Ministério
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 17/30
REAVIVAMENTO E REFORMA.
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 17/30
REAVIVAMENTO E REFORMA.
Ao iniciarmos este edifício Espiritual, dissemos na introdução “O Alicerce” que iríamos conhecer os livros de Daniel e Apocalipse, já estamos na 17ª Palestra, para falarmos sobre este assunto, nada melhor que iniciarmos lendo Apocalipse, 3:14-20, “14 E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: 15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! 16 Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. 17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; 18 Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. 19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. 20 Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. O reavivamento, expresso nas palavras do Apocalipse, indica o amoroso cuidado do nosso Salvador por Seus filhos. Seu convite final nos impressiona pela delicadeza e interesse de que a escolha seja feita de forma consciente, já que reavivamento é algo que vem de dentro para fora. Por isso a expressão “Eis que estou à porta e bato... e se alguém ouvir e abrir entrarei...”, significa que lá dentro do coração, da mente, da vida, ocorrerá a comunhão com Jesus e o milagre da renovação espiritual que Ele tanto deseja efetuar.
Quando olhamos para
o livro do Apocalipse e nos deparamos com a lista das sete igrejas
com sua descrição espiritual e as mensagens dadas por Deus para
elas, nos detemos sempre na última igreja, porque sua condição
espiritual nos chama a atenção principalmente por causa das
advertências divinas para seu comportamento autoconfiante, mas que
na verdade tem necessidades espirituais grandiosas que só Deus
conseguiria resolver. Laodicéia se tornou com o passar do tempo, um
simbolismo do que pode acontecer com o povo de Deus que necessitará
do fogo do Espírito Santo para aquecê-los e tirá-los da mornidão.
A mensagem ao povo de Laodicéia aplica-se a todos os que tiveram grande luz e muitas oportunidades e, contudo, não as valorizaram. No entanto, apesar de tudo que sabemos sobre Laodicéia é bom que se diga que a mensagem divina para ela é uma mensagem de esperança. Uma mensagem de condução Àquele que justifica e salva: Jesus. Com Ele a direção da fé será restaurada e a vida cristã terá o sabor do reavivamento que Deus deseja despertar em seu povo. Com Ele dificilmente ficará apático, indiferente e andando em círculos, pois é o caminho, a verdade e a vida.
A mensagem ao povo de Laodicéia aplica-se a todos os que tiveram grande luz e muitas oportunidades e, contudo, não as valorizaram. No entanto, apesar de tudo que sabemos sobre Laodicéia é bom que se diga que a mensagem divina para ela é uma mensagem de esperança. Uma mensagem de condução Àquele que justifica e salva: Jesus. Com Ele a direção da fé será restaurada e a vida cristã terá o sabor do reavivamento que Deus deseja despertar em seu povo. Com Ele dificilmente ficará apático, indiferente e andando em círculos, pois é o caminho, a verdade e a vida.
Nas desoladas
paisagens do Ártico, onde Terra e Céu parecem confundir-se num só,
o viajante precisa reconhecer as marcas, tais como regatos e valados.
Geralmente precisa cavar fundo para ver se está sobre a terra ou
gelo do mar. Se ele se descontrolar, perder-se-á ou chegará ao
mesmo ponto de partida. A vida pessoal e até a vida cristã para
muitos é meramente um “andar em círculos”. Porém, para
qualquer um de nós, Jesus torna-Se o caminho, quando Lhe concedemos
o lugar certo no coração. Ele conhece a direção que o Céu está
e nos guiará, guiará Seu povo para lá com a motivação do
Espírito Santo. Amém. Quando enviamos uma mensagem para alguém,
geralmente nos identificamos de acordo como desejamos ser vistos.
A identificação pode ser amigável, autoritária, informal, carinhosa, amorosa ou indiferente. Quem lê a mensagem percebe de imediato como o emitente quer ser visto dependendo do titulo que adicionar ao nome. Por exemplo: “Seu amigo...” ou ainda “Doutor Fulano” ou “Seu pai”, “Sua mãe”, etc... Jesus ao Se dirigir à Laodicéia utilizou alguns títulos com significados importantes para a condição do seu povo.
