sua intenção que o homem descansasse; Ele deixou um exemplo que deveria ser observado pelos seres humanos. Êxodo 20:11, “Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou”. Se Deus finalizou Sua obra no sexto dia, Gênesis 1:31, “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto”. E 02:1, “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados”. O que querem dizer as Escrituras ao afirmar que Ele “findou a Sua obra no sétimo dia?” Gênesis 2:2, “havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”. Ele havia terminado a criação dos Céus e da Terra nos seis primeiros dias, mas ainda tinha de criar o sábado. Foi ao descansar durante esse dia que Deus o estabeleceu. O sábado representou o toque final de Sua obra criadora.
Deus descansou porque era Sua intenção que o homem descansasse; Ele deixou um exemplo que deveria ser observado pelos seres humanos. Êxodo 20:11, “Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou”. Se Deus finalizou Sua obra no sexto dia, Gênesis 1:31, “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto”. E 02:1, “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados”. O que querem dizer as Escrituras ao afirmar que Ele “findou a Sua obra no sétimo dia?” Gênesis 2:2, “havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”. Ele havia terminado a criação dos Céus e da Terra nos seis primeiros dias, mas ainda tinha de criar o sábado. Foi ao descansar durante esse dia que Deus o estabeleceu. O sábado representou o toque final de Sua obra criadora.
- – Deus abençoou o sábado. Ele não apenas fez o sábado, como também abençoou. A bênção sobre o sábado implicava que ele fora reservado como objeto especial do favor divino e um dia que haveria de trazer bênçãos a suas criaturas.
- – Deus santificou o sábado. Santificar significa tornar sagrado ou santo, separado como algo destinado a uso sagrado: “consagrado”. Pessoas, lugares, exemplo: santuário, templo, igreja ou mesmo dias podem ser santificados. O fato de que Deus santificou o sétimo dia significa que esse dia é santo, que Ele o separou para o amorável propósito de enriquecer o relacionamento divino-humano.
Deus abençoou e santificou o sétimo
dia pelo fato de haver nesse dia cessado todas as Suas obras. Ele o
abençoou e santificou para a humanidade, não para Si próprio. É a
Sua presença pessoal que traz bênção e santificação ao sábado.
O SÁBADO NO SINAI E COMO GUARDÁ-LO
Os eventos que se seguiram à saída
dos israelitas do Egito, mostram que eles haviam, em grande medida,
perdido de vista o sábado. As rigorosas exigências da escravidão
devem ter tornado muito difíceis à observância do sábado. Pouco
tempo depois que adquiriram a liberdade, Deus os fez recordar
incisivamente, através do milagre do maná e da proclamação dos
Dez Mandamentos, sua obrigação quanto à observância do sábado,
do sétimo dia.
O sábado e o maná. Dias antes de
proclamar Sua Lei no Sinai, Deus prometeu ao povo proteção contra
as enfermidades, se dedicassem atenção diligente “aos Seus
Mandamentos e... a todos os Seus estatutos”. Êxodo 15:26, “E
disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é
reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus
mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das
enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o
SENHOR que te sara”.
E Gênesis 26:5, “Porquanto
Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus
preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis”.
Logo depois de fazer essa promessa, Deus relembrou aos israelitas à
santidade do sábado. Por meio do milagre do maná, ensinou-os em
termo concreto quão importante era, à Sua vista, o descanso no
sétimo dia.
Durante todos os dias da semana,
Deus enviava aos israelitas uma quantidade de maná suficiente para
atender às necessidades cotidianas. Não deveriam tentar armazenar
nenhuma quantidade do produto para o dia seguinte, pois arruinaria se
o fizessem. Êxodo 16:19
E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã”.
No sexto dia, porém, deveriam eles, colher em dobro, de modo que
houvesse o suficiente para atender às suas necessidades naquele dia
e no seguinte, “o sábado”,
ensinando assim que o sexto dia era um dia de preparação, e também
sobre a forma de observar o sábado. Deus disse: “Amanhã
é repouso, o santo sábado do Senhor: o que quiserdes cozer no
forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água cozei-o; e tudo o
que sobrar separai, guardando para amanhã seguinte”.
Êxodo 16:23. Somente no sétimo dia poderia o maná ser guardado
sem deteriorar. (Êxodo 16:24). Em linguagem similar àquela do
quarto Mandamento, Moisés disse: “Seis
dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá”.
(Êxodo 16:26). Durante quarenta anos, ou mais de dois mil
sábados consecutivos em que os israelitas estiveram no deserto, o
milagre do maná os fez recordar esse esquema de seis dias de
trabalho e um de descanso.
