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Palestra
Bíblica 18/30
CONDIÇÃO DO HOMEM NA VIDA E NA MORTE
Copie o link que aparece no final desta Palestra em seu navegador e acista os seis vídeos, que irão ilustrar melhor este assunto.
Nesta Palestra vamos falar de um assunto que preocupa muitas pessoas por não saberem de onde vieram, onde estão e para onde irão após a morte, ou o que há depois. Seria de bom proveito se vocês recapitulassem a Sesta Palestra, onde já falamos um pouco do assunto que vamos expor aqui.
Nesta Palestra vamos falar de um assunto que preocupa muitas pessoas por não saberem de onde vieram, onde estão e para onde irão após a morte, ou o que há depois. Seria de bom proveito se vocês recapitulassem a Sesta Palestra, onde já falamos um pouco do assunto que vamos expor aqui.
Ellen
G. White, em Spirit of Prophecy Vol. 1,
págs. 24-27, traduzido para o português em partes no livro A
história da Redenção págs. 20-23, comenta, com muita propriedade,
o relato da Criação com base em Gênesis cap. 01; e nos diz o
seguinte: "Pai e Filho empenharam-se na grandiosa obra que
tinham planejados: a criação do mundo. A Terra saiu da mão do seu
criador extraordinariamente bela. Havia montanhas, planícies e
colinas, entrecortadas por rios e lagos. A terra não era uma extensa
planície, mas a monotonia do cenário era quebrada por montanhas e
colinas tão altas e abruptas que podiam ser vistas sobre elas, mas
estavam debaixo da superfície, correspondendo aos ossos da terra. As
águas estavam regularmente distribuídas com plantas, flores e
árvores altas e majestosas de toda espécie, muitas vezes maiores e
mais belas do que são agora. O ar era puro e saudável, e a Terra
parecia um nobre palácio. Os anjos se deleitavam com as maravilhosas
obras de Deus”.
“Depois que a Terra
foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu
propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à
Sua imagem. Eles tinham operado juntos na criação da Terra e de
cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho:
“Façamos o homem à Nossa imagem”. Ao sair Adão das mãos
do Criador era de nobre estatura e perfeita simetria. Tinha mais de
duas vezes o tamanho dos homens que ora vivem sobre a Terra, e era
bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. Sua
cútis era nem branca nem pálida, mas rosada, reluzindo com a rica
coloração de sua saúde. Eva não era tão alta quanto Adão. Sua
cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela também era
nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza”.
“Esse casal, que não
conhecia o pecado, fazia uso de vestes artificiais. Eles estavam
revestidos de uma cobertura de luz e glória, tais como a usam os
anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz
continuou a envolvê-los. Embora todas as coisas que Deus criou
fossem belas e perfeitas, e aparentemente nada faltasse sobre a Terra
criada para fazer Adão e Eva felizes, ainda manifestou Seu grande
amor plantando para eles um jardim especial. Uma porção de seu
tempo devia ser ocupada com a feliz tarefa de cuidar do jardim, e a
outra porção para receber a visita dos anjos, ouvir suas instruções
e em feliz meditação. Seu labor não seria cansativo, mas prazeroso
e revigorante. Esse belo jardim deveria ser seu lar”.
“Nesse jardim o
Senhor colocou árvores de toda variedade para utilidade e beleza.
Havia árvores carregadas com luxuriantes frutos, de rica fragrância,
belos aos olhos e agradáveis ao paladar, designados por Deus para
alimento do santo par. A Terra era coberta por uma verdura, onde
miríades de perfumadas flores de toda variedade cresciam em profusão
todas as coisas eram de bom gosto e gloriosamente arranjadas. No meio
do jardim estava a árvore da vida, sobrepujando em glória a todas
as outras árvores. Seu fruto assemelhava-se a maçãs de ouro e
prata, e destinava-se a perpetuar a vida”.
“O santo par era
muito feliz no jardim. Limitado controle fora dado a eles sobre toda
criatura vivente. O leão e o cordeiro divertiam-se paciente e
inofensivamente ao seu redor, ou dormitavam a seus pés. Pássaros de
toda variedade de cores e plumagens esvoaçavam entre as árvores e
flores e sobre Adão e Eva, enquanto seu melodioso canto ecoava entre
as árvores em doces acordes de louvor a seu Criador”.
“Adão e Eva estavam
encantados com a beleza de seu lar edênico. Eram deleitados com os
pequenos cantores em torno deles, os quais usavam sua brilhante e
graciosa plumagem, e gorjeavam para a felicidade deles, em jubilosa
música. O santo par unia-se a eles e elevava sua voz num harmonioso
cântico de amor ao seu redor. Reconheciam a ordem e a harmonia da
criação, que falavam de sabedoria e conhecimento infinitos. Estavam
continuamente descobrindo algumas novas belezas e glórias adicionais
de seu lar edênico, as quais enchiam seu coração com profundo amor
e arrancavam de seus lábios expressões de gratidão e reverência a
Seu Criador”.
Mas como já estudamos
anteriormente, no meio desse jardim, perto da árvore da vida, estava
à árvore do conhecimento do bem e do mal. Essa árvore fora
especialmente designada por Deus para ser a garantia de sua
obediência, fé e amor a Ele. O Senhor ordenou a nossos primeiros
pais que não comessem do fruto dessa árvore e nem tocasse nela,
senão morreriam, exceto daquela, pois se dela comessem "certamente
morreriam". (Gênesis 2:16 e 17).