Por
que Jesus usou os títulos “o Amém”, “a Testemunha fiel e
verdadeira” e “o princípio da criação de Deus”? Apocalipse,
3:14e15;
(Acima citado), 2Coríntios,
1:20: “Porque
todas quantas promessas há de Deus, são Nele sim, e por ele o Amém,
para glória de Deus por nós”.
Colossenses,
1:13-17,
“13
O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o
reino do Filho do seu amor;
14 Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão
dos pecados; 15 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito
de toda a criação; 16 Porque nele foram criadas todas as coisas que
há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos,
sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi
criado por ele e para ele. 17 E ele é antes de todas as coisas, e
todas as coisas subsistem por ele”. Jesus
é o “Amém”, porque finaliza todas as coisas, confirmando Suas
promessas. É a Testemunha Fiel porque é o único que nos defende
com propriedade porque Se tornou um de nós e nos conhece totalmente.
É o Princípio porque é o Criador, o que gerou todas as coisas e
por Ele e Nele somos valorizados como filhos.
Jesus
Se mostrou a Laodicéia como Aquele que tem toda a autoridade para
fazer reviver uma pessoa sem vida. Ele como Criador como testemunha
e, como cumpridor de Suas promessas deseja dar à pessoa uma nova
vida espiritual, através do reavivamento.
2Coríntios
5:17,
“Assim
que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas
já passaram; eis que tudo se fez novo”. E Gálatas,
6:14e15,
“14
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso
Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e
eu para o mundo.
15 Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão
tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura”.
O que estes textos significam para você? Só Jesus pode nos recriar espiritualmente, fazendo com que a criação destruída pelo pecado, seja transformando e renovada pela Sua presença. Se estivermos Nele, o passado de pecado não existirá diante de uma vida vitoriosa em Cristo. A mudança mais importante em nossa vida é operada pelo poder da cruz de Cristo. Nada neste mundo tem o poder de transformar a natureza humana, a não ser o poder de Cristo através do Espírito Santo. Deus muda um coração de fera em um cordeiro, muda um “lixo social”, como o mundo rotula os fracassados, em pessoas de bem, em homens e mulheres restaurados para viver glorificando a Deus e testemunhando do Seu milagre.
Um pregador falava
em praça pública a um grande número de ouvintes, falando da
transformação que Cristo faz na vida das pessoas. Como muitas vezes
acontece, um escarnecedor interrompeu-o dizendo: “Pastor,
o seu Cristo pode fazer tanta coisa como você está dizendo; mas não
pode mudar a roupa deste mendigo que está ao seu lado”.
O pregador, sem se perturbar respondeu: “Realmente!
Nisto o senhor tem razão. Cristo não vai mudar a roupa deste
mendigo ao meu lado, mas Cristo pode mudar o mendigo que está dentro
dessa roupa, tornando-o uma nova criatura, pois eu mesmo já fui um
alcoólatra e um mendigo e Deus não transformou minhas roupas, mas
me transformou dentro das roupas sujas que eu vestia”.
As pessoas também podem ser transformadas e novas criaturas.
Por
que Jesus repreendeu de modo severo as pessoas de Laodicéia? O que
significa ser morno? Que outras palavras Jesus poderia ter usado em
lugar de “morno”? Apocalipse,
3:15e16,
“15
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras
frio ou quente!
16 Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei
da minha boca”.
Jesus
repreendeu Laodicéia de forma severa, mas com amor e com a intenção
de despertar os seus membros para um reavivamento espiritual. Ao
dizer: “És
morno”,
falava da necessidade de buscar resolver problemas espirituais
representados: indiferença, indecisão, orgulho e hipocrisia.
Laodicéia tinha um abastecimento de água que vinha canalizada de uma
fonte por quase oito quilômetros, até chegar à cidade. Quando a
água chegava para ser utilizada, já estava morna por causa do
efeito do sol no trajeto. Jesus parafraseou esta situação,
comparando a temperatura espiritual desta igreja a uma água morna
que ninguém apreciava beber e utilizou a comparação para
repreender as pessoas dizendo: “Vomitar-te-ei
da minha boca”
(Apoc. 3:16).
Qual
é o propósito da repreensão divina? Hebreus,
12:7-11;
“07
Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que
filho há a quem o pai não corrija?
