Décima Oitava Palestra


Ministério
 Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestra Bíblica 18/30

CONDIÇÃO DO HOMEM NA VIDA E NA MORTE

Copie o link que aparece no final desta Palestra em seu navegador e acista os seis vídeos, que irão ilustrar melhor este assunto.

Nesta Palestra vamos falar de um assunto que preocupa muitas pessoas por não saberem de onde vieram, onde estão e para onde irão após a morte, ou o que há depois. Seria de bom proveito se vocês recapitulassem a Sesta Palestra, onde já falamos um pouco do assunto que vamos expor aqui.

Ellen G. White, em Spirit of Prophecy Vol. 1, págs. 24-27, traduzido para o português em partes no livro A história da Redenção págs. 20-23, comenta, com muita propriedade, o relato da Criação com base em Gênesis cap. 01; e nos diz o seguinte: "Pai e Filho empenharam-se na grandiosa obra que tinham planejados: a criação do mundo. A Terra saiu da mão do seu criador extraordinariamente bela. Havia montanhas, planícies e colinas, entrecortadas por rios e lagos. A terra não era uma extensa planície, mas a monotonia do cenário era quebrada por montanhas e colinas tão altas e abruptas que podiam ser vistas sobre elas, mas estavam debaixo da superfície, correspondendo aos ossos da terra. As águas estavam regularmente distribuídas com plantas, flores e árvores altas e majestosas de toda espécie, muitas vezes maiores e mais belas do que são agora. O ar era puro e saudável, e a Terra parecia um nobre palácio. Os anjos se deleitavam com as maravilhosas obras de Deus”.

Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à Sua imagem. Eles tinham operado juntos na criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho: “Façamos o homem à Nossa imagem”. Ao sair Adão das mãos do Criador era de nobre estatura e perfeita simetria. Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que ora vivem sobre a Terra, e era bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. Sua cútis era nem branca nem pálida, mas rosada, reluzindo com a rica coloração de sua saúde. Eva não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela também era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza”.

Esse casal, que não conhecia o pecado, fazia uso de vestes artificiais. Eles estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tais como a usam os anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los. Embora todas as coisas que Deus criou fossem belas e perfeitas, e aparentemente nada faltasse sobre a Terra criada para fazer Adão e Eva felizes, ainda manifestou Seu grande amor plantando para eles um jardim especial. Uma porção de seu tempo devia ser ocupada com a feliz tarefa de cuidar do jardim, e a outra porção para receber a visita dos anjos, ouvir suas instruções e em feliz meditação. Seu labor não seria cansativo, mas prazeroso e revigorante. Esse belo jardim deveria ser seu lar”.
Nesse jardim o Senhor colocou árvores de toda variedade para utilidade e beleza. Havia árvores carregadas com luxuriantes frutos, de rica fragrância, belos aos olhos e agradáveis ao paladar, designados por Deus para alimento do santo par. A Terra era coberta por uma verdura, onde miríades de perfumadas flores de toda variedade cresciam em profusão todas as coisas eram de bom gosto e gloriosamente arranjadas. No meio do jardim estava a árvore da vida, sobrepujando em glória a todas as outras árvores. Seu fruto assemelhava-se a maçãs de ouro e prata, e destinava-se a perpetuar a vida”.
O santo par era muito feliz no jardim. Limitado controle fora dado a eles sobre toda criatura vivente. O leão e o cordeiro divertiam-se paciente e inofensivamente ao seu redor, ou dormitavam a seus pés. Pássaros de toda variedade de cores e plumagens esvoaçavam entre as árvores e flores e sobre Adão e Eva, enquanto seu melodioso canto ecoava entre as árvores em doces acordes de louvor a seu Criador”.

Adão e Eva estavam encantados com a beleza de seu lar edênico. Eram deleitados com os pequenos cantores em torno deles, os quais usavam sua brilhante e graciosa plumagem, e gorjeavam para a felicidade deles, em jubilosa música. O santo par unia-se a eles e elevava sua voz num harmonioso cântico de amor ao seu redor. Reconheciam a ordem e a harmonia da criação, que falavam de sabedoria e conhecimento infinitos. Estavam continuamente descobrindo algumas novas belezas e glórias adicionais de seu lar edênico, as quais enchiam seu coração com profundo amor e arrancavam de seus lábios expressões de gratidão e reverência a Seu Criador”.