“16 E ordenou o SENHOR
Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás
livremente, 17 Mas da
árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque
no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
CONSEQÜÊNCIAS DA
REBELIÃO
Quando Adão e Eva
foram colocados no belo jardim, tinham para sua felicidade tudo que
pudessem desejar. Mas Deus determinou em Seu plano onisciente, testar
sua lealdade antes que eles pudessem ser considerados eternamente
fora de perigo. Eles iam ter Seu favor, Ele conversaria com eles e
eles com Ele. Contudo, Ele não colocou o mau fora do alcance. Ao
inimigo foi permitido tentá-los. Se resistissem às tentações
haveriam de estar no perpétuo favor de Deus e dos anjos celestiais.
Satanás estava
inconformado com sua queda, contemplando seus anjos, que um dia
haviam sido tão felizes no céu. Antes de sua queda, nenhuma sombra
de descontentamento tinha turbado sua perfeita alegria. Agora, tudo
parecia mudado. A face que tinha refletido a imagem de seu Criador
estava melancólica e em desespero conflito, discórdia e ásperas
recriminações existiam entre eles. Antes de sua rebelião essas
coisas eram desconhecidas no céu. Satanás agora observava os
terríveis resultados de sua rebelião. Ele estremecia e temia
encarar o futuro e contemplar o fim dessas coisas.
A hora dos alegres e
felizes cânticos de louvor a Deus e Seu amado Filho chegara. Satanás
tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota; então
toda a hoste angélica havia-se unido a ele, e gloriosos acordes
musicais haviam ressoado através do céu em honra a Deus e Seu filho
amado. Mas, agora em vez de suaves notas musicais, palavras de
discórdias e ira caíam aos ouvidos do grande líder rebelde. Onde
estava? Não mais se uniriam para admiti-lo? A hora de adoração se
aproximava quando brilhantes e santos anjos prostravam-se diante do
Pai. Não mais se uniria ao cântico celestial. Não mais se curvaria
em reverência e santo temor ante a presença do eterno Deus.
Pudesse ele voltar
atrás, quando era puro, verdadeiro e leal, e alegremente abandonaria
sua pretensão de autoridade. Mas, estava perdido, além da
redenção, por sua presunçosa rebeldia! E isso não era tudo;
tinham guiado outros à rebelião e a sua própria condição de
perdido, anjos que nunca pensaram questionar a vontade do céu ou
recusar obedecer à lei de Deus, até que ele se introduziu em suas
mente, apresentando diante deles que podiam desfrutar um bem maior,
uma elevada e mais gloriosa liberdade. Esse tinha sido o sofisma pelo
qual os enganou. Uma responsabilidade agora repousava sobre ele, à
qual, de bom grado, teria renunciado.
“Esses espíritos
tinham-se tornado turbulentos com suas esperanças desapontadas. Ao
invés de bem maior, estavam experimentando os maus resultados da
desobediência e desrespeito à lei. Nunca mais poderiam estes
infelizes ser influenciados pela suave regra de Jesus Cristo. Nunca
mais podia estes espíritos ser suscitados pelo profundo e fervoroso
amor, paz e alegria que Sua presença tinha sempre inspirado neles,
para retornarem a Ele em jubilosa obediência e reverente honra”.
(Ellen G. White - A História da Redenção pág. 24-26).
Como estamos notando,
Lúcifer e seus anjos caídos encontravam-se no mais profundo
arrependimento em ter perdido o gozo do lar celestial, mas em momento
algum ele se arrependeu de seus pecados. Por isso Deus não pôde
perdoá-lo. Mas como ele é astuto, começou logo a maquinar em sua
mente fértil, uma maneira de enganar Adão e Eva, pois sabia que se
o casal caísse em pecado, Deus faria alguma coisa para salvá-los. E
aí eles poderiam ter uma oportunidade em, pelo menos, unirem-se a
Adão e Eva, com a intenção de terem acesso à árvore da vida que
estava no meio do jardim, e com isso eles poderiam adquirir a mesma
força dos santos anjos não caídos, e poderiam desfrutar dos
privilégios do belo par. Com essas intenções queria ele colocar
Cristo em um dilema: "Se Adão e Eva desobedecerem, terão que
morrer, mas, onde está a misericórdia de Deus? Se não morrerem,
onde está a justiça de Deus?" Sua intenção era que Deus
perdoasse a Adão, e assim teria que perdoa-lo também. Isso prova
que ele não conhecia os planos de Deus em doar, Seu próprio Filho,
em resgate de Adão e Eva, caso eles caíssem em pecado.
Voltamos a tocar na
mesma tecla: Por que Adão e Eva não foram poupados de sua
transgressão? Somente por um profundo arrependimento é que eles
poderiam retornar a Deus, mesmo assim tiveram que imolar um cordeiro,
derramar sangue do inocente animalzinho, conforme nos diz Hebreus
9:22. “E
quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem
derramamento de sangue não há remissão”.