08 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos
participantes, sois então bastardos, e não filhos. 09 Além do que,
tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os
reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos,
para vivermos? 10 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo,
nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito,
para sermos participantes da sua santidade. 11 E, na verdade, toda a
correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza,
mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por
ela”. Jó 5:17-20;
“17
Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus repreende; não
desprezes, pois, a correção do Todo-Poderoso.
18 Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas
mãos curam. 19 Em seis angústias te livrará; e na sétima o mal
não te tocará. 20 Na fome te livrará da morte; e na guerra, da
violência da espada”. Salmos,
94:12;
“Bem-aventurado
é o homem a quem tu castigas, ó SENHOR, e a quem ensinas a tua
lei”; Provérbios,
29:15e17,
“15
A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si
mesma, envergonha a sua mãe.
17 Castiga o teu filho, e te dará descanso; e dará delícias à tua
alma”.
O objetivo da
repreensão é mostrar que Deus nos ama e quer nossa felicidade,
justificação e santificação. Deus quer nos tornar sábios e
obedientes. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador, principalmente se
esse pecador já esteve em Sua presença perdoado, abençoado, aceito
como filho. O esforço para salvar pode exigir do Céu muito mais do
que imaginamos, porque Deus não admite perder um filho Seu. “O
Senhor reprova e corrige o povo que professa guardar Sua lei...
porque deles deseja separar todo pecado e impiedade, a fim de que
aperfeiçoem a santidade em Seu temor, para serem trasladados para o
Céu”
(Meditações Matinais, 1977, p. 51).
O
que Jesus quis dizer quando falou de “ouro refinado pelo fogo”,
“vestiduras brancas”, e “colírio”? Apocalipse,
3:18e19;
“18
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te
enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a
vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para
que vejas.
19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e
arrepende-te”.
1Pedro,
1:7;
“Para
que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que
perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória,
na revelação de Jesus Cristo”; Zacarias,
3:1-5;
“01
E ELE mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do
anjo do SENHOR, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe
opor.
02 Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreenda, ó Satanás,
sim, o SENHOR, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um
tição tirado do fogo? 03 Josué, vestido de vestes sujas, estava
diante do anjo. 04 Então respondeu, aos que estavam diante dele,
dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a Josué disse: Eis que
tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de
vestes finas. 05 E disse eu: Ponham lhe uma mitra limpa sobre a sua
cabeça. E puseram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e vestiram-no
das roupas; e o anjo do SENHOR estava em pé”. Apocalipse,
19:7-9;
“07
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas
são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. 08 E
foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente;
porque o linho fino são as justiças dos santos. 09
E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à
ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras
palavras de Deus”. Efésios,
4:30,
“E
não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados
para o dia da redenção”.
O ouro refinado,
provado pelo fogo representa a fé real que atua por amor a Jesus.
Vestes brancas representam a justiça obtida pelo perdão e
purificação concedidos por Cristo, que nos leva a praticar atos de
justiça. O colírio representa o Espírito Santo, que nos convence
da nossa necessidade e produz arrependimento em nosso coração. O
reavivamento pode até parecer algo corporativo, mas a realidade da
mensagem a Laodicéia mostra Jesus indo de coração a coração
buscando entrada e solicitando um momento a sós com cada crente. Na
verdade as ofertas de Jesus são de aceitação pessoal tais como:
uma veste branca (Sua justiça oferecida ao que crê); um pouco de
colírio nos olhos (visão espiritual perfeita através da
experiência pessoal com o Espírito Santo); e uma cota pessoal de
ouro (fé e amor genuínos) que valoriza a vida espiritual daquele
que o possui. O
reavivamento tem um segredo particular para acontecer e ser mantido,
que é o poder da oração. A oração produz o poder da intervenção
divina na direção das pessoas.
A ascensão de Jesus
ao céu foi coroada com um acontecimento de sucesso sobrenatural
ocorrido com Seus discípulos e descrita no livro de Atos e que nos
inspira a desejarmos os mesmos resultados em nossa vida cristã
nestes dias. A conversão descrita em Atos 2:41, “De
sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele
dia agregaram-se quase três mil almas”
e depois o sucesso se repetiu como mostra Atos 4:4 “Muitos,
porém, dos que ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos
homens a quase cinco mil”.