Mas como já estudamos anteriormente, no meio desse jardim, perto da árvore da vida, estava à árvore do conhecimento do bem e do mal. Essa árvore fora especialmente designada por Deus para ser a garantia de sua obediência, fé e amor a Ele. O Senhor ordenou a nossos primeiros pais que não comessem do fruto dessa árvore e nem tocasse nela, senão morreriam, exceto daquela, pois se dela comessem "certamente morreriam". (Gênesis 2:16 e 17).16 E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, 17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

CONSEQÜÊNCIAS DA REBELIÃO

Quando Adão e Eva foram colocados no belo jardim, tinham para sua felicidade tudo que pudessem desejar. Mas Deus determinou em Seu plano onisciente, testar sua lealdade antes que eles pudessem ser considerados eternamente fora de perigo. Eles iam ter Seu favor, Ele conversaria com eles e eles com Ele. Contudo, Ele não colocou o mau fora do alcance. Ao inimigo foi permitido tentá-los. Se resistissem às tentações haveriam de estar no perpétuo favor de Deus e dos anjos celestiais.

Satanás estava inconformado com sua queda, contemplando seus anjos, que um dia haviam sido tão felizes no céu. Antes de sua queda, nenhuma sombra de descontentamento tinha turbado sua perfeita alegria. Agora, tudo parecia mudado. A face que tinha refletido a imagem de seu Criador estava melancólica e em desespero conflito, discórdia e ásperas recriminações existiam entre eles. Antes de sua rebelião essas coisas eram desconhecidas no céu. Satanás agora observava os terríveis resultados de sua rebelião. Ele estremecia e temia encarar o futuro e contemplar o fim dessas coisas.

A hora dos alegres e felizes cânticos de louvor a Deus e Seu amado Filho chegara. Satanás tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota; então toda a hoste angélica havia-se unido a ele, e gloriosos acordes musicais haviam ressoado através do céu em honra a Deus e Seu filho amado. Mas, agora em vez de suaves notas musicais, palavras de discórdias e ira caíam aos ouvidos do grande líder rebelde. Onde estava? Não mais se uniriam para admiti-lo? A hora de adoração se aproximava quando brilhantes e santos anjos prostravam-se diante do Pai. Não mais se uniria ao cântico celestial. Não mais se curvaria em reverência e santo temor ante a presença do eterno Deus.

Pudesse ele voltar atrás, quando era puro, verdadeiro e leal, e alegremente abandonaria sua pretensão de autoridade. Mas, estava perdido, além da redenção, por sua presunçosa rebeldia! E isso não era tudo; tinham guiado outros à rebelião e a sua própria condição de perdido, anjos que nunca pensaram questionar a vontade do céu ou recusar obedecer à lei de Deus, até que ele se introduziu em suas mente, apresentando diante deles que podiam desfrutar um bem maior, uma elevada e mais gloriosa liberdade. Esse tinha sido o sofisma pelo qual os enganou. Uma responsabilidade agora repousava sobre ele, à qual, de bom grado, teria renunciado.
Esses espíritos tinham-se tornado turbulentos com suas esperanças desapontadas. Ao invés de bem maior, estavam experimentando os maus resultados da desobediência e desrespeito à lei. Nunca mais poderiam estes infelizes ser influenciados pela suave regra de Jesus Cristo. Nunca mais podia estes espíritos ser suscitados pelo profundo e fervoroso amor, paz e alegria que Sua presença tinha sempre inspirado neles, para retornarem a Ele em jubilosa obediência e reverente honra”. (Ellen G. White - A História da Redenção pág. 24-26).
Como estamos notando, Lúcifer e seus anjos caídos encontravam-se no mais profundo arrependimento em ter perdido o gozo do lar celestial, mas em momento algum ele se arrependeu de seus pecados. Por isso Deus não pôde perdoá-lo. Mas como ele é astuto, começou logo a maquinar em sua mente fértil, uma maneira de enganar Adão e Eva, pois sabia que se o casal caísse em pecado, Deus faria alguma coisa para salvá-los. E aí eles poderiam ter uma oportunidade em, pelo menos, unirem-se a Adão e Eva, com a intenção de terem acesso à árvore da vida que estava no meio do jardim, e com isso eles poderiam adquirir a mesma força dos santos anjos não caídos, e poderiam desfrutar dos privilégios do belo par. Com essas intenções queria ele colocar Cristo em um dilema: "Se Adão e Eva desobedecerem, terão que morrer, mas, onde está a misericórdia de Deus? Se não morrerem, onde está a justiça de Deus?" Sua intenção era que Deus perdoasse a Adão, e assim teria que perdoa-lo também. Isso prova que ele não conhecia os planos de Deus em doar, Seu próprio Filho, em resgate de Adão e Eva, caso eles caíssem em pecado.