O sábado e a Lei. Deus posicionou
o Mandamento do sábado no centro do decálogo. Eis o texto do
Mandamento: “Lembra-te do dia de
sábado...” Êxodo
20:8-11, “08
Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo.
09 Seis dias trabalharão, e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo
dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem
tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva,
nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas
portas. 11 Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar
e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou
o SENHOR o dia do sábado, e o santificou”. (E
Deuteronômio 5:12-15).
Todos os Mandamentos do decálogo
são vitais, e nem um deles deve ser negligenciado, Tiago 2:10,
“Porque
qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto,
tornou-se culpado de todos”.
(Esta é a única matemática que 10-1 é zero). Mas ainda
assim Deus distinguiu o Mandamento do sábado dentre todos os demais.
Com relação a ele, Deus ordenou: “Lembra-te”,
chamando a atenção da humanidade para o perigo de se perder de
vista a sua importância.
Como memorial da criação, a
observância do sábado representa um antídoto contra a idolatria.
Ao lembrar-nos que Deus criou o Céu e a Terra, transparece
claramente a distinção entre Deus e todos os falsos deuses. A
guarda do sábado torna-se, pois, um sinal de nossa fidelidade ao
verdadeiro Criador. Um sinal de que reconhecemos a Sua soberania como
Criador e Rei.
O mandamento do sábado funciona
como o selo da Lei de Deus. Em geral, o selo contém estes três
elementos: o nome do dono do selo, seu título e a jurisdição de
seus domínios. Selos oficiais são utilizados para validar
documentos de grande importância. O documento assume a autoridade do
oficial a quem pertence o selo utilizado. O selo implica que o
próprio oficial aprovou a legislação e que toda a autoridade de
seu cargo se encontra por detrás do documento.
Entre os Dez Mandamentos, é o
mandamento do sábado que contém os elementos vitais do selo. É o
único entre os dez que identifica o Deus verdadeiro ao declarar o
Seu nome: “O Senhor Teu Deus”;
o Seu título: “Aquele que
fez o Criador”; e Seu território: “O
Céu e a Terra, o mar e tudo o que neles há”.
(Êxodo 20:10 e 11). (já citados). Portanto, como apenas o
quarto mandamento mostra sob a autoridade de quem foram concedidos os
Dez Mandamentos, é esse mandamento que contém o “selo de Deus”,
colocado sobre a Sua Lei como evidência de Sua autoridade e
vigência.
Efetivamente, Deus fez do sábado
uma lembrança ou sinal de Seu poder e autoridade em um mundo não
poluído pelo pecado e pela rebelião. Deveria constituir uma
instituição de perpétua obrigação pessoal, imposta pela
admoestação: “Lembra-te do dia
de sábado para santificá-lo”. (Êxodo
20:8). Embora os seres humanos requeiram descanso físico para
restaurar o corpo, Deus baseia Sua exigência de que descansemos
durante o sábado, em Seu próprio exemplo. Assim como Ele descansou
de Suas atividades executadas na primeira semana deste mundo, assim
devemos nós repousar. As Escrituras revelam que, tão
verdadeiramente quanto o Pai, Cristo foi Criador. I Cor. 8:6,
“Todavia
para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós
vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as
coisas, e nós por ele”.
Hebreus 1:01 e 02, “01
HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras,
aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo
Filho, 02 A quem
constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo”.
E João 1:3, “Todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se
fez”. Assim, foi Ele quem separou o sétimo dia para
o descanso da humanidade. Jesus associou o sábado com Sua obra
redentora, assim como o fizera com Sua obra criadora. Na qualidade de
grande “EU
SOU”, João 8:57-58, “57
Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e
viste Abraão? 58
Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que
Abraão existisse, eu sou”. E Êxodo 3:14, “14
E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás
aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”.
Ele incorporou o sábado ao decálogo para enfatizar a lembrança do
encontro semanal de adoração com o Criador. E Ele acrescentou outra
razão para a observância do sábado: a redenção de Seu povo,
conforme Deuteronômio 5:14 e 15, “14
Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhum
trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo,
nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum
teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o
teu servo e a tua serva descansem como tu;
15 Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o
SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por
isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado.
Desse modo, o sábado assinala aqueles que aceitaram a Jesus como
Criador e Salvador.
O duplo papel de Cristo, como
Criador e Redentor, torna óbvia a razão pela qual Ele reivindicou
como Filho do homem, ser também o “Senhor do sábado”. (Marcos
2:28), “Assim
o Filho do homem até do sábado é Senhor”.