Tudo isto e muitos outros resultados descritos no livro nos levam a
um desejo santificado de termos e vivermos a mesma experiência do
passado com um motivo santificado (O poder do Espírito Santo) e um
objetivo abençoado, ou seja: preparar um povo para a segunda vinda
de Jesus. Precisamos apenas descobrir o segredo maior que levou os
discípulos a demonstrar que o reavivamento é possível entre nós
hoje.
O
segredo foi à comunhão em oração e o recebimento do poder do
Espírito Santo que os levou ao testemunho e pregação da Palavra,
perseverando em união da doutrina dos apóstolos, que era o amor e a
fé ensinados por Jesus.
No reino de Deus
nada acontece por acaso, pois Deus sempre nos dá um objetivo e um
motivo para as conquistas que fazemos em Seu nome. A igreja primitiva
partiu de um ponto de aparente fracasso (morte de Jesus) para as
grandes conquistas espirituais no Pentecostes e conversão de
milhares, através do motivo principal, ficarem unidos em oração
para a conquista do objetivo maior, ser revestido de poder. Depois, o
restante foi consequência dessas duas ocorrências na vida dos
discípulos. Hoje também se quisermos ver os mesmos resultados em
nossos dias, temos que nos preparar e agir por esses dois pontos:
ficarmos unidos em oração e clamarmos pelo poder do Espírito
Santo. “Só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração.
Enquanto o povo se acha tão destituído do Espírito Santo de Deus.
Não pode apiedar a pregação da Palavra...” (Mensagens
Escolhidas, vol. 1, p. 121).
O grande pregador
Billy Graham disse o seguinte: “Orar é dialogar face a face com
Deus. Milhares de pessoas só oram quando estão em tensão ou
perigo, dominadas pela incerteza. Já estive em aviões em que o
motor parou, e os passageiros começaram a orar em agonia de alma.
Conversei com soldados que me disseram que nunca oraram, senão
enquanto estiveram sob o fogo cerrado na batalha. Parece que é
instintivo no homem orar nas horas de problema. Um cristianismo que
não atinge a nossa vida comum e não cria o desejo, o hábito da
oração jamais mudará o mundo. Desenvolva o poder da oração. Um
homem tem mais poder quando está em oração, do que quando está
atrás de um poderoso canhão. Uma nação tem mais poder quando se
une em oração sincera a Deus, do que quando seus recursos se
reduzem a armas de guerras. As respostas a todos os nossos problemas
podem ser obtidas do contato com o Deus Todo-poderoso, principalmente
os espirituais como o avivamento da nossa fé e a confiança em seu
poder”.
Que tal tirarmos tempo para a oração? Uma vida de oração não se consegue de um momento para outro, mas é o resultado da comunhão diária com Deus e com o Espírito Santo. Era assim que Jesus obtinha poder para realizar as curas, expulsar demônios, ressuscitarem mortos e muitos outros milagres. Jesus levantava de madrugada para orar. Orava sempre em um lugar tranquilo Orava com frequência e buscava solução para tudo em oração. Jesus sentia necessidade de estar em oração, porque sabia que o terreno onde estava desenvolvendo o seu trabalho, era o campo minado do inimigo e ele não podia vacilar e deixar brecha para ser derrotado, por isso se prevenia em oração e se motivava com o poder de Deus em sua vida. Mesmo com todo o poder dos anjos à sua disposição e com o poder que possuía em si mesmo, ele ainda buscava a direção divina e o alimento para a alma em oração. Quanto isto nos ensina para os dias de hoje, pois somos derrotados de minuto em minuto, porque não temos poder nenhum em nós e não desenvolvemos nenhuma ligação com o céu, em função da falta de oração individual. Se não orarmos não teremos poder.