Voltamos a tocar na mesma tecla: Por que Adão e Eva não foram poupados de sua transgressão? Somente por um profundo arrependimento é que eles poderiam retornar a Deus, mesmo assim tiveram que imolar um cordeiro, derramar sangue do inocente animalzinho, conforme nos diz Hebreus 9:22. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão”. E a pergunta é a seguinte: por que hoje os cristãos nominais podem viver transgredindo essa mesma lei, achando que vão ficar impunes? Que Jesus morreu por nós e por isso podemos continuar transgredindo a Lei de Deus e, finalmente sermos salvos? Meu irmão, esta é a opinião de Satanás, o inimigo das almas.

A NATUREZA DO HOMEM

O mais criativo escultor da face da terra jamais conseguiria produzir uma criatura tão nobre. Talvez algum Miguel Ângelo conseguisse dar formato às linhas exteriores, mas o que dizer da anatomia e da fisiologia cuidadosamente preparadas, além da beleza dessa figura? A escultura perfeita ali jazia completa: cada fio de cabelo sobrancelhas, unhas tudo no devido lugar, mas Deus não havia concluído o trabalho. Esse homem não deveria ser um amontoado de pó, antes, deveria viver pensar, criar e crescer em glória.

Inclinando-se sobre a magnificente figura, o Criador lhe "soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente". Gênesis 2:7 E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. e 1:26, E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”. Compreendendo a necessidade de companhia por parte do homem, Deus preparou-lhe uma companheira semelhante a ele. Deus fez recair sobre Adão um pesado sono e então retirou uma costela do homem, convertendo-a na mulher, Gênesis 2:18, “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”. 21 e 22. “21 Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; 22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão”. "Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criaram". Depois disso Deus os abençoou, dizendo-lhes: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja sobre a terra". Gên. 1:28.

Depois de seis mil anos, perguntamos: E nós, Quem somos De onde viemos, Para onde vamos, O que há depois da morte? As genealogias do Gênesis demonstram que as sucessivas gerações que vieram após Adão e Eva originaram-se do primeiro par. Como seres humanos, todos nós compartilhamos a mesma natureza que constitui uma unidade genética ou genealógica. Paulo escreveu: "De um só fez Deus toda raça humana para habitar sobre toda a face da Terra". (Atos 17:26).

Adicionalmente, podemos observar outras indicações da unidade orgânica da nossa raça nas assertivas bíblicas de que a transgressão de Adão trouxe o pecado e a morte sobre todos, e que a provisão salvadora de Cristo é destinada a todos. Romanos 5:12 e 19; 12 Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. “19 Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muito serão feitos justos”. I Cor. 15:21 e 22. 21 Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. 22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

A UNIDADE DA NATUREZA HUMANA

Quais são as divisões características dos seres humanos? São elas constituídas de várias partes independentes, tais como: um corpo, uma alma e um espírito? O fôlego de vida. Deus "formou... o homem do pó da terra, e lhe soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente". (Gên. 2:7). Quando Deus converteu os elementos da terra em um ser vivente, "soprou em suas narinas o fôlego de vida até então um ser inanimado”. Esse fôlego de vida é o "sopro do Todo-Poderoso", Jó 33:4, a centelha de vida. Podemos compará-la com as correntes de eletricidade que fluem através dos vários componentes elétricos e que convertem um quieto e inanimado painel de vidro, encaixado numa armação de madeira e metal, numa vibrante sucessão de cores e ação - sempre que ligamos o botão do televisor. A eletricidade traz som e movimento àquilo que antes era apenas material morto.

O que realizou o fôlego de vida? Quando Deus formou o ser humano do pó da terra, todos os órgãos se achavam presentes: coração, pulmões, rins, fígado, baço, cérebro, etc., todos perfeitos, mas sem vida. Então Deus soprou Seu próprio fôlego de vida para dentro desse ser inanimado, e o homem tornou-se alma vivente. A equação escriturística é muito clara: e o pó da terra mais fôlego de vida é igual ao ser vivente ou alma vivente. A união dos elementos da terra com o fôlego de vida resultou numa criatura vivente, ou alma.