E a pergunta é a seguinte: por que hoje os cristãos nominais podem
viver transgredindo essa mesma lei, achando que vão ficar impunes?
Que Jesus morreu por nós e por isso podemos continuar transgredindo
a Lei de Deus e, finalmente sermos salvos? Meu irmão, esta é a
opinião de Satanás, o inimigo das almas.
A NATUREZA DO HOMEM
O mais criativo
escultor da face da terra jamais conseguiria produzir uma criatura
tão nobre. Talvez algum Miguel Ângelo conseguisse dar formato às
linhas exteriores, mas o que dizer da anatomia e da fisiologia
cuidadosamente preparadas, além da beleza dessa figura? A escultura perfeita
ali jazia completa: cada fio de cabelo sobrancelhas, unhas tudo no
devido lugar, mas Deus não havia concluído o trabalho. Esse homem
não deveria ser um amontoado de pó, antes, deveria viver pensar,
criar e crescer em glória.
Inclinando-se sobre a
magnificente figura, o Criador lhe "soprou nas narinas o fôlego
de vida, e o homem passou a ser alma vivente". Gênesis 2:7 “E
formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas
narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.
e 1:26, “E
disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos
céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil
que se move sobre a terra”.
Compreendendo a necessidade de companhia por parte do homem, Deus
preparou-lhe uma companheira semelhante a ele. Deus fez recair sobre
Adão um pesado sono e então retirou uma costela do homem,
convertendo-a na mulher, Gênesis 2:18, “E
disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei
uma ajudadora idônea para ele”. 21 e 22. “21
Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este
adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu
lugar; 22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma
mulher, e trouxe-a a Adão”. "Criou Deus, pois, o homem à Sua
imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criaram".
Depois disso Deus os abençoou, dizendo-lhes: "Sede
fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre
os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que
rasteja sobre a terra". Gên. 1:28.
Depois de seis mil
anos, perguntamos: E nós, Quem somos De onde viemos, Para onde
vamos, O que há depois da morte? As genealogias do Gênesis
demonstram que as sucessivas gerações que vieram após Adão e Eva
originaram-se do primeiro par. Como seres humanos, todos nós
compartilhamos a mesma natureza que constitui uma unidade genética
ou genealógica. Paulo escreveu: "De
um só fez Deus toda raça humana para habitar sobre toda a face da
Terra". (Atos 17:26).
Adicionalmente, podemos
observar outras indicações da unidade orgânica da nossa raça nas
assertivas bíblicas de que a transgressão de Adão trouxe o pecado
e a morte sobre todos, e que a provisão salvadora de Cristo é
destinada a todos. Romanos 5:12 e 19; “12
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a
morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que
todos pecaram”. “19
Porque, como pela
desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim
pela obediência de um muito serão feitos justos”. I
Cor. 15:21 e 22. “21
Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição
dos mortos veio por um homem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos
serão vivificados em Cristo”.
A UNIDADE DA NATUREZA
HUMANA
Quais são as divisões
características dos seres humanos? São elas constituídas de várias
partes independentes, tais como: um corpo, uma alma e um espírito? O
fôlego de vida. Deus "formou... o
homem do pó da terra, e lhe soprou em suas narinas o fôlego de
vida, e o homem passou a ser alma vivente". (Gên.
2:7). Quando Deus converteu os elementos da terra em um ser vivente,
"soprou em suas narinas o fôlego de
vida até então um ser inanimado”. Esse fôlego de
vida é o "sopro do Todo-Poderoso",
Jó 33:4, a centelha de vida. Podemos compará-la com as correntes de
eletricidade que fluem através dos vários componentes elétricos e
que convertem um quieto e inanimado painel de vidro, encaixado numa
armação de madeira e metal, numa vibrante sucessão de cores e ação
- sempre que ligamos o botão do televisor. A eletricidade traz som
e movimento àquilo que antes era apenas material morto.
O que realizou o fôlego de vida?
Quando Deus formou o ser humano do pó da terra, todos os órgãos se
achavam presentes: coração, pulmões, rins, fígado, baço,
cérebro, etc., todos perfeitos, mas sem vida. Então Deus soprou Seu
próprio fôlego de vida para dentro desse ser inanimado, e o homem
tornou-se alma vivente. A equação escriturística é muito clara: e
o pó da terra mais fôlego de vida é igual ao ser vivente ou alma
vivente. A união dos elementos da terra com o fôlego de vida
resultou numa criatura vivente, ou alma.
Esse "fôlego
de vida" não está limitado às pessoas. Todas as criaturas
vivas o possuem. A Bíblia, por exemplo, atribui o fôlego de vida
tanto aos animais que entraram na arca de Noé, quanto àqueles que
ali não entraram, Veja Gênesis 7:15e22. “15
E de toda a carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois
em dois para junto de Noé na arca.
22
Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em suas narinas, tudo o
que havia em terra seca, morreu”.
O termo hebraico de
Gênesis 2:7, aqui traduzido como “alma
vivente”, é NEPHESH CHAYYAH. Essa expressão não
designa exclusivamente ao homem, pois também são aplicados a
animais marinhos, inseto, réptil e besta. Gên. 1:20 “E
disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma
vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.
e 24 e
disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie;
gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim
foi”.