Que tal tirarmos tempo para a oração? Uma vida de oração não se consegue de um momento para outro, mas é o resultado da comunhão diária com Deus e com o Espírito Santo. Era assim que Jesus obtinha poder para realizar as curas, expulsar demônios, ressuscitarem mortos e muitos outros milagres. Jesus levantava de madrugada para orar. Orava sempre em um lugar tranquilo Orava com frequência e buscava solução para tudo em oração. Jesus sentia necessidade de estar em oração, porque sabia que o terreno onde estava desenvolvendo o seu trabalho, era o campo minado do inimigo e ele não podia vacilar e deixar brecha para ser derrotado, por isso se prevenia em oração e se motivava com o poder de Deus em sua vida. Mesmo com todo o poder dos anjos à sua disposição e com o poder que possuía em si mesmo, ele ainda buscava a direção divina e o alimento para a alma em oração. Quanto isto nos ensina para os dias de hoje, pois somos derrotados de minuto em minuto, porque não temos poder nenhum em nós e não desenvolvemos nenhuma ligação com o céu, em função da falta de oração individual. Se não orarmos não teremos poder.
“Nós também
temos de ter um tempo para a meditação e oração, e para receber
conforto espiritual. Não apreciamos como devíamos o poder e
eficácia da oração. A oração e a fé farão o que nenhum poder
da Terra conseguirá realizar” (Ciência do Bom Viver, p. 509).
Jesus
orava sempre por três momentos que representavam duras lutas, tal
como a unidade
dos discípulos,
ou ainda a conversão
de Pedro,
assediado pelo diabo e também por Seu
sacrifício na cruz,
para que pudesse suportá-lo ao cumprir a vontade divina.
Caiam de joelhos:
Há alguns anos, uma caravana de turistas ia subindo as encostas
geladas das montanhas do Oeste dos Estados Unidos. De repente,
vira-se em perigo, em virtude de um violento pé-de-vento que varria
o costado da montanha. O guia imediatamente gritou-lhes:
“Ajoelhai-vos. Só haverá salvação para os que se ajoelharem”.
Era a voz da experiência, pois ele estava habituado a cruzar aqueles
caminhos das montanhas íngremes e geladas, durante muitos anos, e
sabia qual era o único meio de se salvarem. Assim é a vida.
Tempestades nos colhem, às vezes inesperadamente, e nos ameaçam de
um desastre espiritual e a única forma de escapar é caindo de
joelhos como Jesus fazia, pois somente assim receberemos o Espírito
Santo, que, nos tornará reavivados como Jesus era.
Certo pai estava
lendo no seu gabinete, acompanhado de seu filho pequeno, que brincava
no assoalho com blocos de madeira. De repente, o “menino disse:
Papai, eu quero água”, e continuou brincando com os blocos, da
mesma forma que o pai continuou lendo. Dai a pouco, o pequeno disse
outra vez: “Papai, eu quero água.” Mas continuou entretido com
seus blocos e o pai, com a leitura. Finalmente, o menino levantou-se,
tocou o joelho de seu pai e pediu: “Papai, eu quero mesmo um copo
d'água”. O menino chegara ao ponto de expressar o seu desejo com
as mãos e, naturalmente, ganhou o que queria. Se em nossos pedidos
ao Pai celeste, tivermos uma atitude displicente, por que haverá Ele
de nos responder? Tantas vezes estamos tão entretidos em nossos
prazeres, nosso negócios e em coisas de somenos importância, que
nossos pedidos são fracos. Mas, quando estamos em tal necessidade
que não propomos outros interesses e buscamos a Deus com afinco e
transformamos em ação nossa prece, Deus sabe que estamos preparados
para a resposta.
Alguém pode
perguntar: Por que tenho que orar a Deus, se Ele conhece tudo a meu
respeito? A resposta é que Deus deseja saber e ver se realmente
temos necessidade do que pedimos e se cremos que Ele nos dará
graciosamente o que foi solicitado através da fé.
Conta-se a
história de um homem que fazia sua primeira grande viagem de navio.
Os passageiros logo notaram que ele não aparecia às refeições, ao
passo que alguns o viram, diversas vezes comendo bolachas. Só no
último dia é que o viajante soube que, ao comprar o bilhete de
viagem, tinha direito a todas as refeições. Ele estivera comendo
bolachas para economizar, quando, o tempo todo, poderia ter usufruído
das suculentas refeições, juntamente com os outros passageiros. Era
necessário apenas pedir o alimento. Ele deixou de comer porque
deixou de pedir. Muitos cristãos são como esse homem a bordo do
navio. O apóstolo Tiago diz: “Não
tendes, porque não pedis”,
e de outras vezes não recebemos porque “pedimos
mal”
(Tiago 4.2,3).