Esse "fôlego de vida" não está limitado às pessoas. Todas as criaturas vivas o possuem. A Bíblia, por exemplo, atribui o fôlego de vida tanto aos animais que entraram na arca de Noé, quanto àqueles que ali não entraram, Veja Gênesis 7:15e22. 15 E de toda a carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois em dois para junto de Noé na arca. 22 Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu”.
O termo hebraico de Gênesis 2:7, aqui traduzido como “alma vivente”, é NEPHESH CHAYYAH. Essa expressão não designa exclusivamente ao homem, pois também são aplicados a animais marinhos, inseto, réptil e besta. Gên. 1:20 E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. e 24 e disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi”. 2:19. NEPHESH, traduzido como ser ou alma, provém de NAPHASH, que significa "respirar". O termo grego equivalente em o Novo Testamento é "PSUCHE". Uma vez que a respiração é a mais evidente manifestação de vida, NEPHASH designa basicamente o homem como uma criatura vivente, uma pessoa. Quando utilizada para animais, tal como na história da criação, a palavra os descreve como criaturas viventes, criadas por Deus. É importante destacar que a Bíblia afirma que o homem passou a ser alma vivente. Coisa alguma no relatório da Criação indica que o homem recebeu uma alma com alguma espécie de entidade separada que, na criação, foi unida ao corpo do homem.

O HOMEM É UMA UNIDADE INDIVISÍVEL

A importância do relato da Criação para a correta compreensão da natureza do homem, não pode ser superestimada. Ao salientar a unidade orgânica do homem, as Escrituras o relatam como um todo. De que forma, pois, a alma e o espírito se relacionam com a natureza do homem?

O SIGNIFICADO BÍBLICO DE ALMA

Conforme já mencionamos, no Antigo Testamento "alma é a tradução da palavra nephesh". Em Gênesis 2:7, o termo denota o homem como um ser vivente depois que o fôlego de vida penetrou no corpo físico, formado com os elementos da terra. Similarmente, uma nova alma vem à existência sempre que nasce uma criança, sendo cada alma uma nova unidade de vida, completamente única e distinta de todas as outras similares. Essa qualidade da individualidade em cada ser vivente, o qual constitui uma entidade única, parece ser uma ideia enfatizada pelo termo hebraico “nephesh” que não representa parte de uma pessoa: é a própria pessoa, sendo em muitos casos, traduzidas exatamente como “pessoas”. Veja Gên. 14:21, E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti”. Números 5:6, Dize aos filhos de Israel: Quando homem ou mulher fizer algum de todos os pecados humanos, transgredindo contra o SENHOR, tal alma culpada é”. e Deut. 10:22, Com setenta almas teus pais desceram ao Egito; e agora o SENHOR teu Deus te pôs como as estrelas dos céus em multidão”.
Por outro lado, expressões tais como "minha alma", "vossa alma", "sua alma", são geralmente expressões que equivalem aos pronomes pessoais "eu", "me", "vós", "ele". Em mais de cem ocorrências dentre as 755 que acontecem no Antigo Testamento, “nephesh” é traduzida como “vida”. Gên.9:4e5, “04 A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. 05 Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo o animal o requererei; como também da mão do homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem”. I Sam. 19:5; Porque expôs a sua vida, e feriu aos filisteus, e fez o SENHOR um grande livramento a todo o Israel; tu mesmo o viste, e te alegraste; porque, pois, pecarias contra o sangue inocente, matando a Davi, sem causa”? Jó 2:4e6, “04 Então Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. 05 Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face! 06 E disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está na tua mão; porém guarda a sua vida”. Sal. 31:13, Pois ouvi a murmuração de muitos, temor havia ao redor; enquanto juntamente consultavam contra mim, intentaram tirar-me a vida”.
O uso do termo grego PSUCHE no Novo Testamento é similar àquele de “nephesh” no Antigo Testamento. É utilizado tanto para a vida animal quanto para a vida humana. Apocalipse 16:3, “E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente”. Existem mais de quarenta passagens em que psuche foi traduzido por “vida ou vidas”, veja Mateus 2:20, Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino”. 6:25, Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário”? 16:25, Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”.

Em outra oportunidade ela é traduzida por "pessoa", veja Atos 7:14, E José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela, que era de setenta e cinco almas”. 27:31, Disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos”. Romanos 13:1. TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus”. E ainda em outros casos ela equivale a um pronome pessoal, veja Mateus 12:18, Eis aqui o meu servo, que escolhi, O meu amado, em quem a minha alma se compraz; Porei sobre ele o meu espírito, E anunciará aos gentios o juízo”I Cor. 12:15, Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo”Alguma vez se refere à emoção, Marcos 14:34, “E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai”. Lucas 2:35, (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações”. E à mente ao coração. E como pudemos notar em Apocalipse 16:3, (citada acima) ela não é imortal, mas sujeita à morte e pode ser destruída conforme podemos ler em Mateus 10:28, E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”.Entende-se que inferno está se referindo a sepultura.