Quando Cristo completou Sua obra de Criação, Seu primeiro grande
ato na história deste mundo foi descansar no sétimo dia. Esse
descanso significou acabamento e realização. Ele fez praticamente o
mesmo no final de Seu ministério terrestre. Quando empreendeu o Seu
segundo grande ato na história do mundo. Na tarde de sexta feira, o
sexto dia da semana, Cristo encerrou Sua obra como redentor da
humanidade. Suas últimas palavras foram: “Está
consumado”. (João 19:30). As Escrituras enfatizam que
quando Ele morreu, “era dia da preparação
e começava o sábado” (Lucas 23:54). Em seguida à Sua
morte, repousou no túmulo, simbolizando isso que Ele havia consumado
a obra da redenção da raça humana.
Então, o
sábado testifica tanto da obra criadora quanto da obra redentora de
Cristo. Observando-O, Seus seguidores regozijam-se com Ele em virtude
de Suas realizações em favor da humanidade. É no sábado que
podemos experimentar de forma especial a presença de Deus em nosso
meio. Sem o sábado, tudo seria labor e suor sem fim. Todos os dias
seriam iguais, devotados aos afazeres. A chegada do sábado,
entretanto, traz consigo esperança, alegria, significado e estímulo.
Ele provê o tempo para a comunhão com Deus através de adoração,
cânticos, oração, estudo e meditação da Palavra, e através do
partilhar o evangelho com outros. O sábado é a nossa oportunidade
de vivenciar a presença de Deus.
SINAL DE JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
Os
cristãos reconhecem que através da orientação de uma consciência
iluminada, os nãos cristãos que honestamente buscam a verdade podem
ser conduzidos pelo Espírito Santo a uma compreensão dos princípios
gerais da Lei de Deus. (Romanos 2:14-16). Isto explica porque os
outros nove mandamentos, excetuando-se o do sábado, têm sido em
maior ou menor grau, praticados fora das fileiras do cristianismo.
Mas este não é o caso do quarto mandamento.
Muitas
pessoas conseguem compreender a necessidade de um dia semanal de
descanso, mas frequentemente revelam muita dificuldade em
compreender por que o trabalho que, efetuado em qualquer outro dia da
semana, seria considerado digno e elogiável; se praticado no dia de
sábado, constitui pecado. A natureza não oferece qualquer
justificativa para que se guarde o sábado. Os planetas movem-se em
suas respectivas órbitas, a vegetação cresce, chuva e sol se
alternam e os animais se comportam como em qualquer outro dia. Por
que, então, deveria o ser humano guardar o sábado do sétimo dia?
Para o cristão existe apenas uma razão, e nem outra; mas esta razão
é suficiente: “Deus ordenou”.
É apenas
com base na revelação especial de Deus que as pessoas conseguem
entender a racionalidade da observância do sétimo dia. Portanto,
aqueles que guardam o sétimo dia o fazem pela fé e implícita
confiança em Cristo, que ordenou sua santificação. Ao observarem o
sétimo dia, os crentes revelam disposição de aceitar a vontade de
Deus para sua vida, em vez de confiarem em seu próprio julgamento.
Ao
guardarem o sétimo dia, os crentes não estão tentando se tornar
justos por si mesmos. Ao contrário, observam o sábado como
resultado de seu relacionamento com Cristo, seu Criador e Redentor. A
guarda do sábado é o produto de Sua justiça no processo de
justificação e santificação, significando que eles foram
libertados da escravidão do pecado e receberam Sua perfeita justiça.
Uma
laranjeira não se torna laranjeira pelo fato de produzir laranjas.
Antes de poder fazê-lo, deverá ser laranjeira. Neste caso, as
laranjas brotam dessa árvore como frutos naturais. Assim o
verdadeiro cristão não guarda o sábado ou os outros nove
mandamentos para se tornar justo. Em vez disso, a observância é o
fruto natural da justiça que Cristo compartilha com ele. Quem
observa o sábado dessa forma não é legalista, uma vez que a
observância externa do sétimo dia corresponde a uma experiência
íntima do crente em termos de justificação e santificação.
Portanto, o verdadeiro observador do sábado não se omite de atos
proibidos para esse dia tendo em vista obter o favor de Deus, mas o
faz porque ama a Deus e deseja aproveitar o sábado para manter mais
íntimo relacionamento com Ele.
A
observância do sábado revela que desistimos de confiar em nossas
próprias obras, compreendendo que somente Cristo, o Criador, pode
nos salvar. Efetivamente, o espírito da verdadeira observância do
sábado revela supremo amor por Jesus Cristo, o Criador e Salvador,
que nos está transformando em novas criaturas. Ela torna a guarda do
dia correto, da forma correta, um sinal de justificação pela fé.