O que é o
reavivamento? O reavivamento não é um sentimento indefinido, um
estado de êxtase religioso que a pessoa fica, mas é acima de tudo,
vida transformada. O reavivamento não mostra sentimentos como
resultado deste acontecimento, mas mostra obediência e vida
santificada acima de qualquer coisa. Foi isto que o escritor do livro
de Atos mostrou ao relatar os acontecimentos antes, durante e depois
do Pentecostes.
Analise
as reações de Pedro antes da cruz, depois da ressurreição e
depois do Pentecostes. Que diferença a cruz, a ressurreição e o
Pentecostes fizeram nas atitudes de Pedro?
Mateus,
26:69-75,
“69
Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele
uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o Galileu.
70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71
E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali
estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. 72 E ele negou
outra vez com juramento: Não conheço tal homem. 73 E, daí a pouco,
aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente
também tu és deles, pois a tua fala te denuncia. 74 Então começou
ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E
imediatamente o galo cantou. 75 E lembrou-se Pedro das palavras de
Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me
negarás. E, saindo dali, chorou amargamente”. Reação
de Pedro antes da cruz; João,
21:15-19,
“15
E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho
de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu
sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.
16 Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?
Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as
minhas ovelhas. 17 Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas,
amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez:
Amas-me? E disse-lhe: SENHOR, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo.
Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. 18 Na verdade, na
verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e
andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as
tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não
queiras. 19 E disse isto, significando com que morte havia ele de
glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me”.
Reação
de Pedro depois da ressurreição; Atos,
5:28-32,
“28
Dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis
nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e
quereis lançar sobre nós o sangue desse homem.
29 Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa
obedecer a Deus do que aos homens. 30 O Deus de nossos pais
ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro.
31 Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a
Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. 32 E nós somos
testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo,
que Deus deu àqueles que lhe obedecem”.
Reação
de Pedro depois do Pentecostes.
Antes
da cruz, Pedro teve medo e negou a Jesus. Depois da ressurreição
mostrou seu arrependimento por ter negado a Jesus e prometeu amá-Lo
e obedecê-Lo com dedicação. Depois do Pentecostes teve coragem de
enfrentar o Sinédrio e, sem medo, não parou de pregar sobre Jesus
Cristo como Salvador. Foi o poder do Espírito Santo que transformou
um Pedro medroso e rude em uma pessoa ousada, obediente, destemida e
pronta para morrer por Jesus, se assim fosse necessário. Esse mesmo
milagre pode ocorrer conosco hoje se nos entregarmos com fé e
obediência nas mãos do Espírito Santo. Portanto, reavivamento se
resume em vida transformada e obediente, resultando em conversões
para a glória de Deus. Então, oremos suplicando a Deus, coragem
para essa entrega e transformação em nossa vida. “É
mediante a verdade, pelo poder do Espírito Santo, que devemos ser
santificados - E para que esta mudança possa ocorrer em nós,
importa que haja uma plena entrega da vida a seu poder transformador”
(Meditações Matinais, 1962, p. 210).
Podemos encerrar este andar deste “Edifício Espiritual” com uma certeza, a nós revelados pelo Espírito Santo: a obediência guiada pelo Espírito é o fruto do reavivamento e esse exercício bendito transformará a nossa vida em um testemunho abençoado da presença divina em nós. Como vimos, a obediência tem um alto preço e todos os que a sustentarem pelo poder do Espírito do Senhor poderão sofrer perseguições e incompreensão de todos os lados, como vimos no relato sobre Pedro e outros personagens bíblicos que lutaram para manter-se fiel ao Senhor inflamados pelo reavivamento e testemunhando para atender o serviço do Senhor.
Podemos encerrar este andar deste “Edifício Espiritual” com uma certeza, a nós revelados pelo Espírito Santo: a obediência guiada pelo Espírito é o fruto do reavivamento e esse exercício bendito transformará a nossa vida em um testemunho abençoado da presença divina em nós. Como vimos, a obediência tem um alto preço e todos os que a sustentarem pelo poder do Espírito do Senhor poderão sofrer perseguições e incompreensão de todos os lados, como vimos no relato sobre Pedro e outros personagens bíblicos que lutaram para manter-se fiel ao Senhor inflamados pelo reavivamento e testemunhando para atender o serviço do Senhor.