Portanto, meu irmão, a evidência bíblica indica que por vezes “nepshesh” ou “psuche” podem se referir a toda pessoa, enquanto noutra oportunidade o termo se restringe a aspectos particulares do homem, tais como afeições, emoções, apetites e sentimentos.

Tal forma de utilização, contudo, de nenhuma maneira demonstra que o ser humano é composto de duas partes distintas. O corpo e a alma existem em conjunto; ambos formam uma união indivisível. A alma não possui consciência separada do corpo. Não existe qualquer texto que indique a possibilidade de, a alma sobreviver ao corpo, mantendo-se como entidade consciente.
  1. - O SIGNIFICADO BÍBLICO DE ESPÍRITO
Ao passo que o termo hebraico “nephesh”, traduzido como alma, denota individualidade, e o termo hebraico “ruash”, do Antigo Testamento, que aparece traduzido como espírito, refere-se à energizaste centelha de vida que é essencial à existência de um indivíduo. É um termo que representa a energia divina, ou princípio vital que anima os seres humanos.

"Ruash” ocorre 377 vezes no Antigo Testamento, e com maior frequência é traduzido como "espírito", vento ou fôlego Gên.8:1, “E LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os seres viventes, e de todo o gado que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas”. É também um termo utilizado para denotar vitalidade, (Juízes 15:19), Então Deus fendeu uma cavidade que estava na queixada; e saiu dela água, e bebeu; e recobrou o seu espírito e reanimou-se; por isso chamou aquele lugar: A fonte do que clama, que está em Lei até ao dia de hoje”. Coragem, (Josué 2:11), O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR vosso Deus é Deus em cima nos céus e em baixo na terra”.
No sentido de respiração, o “ruash” do homem é idêntico ao “ruash” dos animais. (Eclesiastes 3:19 e 20), 19 Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. 20 Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó”. O “Ruash” do homem abandona o corpo por Deus. (Eclesiastes 12:7; E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Jó 34:14e15) 14 Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego, 15 Toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó”.

Ruash” é frequentemente utilizado para identificar o Espírito de Deus, como em Isaías 63:10e11, 10 Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo; por isso se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles. 11 Todavia se lembrou dos dias da antiguidade, de Moisés, e do seu povo, dizendo: Onde está agora o que os fez subir do mar com os pastores do seu rebanho? Onde está o que pôs no meio deles o seu Espírito Santo”? Jamais no Velho Testamento, no que diz respeito ao homem, “ruash” denota uma entidade inteligente, capaz da existência independente do corpo físico.

O equivalente em, o Novo Testamento de “ruash é pneuma, espírito”, proveniente de pneu, "soprar ou respirar". Tal como ocorre em “ruash”, não há coisa alguma inerente à palavra “pneuma” que possa denotar uma entidade capaz de existência consciente separada do corpo, tampouco o uso que o Novo Testamento faz da palavra, com respeito ao homem, de alguma forma implica tal conceito. Em passagens tais como Romanos 8:15, Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai”. I Cor. 4:21, “Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão”? II Timóteo. 1:7, Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”. E I João 4:6, Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro”.
Pneuma denota "humor, atitude ou estado de sentimentos". É também usada em vários aspectos relacionados com a personalidade, como em Gál. 6:1, IRMÃOS, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado”. Romanos 12:11 Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”; Tal como ocorre com “ruash, pneuma” é devolvida ao Senhor por ocasião da morte (Lucas 23:46, E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou”. Atos 7:59, E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. Tal como ocorre com “ruash, pneuma” também aparece em conexão com o Espírito de Deus I Coríntios 2:11, Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”E 14, “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Efésios 4:30, E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”. Hebreus 2:4, Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade”? I Pedro 1:12, Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar”. E II Pedro 1:21, Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.

UNIDADE DE CORPO, ALMA E ESPÍRITO.