2:19. NEPHESH, traduzido como ser ou alma, provém de NAPHASH, que
significa "respirar". O termo grego equivalente em o
Novo Testamento é "PSUCHE". Uma vez que a respiração é
a mais evidente manifestação de vida, NEPHASH designa basicamente o
homem como uma criatura vivente, uma pessoa. Quando utilizada para
animais, tal como na história da criação, a palavra os descreve
como criaturas viventes, criadas por Deus.
É importante destacar que a Bíblia afirma que
o homem passou a ser alma vivente. Coisa alguma no relatório da
Criação indica que o homem recebeu uma alma com alguma espécie de
entidade separada que, na criação, foi unida ao corpo do homem.
O HOMEM É UMA
UNIDADE INDIVISÍVEL
A importância do relato da Criação
para a correta compreensão da natureza do homem, não pode ser
superestimada. Ao salientar a unidade orgânica do homem, as
Escrituras o relatam como um todo. De que forma, pois, a alma e o
espírito se relacionam com a natureza do homem?
O SIGNIFICADO
BÍBLICO DE ALMA
Conforme já
mencionamos, no Antigo Testamento "alma é a tradução da
palavra nephesh". Em Gênesis 2:7, o termo denota o homem
como um ser vivente depois que o fôlego de vida penetrou no corpo
físico, formado com os elementos da terra. Similarmente, uma nova
alma vem à existência sempre que nasce uma criança, sendo cada
alma uma nova unidade de vida, completamente única e distinta de
todas as outras similares. Essa qualidade da individualidade em cada
ser vivente, o qual constitui uma entidade única, parece ser uma ideia enfatizada pelo termo hebraico “nephesh” que não
representa parte de uma pessoa: é a própria pessoa, sendo em muitos
casos, traduzidas exatamente como “pessoas”. Veja Gên. 14:21, “
E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens
toma para ti”.
Números 5:6, “Dize
aos filhos de Israel: Quando homem ou mulher fizer algum de todos os
pecados humanos, transgredindo contra o SENHOR, tal alma culpada é”.
e Deut. 10:22, “Com
setenta almas teus pais desceram ao Egito; e agora o SENHOR teu Deus
te pôs como as estrelas dos céus em multidão”.
Por outro lado,
expressões tais como "minha alma", "vossa alma",
"sua alma", são geralmente expressões que equivalem
aos pronomes pessoais "eu", "me", "vós",
"ele". Em mais de cem ocorrências dentre as 755 que
acontecem no Antigo Testamento, “nephesh” é traduzida
como “vida”. Gên.9:4e5, “04
A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não
comereis. 05 Certamente
requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo
o animal o requererei; como também da mão do homem, e da mão do
irmão de cada um requererei a vida do homem”. I
Sam. 19:5; “Porque
expôs a sua vida, e feriu aos filisteus, e fez o SENHOR um grande
livramento a todo o Israel; tu mesmo o viste, e te alegraste; porque,
pois, pecarias contra o sangue inocente, matando a Davi, sem causa”?
Jó 2:4e6, “04
Então Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: Pele por pele, e tudo
quanto o homem tem dará pela sua vida.
05 Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e
verás se não blasfema contra ti na tua face! 06 E disse o SENHOR a
Satanás: Eis que ele está na tua mão; porém guarda a sua vida”.
Sal. 31:13, “Pois
ouvi a murmuração de muitos, temor havia ao redor; enquanto
juntamente consultavam contra mim, intentaram tirar-me a vida”.
O uso do termo grego
PSUCHE no Novo Testamento é similar àquele de “nephesh”
no Antigo Testamento. É utilizado tanto para a vida animal quanto
para a vida humana. Apocalipse 16:3, “E
o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue
como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente”.
Existem mais de quarenta passagens em que psuche foi traduzido por
“vida ou vidas”, veja Mateus 2:20, “Dizendo:
Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel;
porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino”.
6:25, “Por
isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que
haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso
corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o
mantimento, e o corpo mais do que o vestuário”?
16:25, “Porque
aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a
sua vida por amor de mim, achá-la-á”.
Em outra oportunidade
ela é traduzida por "pessoa", veja Atos 7:14, “E
José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela, que
era de setenta e cinco almas”.
27:31, “Disse
Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio,
não podereis salvar-vos”.
Romanos 13:1. “TODA
a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há
potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram
ordenadas por Deus”. E ainda em outros casos ela
equivale a um pronome pessoal, veja Mateus 12:18, “Eis
aqui o meu servo, que escolhi, O meu amado, em quem a minha alma se
compraz; Porei sobre ele o meu espírito, E anunciará aos gentios o
juízo”. I Cor. 12:15, “Se
o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por
isso do corpo”? Alguma vez se refere à
emoção, Marcos 14:34, “E
disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte;
ficai aqui, e vigiai”.
Lucas 2:35, “(E
uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se
manifestem os pensamentos de muitos corações”.
E à mente ao coração. E como pudemos notar em Apocalipse 16:3,
(citada acima) ela não é imortal, mas sujeita à morte e pode ser
destruída conforme podemos ler em Mateus 10:28, “E
não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei
antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o
corpo”.Entende-se
que inferno está se referindo a sepultura.
