Ministério
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 16/30
OS REMANESCENTES E SUA MISSÃO
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 16/30
OS REMANESCENTES E SUA MISSÃO
Antes que
ocorra qualquer acontecimento importante na terra, Deus envia sempre
uma mensagem que anuncia aos habitantes o que vai suceder e como
devem preparar-se para o acontecimento. A mensagem de Noé foi: Vem
um dilúvio. Isso era verdade para sua geração. A mensagem de Ló
foi: e Deus destruirá essa cidade com fogo. E isso também era
verdade. A mensagem de João Batista foi: eis o Cordeiro de Deus. E
Cristo iniciou seu ministério. Nossa mensagem para hoje é: Cristo
voltará. Esta é a mensagem mais importante confiada ao homem
para estes dia. "E este evangelho do
reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes,
e então virá o fim". (Mateus 24:14).
A VINDA
DE CRISTO
Cristo
vem! Que pensamento comovedor! Sua vinda tem sido a esperança dos
homens de todas as épocas, o canto dos poetas, a visão dos
profetas! Esta mensagem traz esperança ao desanimado, gozo ao
triste, saúde ao enfermo e vida eterna ao fiel.
Vamos ler
algumas passagens onde a Bíblia nos mostra a veracidade da breve
volta de Jesus. Em João 14: 2 e 3, “02
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo
teria dito. Vou preparar-vos lugar.
03 E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos
levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós
também”. Jesus disse claramente a seus discípulos:
"Vou preparar-vos lugar”. E quando eu for, e vos preparar
lugar, não sabemos nem o dia nem a hora que nosso Senhor voltará,
porém sabemos que o tempo está próximo, I Tessalonicenses 5:1,
“Mas,
irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que
se vos escreva”.
Cada um
saberá quando Cristo chegar. "Eis
que vem com as nuvens, e todo olho O verá".
(Apocalipse 1:7. Ninguém terá que publicá-lo nos jornais. Não
haverá necessidade de anunciá-lo pelo rádio ou pela televisão.
"Porque assim como o relâmpago sai
do oriente e se mostra até o ocidente, assim será sua vinda."
Mateus 24: 27. Será um acontecimento espetacular. Salmos 50:3. "E
o Senhor se bramará de Sião, e se fará ouvir de Jerusalém, e os
céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refúgio de seu povo,
e fortaleza dos filhos de Israel." (Joel 3: 16)
Quando
Ele vier, cada um receberá sua recompensa. Apocalipse, 22:12, “12
E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a
cada um segundo a sua obra”.
Haverá só duas classes de pessoas naquele dia: os que amam a Deus e
os que não O amam. Cada um terá um destino diferente. Mateus 25: 34
e 41 “34 Então dirá o Rei aos que
estiverem à sua direita: Vinde benditos de meu Pai, possuí por
herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
41
Então dirá também
aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para
o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”;
O SELO
DE DEUS
A
observância do Sábado é um sinal de que conhecemos a Deus. Êxodo
31: 13, “Tu,
pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus
sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas
gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica”.
Há muitas pessoas que está esquecendo-se de Deus o Criador, e creem
em falsos deuses. Alguns adoram os deuses da ciência e as várias
intenções que lhes trazem comodidade e satisfação. Há outros
que rendem culto ao deus do conhecimento, na esperança que, através
da investigação e dos descobrimentos, todas as enfermidades possam
ser combatidas e eliminadas. Outros põem a confiança em si mesmos,
pensando que por seus próprios esforços serão supridas todas as
suas necessidades. Quem assistiu o Globo Repórter do dia 10.02.2012,
falando da profecia do calendário Maia, pode ver verdadeiros
absurdos e despreparo bíblico e tamanha falta de fé em Deus.
Porém,
"a sabedoria deste mundo é loucura
para Deus". O homem não pode salvar-se por sua
própria sabedoria ou poder. Somente Deus pode salvar-nos da
destruição. Devemos andar com Deus para sermos salvos e um dos
melhores meios para nos relacionarmos intimamente com Ele é
guardando seu Sábado.
A igreja
foi comissionada para chamar a atenção do mundo para o verdadeiro
Deus, que criou os céus e a terra. João, o discípulo amado, disse:
"E vi outro anjo voando pelo meio do
céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam sobre a
terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com
grande voz: temei a Deus, e dai glória, pois é chegada a hora do
seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, a terra, e o mar, e as
fontes das águas".
(Apoc. 14:6 e 7).
Adoramos
a Deus porque O reconhecemos como criador, e O reconhecemos como
criador guardando os seus mandamentos. O quarto mandamento manifesta
claramente que devemos guardar o sétimo dia, porque "em
seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles
há". Porque ao ensinar o povo a guardar o sétimo
dia, o induzimos a adorar o verdadeiro Deus. O quarto mandamento é o
único dos dez que identifica a Deus, o Criador, como o único a quem
adorar. Santificando seu dia, temos o sinal do Deus vivo. E
também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre
Mim e eles: para que soubessem que Eu sou o Senhor que vos santifica
(Ezequiel 20:12 e 20).