Qual é a relação existente entre corpo, alma e espírito? Qual é a influência desse relacionamento sobre a unidade do homem?
a) - União dupla. Embora a Bíblia veja a natureza do homem como uma unidade, ela não define precisamente o relacionamento entre corpo, alma e espírito. Por vezes alma e espírito são usados como sinônimos. Observe o paralelismo existente na expressão de regozijo de Maria, logo após a anunciação: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador". Lucas 1:46 e 47. Em certo momento o homem é caracterizado por Jesus como corpo e alma, Mateus 10:28, E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo, e noutro momento Paulo o identifica como corpo e espírito. I Cor. 7:34, Há diferença entre a mulher casada e a virgem. “A solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito,” porém, a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido”. No primeiro texto, alma se refere a mais elevada faculdade do homem, presumivelmente a mente, através da qual ele se comunica com Deus. No segundo texto, espírito se refere às mais nobres faculdades. Em ambos os casos o corpo inclui os aspectos físicos e emocionas da pessoa.

b) - União tripla - Existe uma exceção à caracterização geral do homem como sendo composto de uma união dupla. Paulo, que falou da união dupla do corpo e espírito, também falou em termos de uma unidade tripla. Ele declara: E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo”. I Tess. 5:23. Essa passagem sintetiza o desejo de Paulo de que nenhum dos aspectos da pessoa fosse excluído do processo de santificação.

Nessa passagem, espírito pode ser compreendido com o mais elevado princípio de inteligência e pensamentos, do qual o homem está revestido, e através do qual Deus pode comunicar-Se por intermédio do Seu Espírito. Veja Rom. 8:16, O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. E através da renovação da mente, por intermédio das atividades do Espírito Santo, é que o indivíduo é transformado à semelhança de Cristo. Veja Rom. 12:1 e 2, “01 ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 02 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Por alma”, quando considerada separadamente do espírito, podemos entender a porção da natureza humana que encontra sua expressão através de instintos, emoções e desejos. Essa porção da natureza da pessoa também pode ser santificada. Quando, através da operação do Espírito Santo, a mente é trazida à conformidade com a mente de Deus, e a razão santificada impõe-se à natureza inferior, os impulsos, que de outra forma seriam contrários a Deus, tornam-se sujeitos à sua vontade.

"O corpo", que tanto pode ser controlado pela natureza superior, é a constituição física - a carne, o sangue e os ossos. A sequencia apresentado por Paulo primeiro o espírito, então a alma e finalmente o corpo, não são mera coincidência quando o espírito é santificado, a mente se encontra sob o controle divino. A mente santificada, por sua vez, exercerá influência santificadora sobre a alma, ou seja, os desejos, sentimentos e emoções.
A pessoa em cuja vida a santificação está presente, não irá abusar do corpo, de modo que a saúde física também florescerá. Portanto, o corpo se torna um instrumento santificado, através do qual o cristão pode servir seu Salvador. O apelo de Paulo no tocante à santificação acha-se claramente embasado no conceito da unidade da natureza humana e revela que a efetiva preparação para o segundo advento de Cristo necessita do preparo de toda a pessoa - espírito, alma e corpo.

C - União indivisível e harmoniosa. - Torna-se claro que todo ser humano é uma união indivisível. Corpo, alma e espírito, funcionam em íntima cooperação, revelando um relacionamento intensamente harmonioso entre as faculdades espirituais, mentais e físicas da pessoa. Deficiências em uma área criariam embaraços nas outras duas. Um espírito ou mente doente, impuro, terá efeitos deletérios sobre a saúde física ou emocional da pessoa. Inverso também é verdade. Uma constituição física enfraquecida, doente ou sofredora, em geral afetará a saúde emocional ou espiritual da pessoa. O impacto que as faculdades exercem umas sobre as outras, significa que todos os indivíduos receberam de Deus a responsabilidade de manter essas mesmas faculdades em suas melhores condições. Proceder assim constitui parte vital no processo de restauração da imagem do Criador sobre a criatura.

O HOMEM DEPOIS DA MORTE

Mortalidade da alma tem sido um assunto divergente entre a cristandade quase todas as religiões defendem a imortalidade da alma, isto é: que o homem ao morrer, sua alma vai para o céu, purgatório ou inferno. Essa crença aumentou muito depois da associação do cristianismo com o paganismo. Conforme já estudamos anteriormente, a morte ocorreu depois da entrada do pecado no Jardim do Éden. Até então, Deus só havia introduzido a natalidade: "multiplicai-vos e enchei a terra". Gên 1:28. Quanto à morte, Deus alertou o casal de que se pecassem, certamente deveriam morrer, Gên. 2:16 e 17; 16 E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, 17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, mas, infelizmente conforme já dissemos: a humanidade prefere dar ouvidos às mentiras de Satanás: “certamente não morrerás”, Gên 3:4.