Portanto, meu irmão, a evidência bíblica indica que por vezes “nepshesh” ou “psuche” podem se referir a toda pessoa, enquanto noutra oportunidade o termo se restringe a aspectos particulares do homem, tais como afeições, emoções, apetites e sentimentos.
Tal forma de
utilização, contudo, de nenhuma maneira demonstra que o ser humano
é composto de duas partes distintas. O corpo e a alma existem em
conjunto; ambos formam uma união indivisível. A alma não possui
consciência separada do corpo. Não existe qualquer texto que
indique a possibilidade de, a alma sobreviver ao corpo, mantendo-se
como entidade consciente.
- - O SIGNIFICADO BÍBLICO DE ESPÍRITO
Ao passo que o termo
hebraico “nephesh”, traduzido como alma, denota
individualidade, e o termo hebraico “ruash”, do Antigo
Testamento, que aparece traduzido como espírito, refere-se à
energizaste centelha de vida que é essencial à existência de um
indivíduo. É um termo que representa a energia divina, ou princípio
vital que anima os seres humanos.
"Ruash”
ocorre 377 vezes no Antigo Testamento, e com maior frequência é
traduzido como "espírito", vento ou fôlego
Gên.8:1, “E
LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os seres viventes, e de todo o
gado que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a
terra, e aquietaram-se as águas”. É também um
termo utilizado para denotar vitalidade, (Juízes 15:19), “Então
Deus fendeu uma cavidade que estava na queixada; e saiu dela água, e
bebeu; e recobrou o seu espírito e reanimou-se; por isso chamou
aquele lugar: A fonte do que clama, que está em Lei até ao dia de
hoje”.
Coragem, (Josué 2:11), “O
que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há
ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR vosso
Deus é Deus em cima nos céus e em baixo na terra”.
No sentido de
respiração, o “ruash” do homem é idêntico ao “ruash”
dos animais. (Eclesiastes 3:19 e 20), “19
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede
aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre
o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre
os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
20 Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos
voltarão ao pó”. O “Ruash” do homem
abandona o corpo por Deus. (Eclesiastes 12:7; “E
o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o
deu”. Jó 34:14e15) “14
Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si
o seu espírito e o seu fôlego,
15 Toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó”.
“Ruash” é
frequentemente utilizado para identificar o Espírito de Deus, como
em Isaías 63:10e11, “10
Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo; por
isso se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles.
11 Todavia se lembrou dos dias da antiguidade, de Moisés, e do seu
povo, dizendo: Onde está agora o que os fez subir do mar com os
pastores do seu rebanho? Onde está o que pôs no meio deles o seu
Espírito Santo”? Jamais no Velho Testamento, no que
diz respeito ao homem, “ruash” denota uma entidade
inteligente, capaz da existência independente do corpo físico.
O equivalente em, o
Novo Testamento de “ruash é pneuma, espírito”,
proveniente de pneu, "soprar ou respirar". Tal como
ocorre em “ruash”, não há coisa alguma inerente à
palavra “pneuma” que possa denotar uma entidade capaz de
existência consciente separada do corpo, tampouco o uso que o Novo
Testamento faz da palavra, com respeito ao homem, de alguma forma
implica tal conceito. Em passagens tais como Romanos 8:15, “Porque
não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes
em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual
clamamos: Aba, Pai”.
I Cor. 4:21, “Que
quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de
mansidão”?
II Timóteo. 1:7, “Porque
Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor,
e de moderação”. E I João 4:6, “Nós
somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é
de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e
o espírito do erro”.
Pneuma denota
"humor, atitude ou estado de sentimentos". É também usada
em vários aspectos relacionados com a personalidade, como em Gál.
6:1, “IRMÃOS,
se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que
sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão;
olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado”.
Romanos 12:11 “Não
sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo
ao Senhor”;
Tal como ocorre com “ruash, pneuma” é devolvida ao Senhor
por ocasião da morte (Lucas 23:46, “E,
clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o
meu espírito. E, havendo dito isto, expirou”.
Atos 7:59, “E
apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus,
recebe o meu espírito”.
Tal como ocorre com “ruash, pneuma” também aparece
em conexão com o Espírito de Deus I Coríntios 2:11, “Porque,
qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem,
que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão
o Espírito de Deus”. E 14,
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de
Deus, porque lhe parece loucura; e não pode entendê-las, porque
elas se discernem espiritualmente”. Efésios 4:30,
“E
não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados
para o dia da redenção”.
Hebreus 2:4, “Testificando
também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e
dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade”?
I Pedro 1:12, “Aos
quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles
ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles
que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho;
para as quais coisas os anjos desejam bem atentar”.
E II Pedro 1:21, “Porque
a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os
homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.
UNIDADE DE CORPO,
ALMA E ESPÍRITO.
Qual é a relação
existente entre corpo, alma e espírito? Qual é a influência desse
relacionamento sobre a unidade do homem?
a) - União
dupla. Embora a Bíblia veja a natureza do homem como uma unidade,
ela não define precisamente o relacionamento entre corpo, alma e
espírito. Por vezes alma e espírito são usados como sinônimos.