A HORA DO JUÍZO
Quando
Jesus vier para receber o Seu povo, tem que saber quem o constituiu.
Isso significa que um juízo investigativo deve preceder a Sua vinda.
Quando essa investigação for completada e o mundo tiver sido
advertido, Cristo Virá. A obra do juízo está se realizando
agora no céu, pois o juízo investigativo começou em 22 de Outubro
de 1.844, conforme estudamos na décima primeira e décima quinta
Palestra. Nesse dia, "o Juiz se
assentou e abriram-se os livros." (Daniel 7:10).
Esse grandioso acontecimento foi profetizado por Daniel, séculos
antes. Deus declarou a seu profeta: "até
2.300 tardes e manhãs; e o santuário será purificado".
(Daniel 8:14).
A
purificação do santuário terrestre, chamada “Dia
da Expiação”, realizava-se no “sétimo
mês, aos dez dias do mês, uma
vez por ano” veja
Levítico 16: 29-34, “29
E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do
mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho farão nem o
natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós.
30 Porque naquele dia se fará expiação por vós, para
purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados
perante o SENHOR. 31 São um sábado de descanso para vós, e
afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo. 32 E o
sacerdote, que for ungido, e que for sagrado, para administrar o
sacerdócio, no lugar de seu pai, fará a expiação, havendo vestido
as vestes de linho, as vestes santas; 33 Assim fará expiação pelo
santo santuário; também fará expiação pela tenda da congregação
e pelo altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por
todo o povo da congregação. 34 E isto vos serão por estatuto
perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os
seus pecados, uma vez no ano. E fez Arão como o SENHOR ordenara a
Moisés”. O período dos 2.300 dias profetizados
terminou em 22 de Outubro de 1.844, (conforme estudamos na Décima
Quinta Palestra), e então o juízo investigativo iniciou no céu.
Cada pessoa é julgada pelos mandamentos. "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem". (Eclesiastes 12:13). "A Lei de Deus é norma pela qual o caráter e a vida do homem serão aferidos no juízo... no juízo todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado... aceitam-se e rejeitam-se nomes. Quando alguém peca, e não há pedido de perdão e não são perdoados, seus nomes são registrados no livro da vida e o relato de suas boas ações apagados do livro memorial de Deus. Não sabemos quando será considerado nosso nome, nem quando serão fechados os livros do céu. Silenciosamente, despercebida como ladrão à meia-noite virá à hora decisiva. Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer-se a si mesmo, enquanto a escrava da moda está a arranjar seus adornos, pode ser que naquela hora o Juiz de toda a terra pronuncie a sentença: “Pesado foste na balança e achado em falta”. (Daniel 5:27)," (O Grande Conflito pág.522, 523 e 531).
Cada pessoa é julgada pelos mandamentos. "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem". (Eclesiastes 12:13). "A Lei de Deus é norma pela qual o caráter e a vida do homem serão aferidos no juízo... no juízo todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado... aceitam-se e rejeitam-se nomes. Quando alguém peca, e não há pedido de perdão e não são perdoados, seus nomes são registrados no livro da vida e o relato de suas boas ações apagados do livro memorial de Deus. Não sabemos quando será considerado nosso nome, nem quando serão fechados os livros do céu. Silenciosamente, despercebida como ladrão à meia-noite virá à hora decisiva. Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer-se a si mesmo, enquanto a escrava da moda está a arranjar seus adornos, pode ser que naquela hora o Juiz de toda a terra pronuncie a sentença: “Pesado foste na balança e achado em falta”. (Daniel 5:27)," (O Grande Conflito pág.522, 523 e 531).
"Quando
a obra da igreja for terminada, Cristo virá. Não temos tempo
para malbaratar as coisas mesquinhas e triviais da terra. A mensagem
evangélica que levamos demanda pressa. Quando encerrar a mensagem do
terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em favor dos
culposos habitantes da terra. O povo de Deus terá cumprido a sua
obra. Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial.
Levanta as mãos, e com grande voz diz: Está feito".
Idem página 665, leiam Apocalipse 22: 12. (Já mencionado acima).