Notem a clareza da Bíblia, quando ela diz que para mostrar que o homem não era imortal, mas possuía imortalidade condicional à sua obediência, a primeira e imediata providência de Deus foi vedar-lhe o caminho da árvore da vida. Por quê? Para que o homem não se tornasse um pecador imortal. Gên. 3:22-24, “22 Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, 23 O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. 24 E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida”.

Veja que prova autêntica de que o homem não possui a imortalidade por si só, pois se tivéssemos que viver eternamente com o pecado, que tristeza seria para a raça humana! Onde está o grande amor de Deus? Colocando-nos aqui neste mundo onde só há tristeza? Não, graças a Deus que não é assim o homem é um ser mortal. Veja as seguintes passagens; Salmo 8:4, Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites”? I Cor. 15:54, E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”. II Cor. 4:11, “E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal”. E 5:4, “Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida”. E I Tim. 1:17; Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém”.

Só Deus é imortal, suas criaturas evidentemente são mortais. Que fique bem claro que a imortalidade que o homem possuía antes do pecado, era condicionada ao fruto da árvore da vida e depois do pecado, ao transgredir a lei de Deus, tornou-se mortal. E o que diz a Bíblia? "A alma que pecar, essa morrerá." E cada um de nós é responsável pelos próprios atos. Nenhum levará a iniquidade do outro, nem pai levará a do filho, nem o filho levará a do pai, de modo que cada um morrerá por sua própria iniquidade. Ezequiel 18:4 e 20. “04 Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. 20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”.

Você deve estar perguntando: Se for assim, o que ocorrerá depois da morte? Para onde vão os mortos? A Bíblia é enfática: “E o pó volta a terra como o era, e o espírito (fôlego de vida) volta a Deus que o deu”. E o homem simplesmente passa para o sono da morte e deixa de existir. Infelizmente, muitos não aceitam esta verdade, mas os escritores bíblicos creem, afirmando que no desenlace, não sai uma entidade abstrata para que seja galardoada, recompensada ou não, indo para o céu ou inferno. Dizem, sim, que vão para a sepultura. Por exemplo: Jó 14:14 e 21; 14 Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança. 20 Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto, e o despedes”. 19:25 e 26; 19 As águas gastam as pedras, as cheias afogam o pó da terra; e tu fazes perecer a esperança do homem; 20 Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto, e o despedes”. Salmo 115:17; Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio”. 6:5; Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará”? Ecles. 9:6; Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. E muitas outras passagens.

Se alguém ainda continua em dúvida a respeito da mortalidade da alma, reflita um pouco mais, quando Jesus afirmou que Lázaro, irmão de Maria e Marta, que estava morto há quatro dias, estava dormindo. João 11:11, Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono”. E depois afirmou categoricamente: "Lázaro está morto". (João 11:14). Jesus queria ensinar que a morte é apenas um sono que é passado na sepultura, em completo esquecimento. Notem ainda: Jesus não disse para Lázaro descer do céu; que certamente sendo Lázaro um bom cristão, ao morrer, deveria estar lá, baseado na crença da imortalidade. Mas Jesus fitando a sepultura, disse: "Lázaro, vem para fora". João 11:43e44, “E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. 44 E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.

Não seria uma incoerência absurda se Lázaro estivesse gozando as delícias celestiais ao morrer, e Jesus trazê-lo de volta a esta terra de pecado, ódio, guerra, maldade, tristeza, enfermidade, morte e de escândalos políticos inaceitáveis? A Bíblia só apresenta nomes de três pessoas que estão no Céu. E são eles: "Enoque, Elias e Moisés”. Enoque e Elias, representando aqueles que estarão vivos, e Moisés representando os mortos que hão de ressuscitar por ocasião da volta de Jesus. Quando Jesus consumou Sua obra na cruz, houve várias ressurreições, mas a Bíblia não diz o nome de nenhum, e depois disso, não há nenhuma manifestação divina que alguém tenha a ressuscitado depois da morte de Nosso Salvador. Os apóstolos, bem como as mulheres e crianças que estavam sempre aos pés de Jesus, que morreram depois dele, tenha certeza de que ainda não estão no céu.