Observe o paralelismo existente na expressão de regozijo de Maria,
logo após a anunciação: "A
minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em
Deus, meu Salvador". Lucas
1:46 e 47. Em certo momento o
homem é caracterizado por Jesus como corpo e alma, Mateus 10:28, “E
não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei
antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo,
e noutro momento Paulo o identifica como corpo e espírito. I Cor.
7:34, “Há
diferença entre a mulher casada e a virgem. “A solteira cuida das
coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito,”
porém, a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao
marido”.
No primeiro texto, alma se refere a mais elevada faculdade do homem,
presumivelmente a mente, através da qual ele se comunica com
Deus. No segundo texto, espírito se refere às mais nobres
faculdades. Em ambos os casos o corpo inclui os aspectos físicos e
emocionas da pessoa.
b) - União
tripla - Existe uma exceção à caracterização geral do homem como
sendo composto de uma união dupla. Paulo, que falou da união dupla
do corpo e espírito, também falou em termos de uma unidade tripla.
Ele declara: “E
o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito,
e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a
vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo”.
I Tess. 5:23. Essa passagem sintetiza o desejo de Paulo de que nenhum
dos aspectos da pessoa fosse excluído do processo de santificação.
Nessa passagem,
espírito pode ser compreendido com o mais elevado princípio de
inteligência e pensamentos, do qual o homem está revestido, e
através do qual Deus pode comunicar-Se por intermédio do Seu
Espírito. Veja Rom. 8:16, “O
mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de
Deus”. E
através da renovação da mente, por intermédio das atividades do
Espírito Santo, é que o indivíduo é transformado à semelhança
de Cristo. Veja Rom. 12:1 e 2, “01
ROGO-VOS, pois, irmãos,
pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto
racional. 02 E não sede
conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação
do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa,
agradável, e perfeita vontade de Deus”.
“Por alma”,
quando considerada separadamente do espírito, podemos entender a
porção da natureza humana que encontra sua expressão através de
instintos, emoções e desejos. Essa porção da natureza da pessoa
também pode ser santificada. Quando, através da operação do
Espírito Santo, a mente é trazida à conformidade com a mente de
Deus, e a razão santificada impõe-se à natureza inferior, os
impulsos, que de outra forma seriam contrários a Deus, tornam-se
sujeitos à sua vontade.
"O corpo",
que tanto pode ser controlado pela natureza superior, é a
constituição física - a carne, o sangue e os ossos. A sequencia
apresentado por Paulo primeiro o espírito, então a alma e
finalmente o corpo, não são mera coincidência quando o espírito é
santificado, a mente se encontra sob o controle divino. A mente
santificada, por sua vez, exercerá influência santificadora sobre a
alma, ou seja, os desejos, sentimentos e emoções.
A pessoa em cuja vida a
santificação está presente, não irá abusar do corpo, de modo que
a saúde física também florescerá. Portanto, o corpo se torna um
instrumento santificado, através do qual o cristão pode servir seu
Salvador. O apelo de Paulo no
tocante à santificação acha-se claramente embasado no conceito da
unidade da natureza humana e revela que a efetiva preparação para o
segundo advento de Cristo necessita do preparo de toda a pessoa -
espírito, alma e corpo.
C - União
indivisível e harmoniosa. - Torna-se claro que todo ser humano é
uma união indivisível. Corpo, alma e espírito, funcionam em íntima
cooperação, revelando um relacionamento intensamente harmonioso
entre as faculdades espirituais, mentais e físicas da pessoa.
Deficiências em uma área criariam embaraços nas outras duas. Um
espírito ou mente doente, impuro, terá efeitos deletérios sobre a
saúde física ou emocional da pessoa. Inverso também é verdade.
Uma constituição física enfraquecida, doente ou sofredora, em
geral afetará a saúde emocional ou espiritual da pessoa. O impacto
que as faculdades exercem umas sobre as outras, significa que todos
os indivíduos receberam de Deus a responsabilidade de manter essas
mesmas faculdades em suas melhores condições. Proceder assim
constitui parte vital no processo de restauração da imagem do
Criador sobre a criatura.
O HOMEM DEPOIS DA
MORTE
Mortalidade da alma tem
sido um assunto divergente entre a cristandade quase todas as
religiões defendem a imortalidade da alma, isto é: que o homem ao
morrer, sua alma vai para o céu, purgatório ou inferno. Essa crença
aumentou muito depois da associação do cristianismo com o
paganismo. Conforme já estudamos anteriormente, a morte ocorreu
depois da entrada do pecado no Jardim do Éden. Até então, Deus só
havia introduzido a natalidade: "multiplicai-vos
e enchei a terra". Gên 1:28. Quanto à morte,
Deus alertou o casal de que se pecassem, certamente deveriam morrer,
Gên. 2:16 e 17; “16
E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do
jardim comerás livremente,
17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás;
porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”,
mas, infelizmente conforme já dissemos: a humanidade prefere dar
ouvidos às mentiras de Satanás: “certamente
não morrerás”,
Gên 3:4.
Notem a clareza da
Bíblia, quando ela diz que para mostrar que o homem não era
imortal, mas possuía imortalidade condicional à sua obediência, a
primeira e imediata providência de Deus foi vedar-lhe o caminho da
árvore da vida. Por quê? Para que o homem não se tornasse um
pecador imortal. Gên. 3:22-24, “22
Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós,
sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome
também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, 23 O SENHOR
Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de
que fora tomado. 24 E havendo lançado fora o homem, pôs querubins
ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao
redor, para guardar o caminho da árvore da vida”.