A VERDADEIRA OBSERVÂNCIA DO SÁBADO
Para nos lembrarmos do dia de sábado
e o conservarmos santo, (conforme Êxodo 20:8), (já citado acima),
necessitamos pensar nele durante toda a semana, efetuando os
preparativos necessários para que possamos observá-lo de maneira
que agrade a Deus. Deveríamos ser cuidadosos em não exaurir nossas
energias durante a semana, a tal ponto que no sábado não nos
sintamos em condições de participar dos serviços sabáticos.
Pelo
fato de ser o sábado um dia de comunhão especial com Deus, no qual
somos convidados a celebrar Sua graciosa atividade como Criador e
Redentor são importante que nos afastemos de tudo a que possa
contribuir para reduzir sua sagrada atmosfera. A Bíblia especifica
que durante o sábado devemos cessar nossas atividades seculares.
(Êxodo 20:10). Evitando todo trabalho para ganhar a vida, e todas as
transações comerciais. Neemias, 13:15-22, “15
Naqueles dias vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e
traziam feixes que carregavam sobre os jumentos; como também vinho,
uvas e figos, e toda a espécie de cargas, que traziam a Jerusalém
no dia de sábado; e protestei contra eles no dia em que vendiam
mantimentos. 16 Também
habitavam em Jerusalém tiros que traziam peixe e toda a mercadoria,
que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém. 17 E
contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que
fazeis, profanando o dia de sábado? 18 Porventura não fizeram
vossos pais assim, e não trouxe o nosso Deus todo este mal sobre nós
e sobre esta cidade? E vós ainda mais acrescentais o ardor de sua
ira sobre Israel, profanando o sábado. 19 Sucedeu, pois, que, dando
já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as
portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o
sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma
carga entrasse no dia de sábado. 20 Então os negociantes e os
vendedores de toda a mercadoria passaram a noite fora de Jerusalém,
uma ou duas vezes. 21 Protestei, pois, contra eles, e lhes disse: Por
que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de
lançar mão de vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado.
22 Também disse aos levitas que se purificassem, e viessem guardar
as portas, para santificar o sábado. Nisto também, Deus meu,
lembra-te de mim e perdoa-me segundo a abundância da tua
benignidade”.
Devemos honrar a Deus não
seguindo os nossos próprios caminhos, não pretendendo fazer a nossa
vontade, nem falando palavras vãs. Isaias, 58:13, “Se
desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo
dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno
de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem
pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas
próprias palavras” Se devotarmos esse dia ao nosso
próprio agrado, se nos envolvermos em conversas seculares ou em
seculares interesses e pensamentos, ou se nos envolvermos em
esportes, acabamos nos afastando da comunhão com o Criador e
violaremos a santidade do sábado. Nossa preocupação com o
mandamento do sábado deveria estender-se a todos os que se acham sob
nossa jurisdição: “nossos filhos, aqueles que nos prestam
serviço, e mesmo as nossas visitas e os nossos animais”. (Êxodo
20:10). (já citados). Para que eles possam desfrutar das bênçãos
do sábado também.
Conforme podemos ler em Lucas,
23:54-56; “54 E era o dia da
preparação, e amanhecia o sábado. 55 E as mulheres, que tinham
vindo com ele da Galileia, seguiram também e viram o sepulcro, e
como foi posto o seu corpo. 56 E, voltando elas, prepararam
especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o
mandamento”. 24:1, “E
NO primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao
sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas
outras com elas. E Marcos, 15:42, “E,
chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a
véspera do sábado”, A
sexta feira é chamada de: “o
dia da preparação”, onde nós devemos
colocar tudo em ordem, as roupas, sapatos, carros, (com tanque
cheio), e quanto à dona de casa, deve preparar tudo com
antecedência, roupas lavadas e passadas; alimentos que serão usados
no sábado, devem ser preparados na sexta feira, conforme já lemos
em Êxodo,16:23. O sábado inicia-se ao pôr-do-sol da sexta feira e
termina ao pôr-do-sol do sábado. Confira em Gênesis 1:5, “E
Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. “E foi a tarde e
a manhã, o dia primeiro”.
Ao se aproximarem as sagradas horas
do sábado, é bom que os membros da família ou grupos de crentes se
reúnam pouco antes do pôr-do-sol, para juntos cantar, orar e
estudar a Palavra de Deus, convidando dessa maneira, o Espírito
Santo como hospede bem-vindo. Da mesma forma, deveriam assinalar o
término do dia sagrado pelo mesmo tipo de reunião, suplicando a
presença e orientação de Deus para a semana que se inicia.