Portanto, prezados amigos, a Bíblia ensina que o homem é mortal. Não tem uma alma dentro de si; ele é uma alma vivente, nada mais. Quando morre, vai para a sepultura e o fôlego de vida volta para Deus, e tudo jaz em completo esquecimento. Se ao morrermos perecem todos os nossos pensamentos, claro está que não há consciência após a morte. E se isso é verdade, os mortos não podem participar das coisas dos vivos eles não podem vigiar tudo aquilo que se passa neste mundo. (Eclesiastes 9:6). (Já descrito acima), Assim sendo, quem são os espíritos que aparecem nos centros espíritas? Podemos responder sem sombra de dúvida, que esses espíritos são “Anjos Malignos” que tomam a forma do morto e aparecem aos vivos, no intuito de enganá-los. Tenham certeza disso, pois certamente, essa não é doutrina de Deus.

Quanto à reencarnação, dizemos o seguinte: “Os espíritas dizem que a alma reencarna no recém-nascido, e esse ciclo já perdura por muitos milhares de anos”. O objetivo é alcançar a perfeição. Nós perguntamos certa vez a um espírita: Você acha que este mundo existe há mais de cento e cinqüenta milhões de anos? Ele respondeu que sim, e talvez mais que isso. Tornamos a perguntar: então me apresente um ser humano apenas, que tenha alcançado essa tão almejada perfeição! Ele apenas sorriu, e deu o assunto por encerrado.

Prezado amigo e irmão. Não é mais fácil aceitar as explicações bíblicas de que o nosso mundo tem apenas pouco mais de seis mil anos, e que dentro em pouco tempo, Jesus implantará um novo reino, reformará esta terra, e dará o galardão da vida eterna àqueles que o quiserem? E que para isso basta você aceitar a Jesus como Seu Salvador pessoal, crendo que Jesus morreu em seu lugar? E que você tem apenas que crer e se arrepender de seus pecados pedirem perdão a Deus, abandoná-los e descansar?

Os ensinos divinos são claros para aqueles que aceitam os mandamentos de Deus e os guardam, mas não para aqueles que não aceitam, procurando deturpá-los, adapta-los a seu bel-prazer. E infelizmente, são muitos os que aceitam e praticam os mandamentos de homens, inspirados pelo grande inimigo de Deus, mas eles terão como recompensa a morte eterna, enquanto que os justos terão a recompensa por aceitarem a morte de Cristo em lugar da sua. Leiam Malaquias 4:1-6, “01 PORQUE eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. 02 Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria. 03 E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que estou preparando, diz o SENHOR dos Exércitos. 04 Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos. “05 Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; 06 E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição”. Mateus 6:33, Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Efésios 4:13 e 14 e, finalmente, Apocalipse 22:12 e 13. 12 E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro”.

A Bíblia na Linguagem de Hoje, (B.L.H.), que traduziu corretamente: I Pedro 1:9, “Vocês... estão recebendo o resultado da fé que possuem, isto é, a salvação das almas”. “Recebendo pela fé a graça de Jesus, desfrutamos as bênçãos da salvação no termo atual, pois fomos regenerados para uma viva esperança” (I Pedro 1:3). Jesus falou sobre o reino que existe agora. “O Reino de Deus já chegou a vocês”. (Mateus 12:28), “O Reino de Deus está dentro de vocês”. (Lucas 17:21), “Cristo reina no coração dos súditos do reino da graça pela presença do Espírito Santo”. (Efésios 3:16 e 17). “Para eles já começaram as bênçãos da vida eterna” João 3:36: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". E I João 5:11-13: "11  E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. 12  Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. 13  Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus".
O supremo objetivo de nossa fé é o eterno Reino da Glória, em que recebemos a "herança incorruptível, sem mácula, imarcescível" (I Pedro 1:4). Jesus disse: "O Meu reino não é deste mundo." (João 18:36). Que paradoxo agradável: O reino de Cristo está em nosso coração, mas ainda é futuro! Desfrutamos agora as alegrias da salvação, mas aguardamos ansiosamente o toque final da salvação: "a redenção do nosso corpo". Rmanos 8:23-25: "23  E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. 24  Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? 25  Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos".

Que Deus o abençoe.

BIBLIOGRAFIA

- A Bíblia Sagrada - Tradução de João F. de Almeida
- Assim diz o Senhor - Lourenço Gonzales.
- História da Redenção - Ellen G. White
- Lição da Escola Sabatina Julho de 1992
- Nisto Cremos - Casa Publicadora Brasileira
Estudos de Passagens Com Problemas de Interpretação - Pedro Apolinário

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Prof. Edmur Hawthorne 


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