Veja que prova
autêntica de que o homem não possui a imortalidade por si só, pois
se tivéssemos que viver eternamente com o pecado, que tristeza seria
para a raça humana! Onde está o grande amor de Deus? Colocando-nos
aqui neste mundo onde só há tristeza? Não, graças a Deus que não
é assim o homem é um ser mortal. Veja as seguintes passagens; Salmo
8:4, “Que
é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para
que o visites”? I Cor. 15:54, “E,
quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e
isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á
a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.
II Cor. 4:11, “E
assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor
de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa
carne mortal”.
E 5:4, “Porque também nós, os que
estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos
ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela
vida”. E I Tim. 1:17; “Ora,
ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja
honra e glória para todo o sempre. Amém”.
Só Deus é imortal,
suas criaturas evidentemente são mortais. Que fique bem claro que a
imortalidade que o homem possuía antes do pecado, era condicionada
ao fruto da árvore da vida e depois do pecado, ao transgredir a lei
de Deus, tornou-se mortal. E o que diz a Bíblia? "A alma
que pecar, essa morrerá." E cada um de nós é
responsável pelos próprios atos. Nenhum levará a iniquidade do
outro, nem pai levará a do filho, nem o filho levará a do pai, de
modo que cada um morrerá por sua própria iniquidade. Ezequiel 18:4
e 20. “04
Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim
também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. 20
A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do
pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo
ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”.
Você deve estar
perguntando: Se for assim, o que ocorrerá depois da morte? Para onde
vão os mortos? A Bíblia é enfática: “E o pó volta a terra como
o era, e o espírito (fôlego de vida) volta a Deus que o
deu”. E o homem simplesmente passa para o sono da morte e deixa de
existir. Infelizmente, muitos não aceitam esta verdade, mas os
escritores bíblicos creem, afirmando que no desenlace, não sai uma
entidade abstrata para que seja galardoada, recompensada ou não,
indo para o céu ou inferno. Dizem, sim, que vão para a sepultura.
Por exemplo: Jó 14:14 e 21; “14
Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias de meu
combate esperaria, até que viesse a minha mudança.
20 Tu para sempre
prevaleces contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto, e o despedes”.
19:25 e 26; “19
As águas gastam as pedras, as cheias afogam o pó da terra; e tu
fazes perecer a esperança do homem;
20 Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; mudas o seu
rosto, e o despedes”. Salmo 115:17; “Os
mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio”.
6:5; “Porque
na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará”?
Ecles. 9:6; “Também
o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm
parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do
sol”. E muitas outras passagens.
Se alguém ainda
continua em dúvida a respeito da mortalidade da alma, reflita um
pouco mais, quando Jesus afirmou que Lázaro, irmão de Maria e
Marta, que estava morto há quatro dias, estava dormindo. João
11:11, “Assim
falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou
despertá-lo do sono”. E depois afirmou
categoricamente: "Lázaro está
morto". (João 11:14). Jesus queria ensinar que a
morte é apenas um sono que é passado na sepultura, em completo
esquecimento. Notem ainda: Jesus não disse para Lázaro descer do
céu; que certamente sendo Lázaro um bom cristão, ao morrer,
deveria estar lá, baseado na crença da imortalidade. Mas Jesus
fitando a sepultura, disse: "Lázaro, vem para fora". João
11:43e44, “E, tendo dito isto, clamou
com grande voz: Lázaro, sai para fora. 44 E o defunto saiu, tendo as
mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço.
Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.
Não seria uma
incoerência absurda se Lázaro estivesse gozando as delícias
celestiais ao morrer, e Jesus trazê-lo de volta a esta terra de
pecado, ódio, guerra, maldade, tristeza, enfermidade, morte e de
escândalos políticos inaceitáveis? A Bíblia só apresenta
nomes de três pessoas que estão no Céu. E são eles: "Enoque,
Elias e Moisés”. Enoque e Elias, representando aqueles que
estarão vivos, e Moisés representando os mortos que hão de
ressuscitar por ocasião da volta de Jesus. Quando Jesus consumou Sua
obra na cruz, houve várias ressurreições, mas a Bíblia não diz o
nome de nenhum, e depois disso, não há nenhuma manifestação
divina que alguém tenha a ressuscitado depois da morte de Nosso
Salvador. Os apóstolos, bem como as mulheres e crianças que estavam
sempre aos pés de Jesus, que morreram depois dele, tenha certeza de
que ainda não estão no céu.
Portanto, prezados
amigos, a Bíblia ensina que o homem é mortal. Não tem uma alma
dentro de si; ele é uma alma vivente, nada mais. Quando morre, vai
para a sepultura e o fôlego de vida volta para Deus, e tudo jaz em
completo esquecimento. Se ao morrermos perecem todos os nossos
pensamentos, claro está que não há consciência após a morte. E
se isso é verdade, os mortos não podem participar das coisas dos
vivos eles não podem vigiar tudo aquilo que se passa neste mundo.