“Devemos
entregar-nos a Cristo, para viver uma vida de obediência voluntária
a todos os Seus reclamos. Tudo que somos, todos os talentos e
habilidades que possuímos, são do Senhor para serem consagrados a
Seu serviço”
(Meditações Matinais, 1977, p. 70).
Um ajudante de
sapateiro trabalhava para um patrão muito paciente e reavivado pelo
Senhor; não fosse isto, ele teria sido despedido por incapacidade.
Cada manhã o empregado iniciava o trabalho com blasfêmias,
praguejando e maldizendo a sorte de ter que trabalhar para ganhar o
pão, em um trabalho tão pesado. Jogavam, em todas as direções
contra as paredes, os sapatos que ia fazendo. Um dia, pelo testemunho
do patrão paciente, aceitou a Cristo, e sua mente e coração
começaram a refletir a mente daquele que foi também operário e que
abençoou com sua dignidade o ofício de carpinteiro. O ajudante de
sapateiro começou a descobrir novos interesses em seu trabalho
diurno. Agora, o trabalho era uma alegria e uma bênção e de seus
lábios ouvia-se o louvor de hinos cantados por ele. Quando chegava o
sábado, ele descansava com alegria, tomando em consideração o
mandamento do Senhor. Sua aparência e sua atividade eram agora
diferentes. Ao invés de praguejar, despendia seu tempo em meditação
e louvor a Deus, nosso Pai.
Os estudos das
Palestras também nos mostraram como Deus nos surpreende com bênçãos
ocultas que ele nos dá, conhecendo nossas necessidades mais íntimas.
Foi assim com o apóstolo Paulo que projetou uma coisa para ir a
Damasco, mas o Senhor o surpreendeu com algo muito melhor,
transformando sua vida de perseguidor a um mensageiro da esperança
aos gentios. Hoje nossas escolhas de vida poderá nos levar a tomar
algumas decisões, porém nunca devemos nos esquecer de que se
estivermos entregues nas mãos divinas, surpresas e bênçãos
maravilhosas irão acontecer por conta da direção do Espírito
Santo trabalhando em nós.
É
possível compreendermos como a vida cheia do Espírito é abundante,
ao pensarmos na Sua obra. Ele transforma o caráter, inspira o
verdadeiro filho de Deus, ajuda os que buscam Cristo a encontrá-Lo,
comunica uma mente sã, vivifica todas as faculdades, dignifica e
enobrece, faz lembrar a verdade, ajuda os discípulos na luta contra
as forças satânicas, defende toda alma contrita, revela as coisas
profundas de Deus, revela Cristo em Seus seguidores, coopera na
proclamação da Palavra, habilita os homens para os deveres da
igreja e lhes outorga dons prometidos na comissão evangélica, além
de desenvolver em todos quantos o recebem as maravilhosas graças,
conhecidas como os frutos do Espírito. Nossa tarefa espiritual:
orarmos pedindo com súplicas a Deus, que o Espírito Santo nos
transforme para que nossa vida seja preparada para o reavivamento.
Por tudo que temos estudado até então, tem surgido uma pergunta muito eficaz que é a seguinte: O que é reavivamento e o que é reforma? É tudo a mesma coisa, ou não? “Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito” (Serviço Cristão, pág. 42).
Por tudo que temos estudado até então, tem surgido uma pergunta muito eficaz que é a seguinte: O que é reavivamento e o que é reforma? É tudo a mesma coisa, ou não? “Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito” (Serviço Cristão, pág. 42).
Amém.
Deus o abençoe
BIBLIOGRAFIA
A Bíblia
Sagrada (João Ferreira de Almeida).
EGW. Serviço Cristão, pág. 42
Meditações Matinais, 1977, p. 70
Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121
Liçôes 3º Trimestre 2013
EGW. Serviço Cristão, pág. 42
Meditações Matinais, 1977, p. 70
Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121
Liçôes 3º Trimestre 2013
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Profº. Edmur Hawthorne
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