O Senhor estimula Seu povo a converter o dia de sábado em dia deleitoso. (Isaias, 58:13). (Já citado). Como os crentes podem obter essa experiência? Somente se seguirem o exemplo de Cristo, o Senhor do sábado, é possível conservar a esperança de experimentar real satisfação e a alegria que Deus tem preparado para esse Dia.
O Senhor estimula Seu povo a converter o dia de sábado em dia deleitoso. (Isaias, 58:13). (Já citado). Como os crentes podem obter essa experiência? Somente se seguirem o exemplo de Cristo, o Senhor do sábado, é possível conservar a esperança de experimentar real satisfação e a alegria que Deus tem preparado para esse Dia.
Cristo adorava regularmente aos sábados,
participando de cerimônias e instruindo as pessoas em assuntos
religiosos. (Marcos, 1:21, “Entraram em
Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava".
3:1-4, “01
E OUTRA vez entrou na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma
das mãos mirrada. 02 E
estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem. 03 E
disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e vem para o
meio. 04 E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer
mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se.
Lucas, 4:16-27, “16
E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado,
segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.
17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o
livro, achou o lugar em que estava escrito: 18 O Espírito do Senhor
é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me
a curar os quebrantados do coração, 19 A pregar liberdade aos
cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os
oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR”.
Mas Ele fazia mais do que simplesmente prestar culto. Desfrutava da
comunhão com outros. Marcos, 1:29-31, “29
E logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André com
Tiago e João. 30 E a
sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela. 31
Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e
imediatamente a febre a deixou, e servia-os”.
Gastava parte do tempo fora de casa
e praticava sagrados atos de misericórdia. Sempre que possível,
curava os enfermos e aflitos. Lucas, 13:10-17, “10
E ensinava no sábado, numa das sinagogas.
11 E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de
enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada, e não podia
de modo algum endireitar-se. 12 E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e
disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. 13 E pôs as mãos
sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus. 14 E, tomando
a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no
sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister
trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de
sábado. 15 Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e disse: Hipócrita, no
sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou
jumento, e não o leva a beber? 16 E não convinha soltar desta
prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito
anos Satanás tinha presa? 17 E, dizendo ele isto, todos os seus
adversários ficaram envergonhados, e todo o povo se alegrava por
todas as coisas gloriosas que eram feitas por ele”.
João, 5:1-9, “02 Ora, em Jerusalém
há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu
Betesda, o qual tem cinco alpendres. 04 Porquanto um anjo descia em
certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali
descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade
que tivesse”. 05 E estava ali um homem que, havia trinta e oito
anos, se achava enfermo. 08 Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu
leito, e anda. 09 Logo aqueles homem ficou são; e tomou o seu leito,
e andava. E aquele dia era sábado. 10 “Então os judeus disseram
àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar o
leito”. E 9:1-14. (Leia em sua Bíblia).
Quando criticado em face de Sua obra
de alívio ao sofrimento, Jesus replicou: “É
lícito fazer bem aos sábados”. (Marcos, 3:4
e Mateus, 12:12). Suas atividades curadoras não transgrediram o
sábado, muito menos o aboliu. Mas elas significaram o fim do pesado
fardo de regulamentos humanos que haviam conduzido à distorção do
significado do sábado como instrumento divino de refrigério e
deleite espiritual. Deus pretendia que o sábado servisse para o
enriquecimento espiritual da humanidade. Atividades que estimulem a
comunicação com Deus são apropriadas; aquelas que nos desviam do
propósito de conservar santo esse dia, não o é.
O Senhor do sábado
convida a todos que siga o Seu exemplo. Aqueles que atende o Seu
chamado desfrutam do sábado como dia de deleite e festa espiritual,
como se fosse um pré-requisito para o Céu. Descobrem que o sábado
foi designado por Deus para prevenir os desencorajados
espiritualmente. Semana após semana, o sétimo dia conforta a nossa
consciência, assegurando-nos que, a despeito de nossos caracteres
imperfeitos, somos completos em Cristo Suas realizações no Calvário
servem como nossa expiação. “INGRESSAMOS EM, SEU REPOUSO”.
Deus o abençoe.
BIBLIOGRAFIA
Nisto
Cremos – Casa Publicadora Brasileira
O Grande Conflito – Ellen G. White
A História de Nossa Igreja –
C.P.Brasileira
Do Sábado Para o Domingo – Carlyle
B.Haynes
A Bíblia Sagrada – Trad. De João
Ferreira de Almeida.
Mande sua opinião por este e-mail:
Nenhum comentário:
Postar um comentário