(Eclesiastes 9:6). (Já descrito acima), Assim sendo, quem são os
espíritos que aparecem nos centros espíritas? Podemos responder sem
sombra de dúvida, que esses espíritos são “Anjos Malignos”
que tomam a forma do morto e aparecem aos vivos, no intuito de
enganá-los. Tenham certeza disso, pois certamente, essa não é
doutrina de Deus.
Quanto à reencarnação,
dizemos o seguinte: “Os espíritas dizem que a alma reencarna no
recém-nascido, e esse ciclo já perdura por muitos milhares de
anos”. O objetivo é alcançar a perfeição. Nós perguntamos
certa vez a um espírita: Você acha que este mundo existe há mais
de cento e cinqüenta milhões de anos? Ele respondeu que sim, e
talvez mais que isso. Tornamos a perguntar: então me apresente um
ser humano apenas, que tenha alcançado essa tão almejada perfeição!
Ele apenas sorriu, e deu o assunto por encerrado.
Prezado amigo e irmão.
Não é mais fácil aceitar as explicações bíblicas de que o nosso
mundo tem apenas pouco mais de seis mil anos, e que dentro em pouco
tempo, Jesus implantará um novo reino, reformará esta terra, e dará
o galardão da vida eterna àqueles que o quiserem? E que para isso
basta você aceitar a Jesus como Seu Salvador pessoal, crendo que
Jesus morreu em seu lugar? E que você tem apenas que crer e se
arrepender de seus pecados pedirem perdão a Deus, abandoná-los e
descansar?
Os ensinos divinos são
claros para aqueles que aceitam os mandamentos de Deus e os guardam,
mas não para aqueles que não aceitam, procurando deturpá-los,
adapta-los a seu bel-prazer. E infelizmente, são muitos os que
aceitam e praticam os mandamentos de homens, inspirados pelo grande
inimigo de Deus, mas eles terão como recompensa a morte eterna,
enquanto que os justos terão a recompensa por aceitarem a morte de
Cristo em lugar da sua. Leiam Malaquias 4:1-6, “01
PORQUE eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os
soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o
dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de
sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.
02 Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da
justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como
bezerros da estrebaria. 03
E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de
vossos pés, naquele dia que estou preparando, diz o SENHOR dos
Exércitos. 04 Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe
mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.
“05 Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o
grande e terrível dia do SENHOR; 06 E ele converterá o coração
dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que
eu não venha, e fira a terra com maldição”.
Mateus 6:33, “Mas,
buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas
coisas vos serão acrescentadas”.
Efésios 4:13 e 14 e, finalmente, Apocalipse 22:12 e 13. “12
E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a
cada um segundo a sua obra.13
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o
derradeiro”.
A Bíblia na Linguagem
de Hoje, (B.L.H.), que traduziu corretamente: I Pedro 1:9, “Vocês...
estão recebendo o resultado da fé que possuem, isto é, a salvação
das almas”. “Recebendo
pela fé a graça de Jesus, desfrutamos as bênçãos da salvação
no termo atual, pois fomos regenerados para uma viva esperança”
(I Pedro 1:3). Jesus falou sobre o reino que existe agora.
“O Reino de Deus já chegou a vocês”.
(Mateus 12:28), “O Reino de Deus está
dentro de vocês”. (Lucas 17:21), “Cristo
reina no coração dos súditos do reino da graça pela presença do
Espírito Santo”.
(Efésios 3:16 e 17). “Para
eles já começaram as bênçãos da vida eterna” João 3:36: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". E I João 5:11-13: "11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. 12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. 13 Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus".
O supremo objetivo de
nossa fé é o eterno Reino da Glória, em que recebemos a "herança
incorruptível, sem mácula, imarcescível" (I
Pedro 1:4). Jesus disse: "O Meu
reino não é deste mundo."
(João 18:36). Que paradoxo agradável: O reino de Cristo
está em nosso coração, mas ainda é futuro! Desfrutamos agora as
alegrias da salvação, mas aguardamos ansiosamente o toque final da
salvação: "a redenção do nosso
corpo". Rmanos 8:23-25: "23 E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. 24 Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? 25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos".
Que Deus o abençoe.
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Testemunho do Dr. Mauricio Braga:
Tocando o Intocávelhttp://www.youtube.com/watch?v=LxTV4vTic3k&list=PL04895199C091E482
http://www.youtube.com/watch?v=H36misGNBFU&list=PL04895199C091E482
http://www.youtube.com/watch?v=Aqy1Iz_9UYQ&list=PL04895199C091E482http://www.youtube.com/watch?v=ZXvDlUbVx7g&list=PL04895199C091E482
http://www.youtube.com/watch?v=fJB_4DGuLnI&list=PL04895199C091E482
http://www.youtube.com/watch?v=MfM0-QWSlFI&list=PL04895199C091E482
BIBLIOGRAFIA
- A Bíblia Sagrada -
Tradução de João F. de Almeida
- Assim diz o Senhor -
Lourenço Gonzales.
- História da Redenção
- Ellen G. White
- Lição da Escola
Sabatina Julho de 1992
- Nisto Cremos - Casa
Publicadora Brasileira
Estudos de Passagens Com Problemas de Interpretação - Pedro Apolinário
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Estudos de Passagens Com Problemas de Interpretação - Pedro Apolinário
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Prof. Edmur Hawthorne
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