A MENSAGEM DE DEUS NA BÍBLIA
A MENSAGEM DE DEUS NA BÍBLIA
"Sem
a Bíblia, não teríamos uma mensagem para levar ao mundo. Somente
Deus tem uma resposta para as necessidades dos homens. Só Ele
conhece o futuro, e o tem revelado em Sua palavra, II Timóteo 3:16 e
17. “16
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar,
para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
17 Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído
para toda a boa obra”. Toda a Bíblia é dada por
inspiração de Deus, e é proveitosa. Devemos dar atenção tanto
ao Novo quanto ao Velho Testamento. O Velho Testamento derrama luz
sobre o Novo e o Novo sobre o Velho”. Ellen G. White Conselho Aos
Professores, Pais e Estudantes. Pág. 417.
É
conveniente e correto ler a Bíblia; porém nosso dever é
esquadrinhá-la. Devemos procurar diligentemente o tesouro escondido
e buscar sabedoria do Céu para separar as invenções humanas dos
mandados divinos. Devemos dizer como o salmista em Salmos 119:9 e
11,“09
Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a
tua palavra. 11 Escondi a
tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.
Conforme
estamos estudando desde o início, podemos notar que a Bíblia prediz
o futuro, conforme podemos ler em Amós 3:7, “Certamente
o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo
aos seus servos, os profetas”. Os santos profetas
escreveram esses segredos no livro, informando-nos por esse meio
relativamente aos acontecimentos do passado, presente e futuro. Nossa
responsabilidade como cristãos que somos, é dar a mensagem de Deus
ao mundo. Cada um de nós que tenha recebido a luz da verdade, se
encontra sob a mesma responsabilidade solene e terrível, em que
esteve o profeta de Israel a quem viera à palavra do Senhor, que
está registrada em Ezequiel 33:7-11, “07
A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa
de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lhe
anunciarás da minha
parte. 08 Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não
falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio
na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão.
09 Mas, se advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se
converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua
iniquidade; mas tu livraste a tua alma. 10 Tu, pois, filho do homem,
dize à casa de Israel: Assim falais vós, dizendo: Visto que as
nossas transgressões e os nossos pecados estão sobre nós, e nós
desfalecemos neles, como viveremos então? 11 Dize-lhes: Vivo eu, diz
o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o
ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos,
convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão
morrereis, ó casa de Israel”?
OS REMANESCENTES
Em todos
os tempos Deus preservou algumas pessoas ou uma nação para que
guardassem os seus mandamentos, para que preservassem a verdadeira fé
no evangelho eterno, no evangelho puro, no evangelho que salva, sem
mácula, sem contradição. Vamos citar alguns casos desde os
primeiros até os nossos dias. Queremos alertá-los que todos os que
se dispuseram a servir a Deus, foram marginalizados, injuriados,
presos e até mesmo mortos, por não obedecerem à vontade dos homens
e dos reis que governavam este mundo.
O DRAMA
DOS SÉCULOS
O maior
dos dramas de todos os tempos está se desenrolando na Terra. Por
cerca de seis mil anos, os anjos e outros seres do universo têm
observado o desenvolvimento desse misterioso drama. Começou com sua
exaltada posição, quis ser Deus. Ressentido por haver Deus criado a
Terra sem que ele tomasse parte no conselho, Lúcifer acusou o Pai de
egoísta, de ser irrazoável e tirânico. O enciumado anjo declarou
que ele ia idear um plano melhor, que daria a toda a liberdade e
prazer maiores que os de Deus. O Todo-Poderoso poderia ter destruído
Lúcifer naquele momento, mas muitos seres poderiam ficar então com
a idéia de que ele fora demasiado severo e que Lúcifer talvez
tivesse razão. Assim, Deus permitiu que Lúcifer tivesse a
oportunidade de comprovar suas pretensões. Ezequiel 28: 15-19, “15
Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até
que se achou iniquidade em ti.
16 Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de
violência, e pecaste; por isso te lancei profanado, do monte de
Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras
afogueadas. 17 Elevaram-se o teu coração por causa da tua
formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor;
por terra te lancei diante dos reis te pus, para que olhem para ti.
18 Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu
comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio
de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra,
aos olhos de todos os que te veem. 19 Todos os que te conhecem entre
os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e
nunca mais subsistirá”.
Foi dada
aos anjos oportunidade de escolher o caminho de Deus ou o engano de
Satanás. A maioria dos seres permaneceu leal a Deus; mas a Terça
parte dos anjos e mais tarde os primeiros habitantes da terra
obedeceram a Satanás. Dessa maneira chegou a ser o príncipe
deste mundo, e este planeta se converteu no cenário em que se
desenrola o drama.
Foi
permitido a Satanás demonstrar seus planos e levar a efeito suas
experiências. Suas pretensões demonstraram-se falsas. O pecado e o
egoísmo não trouxeram felicidade ao mundo. A maioria dos homens tem
dado ouvidos a Satanás e cedido às suas tentações. O mundo se tem
enchido de ódio e cobiça tristeza e crime. Satanás deleita-se com
a miséria e se compraz com o sofrimento e o derramamento de sangue.
Deus nunca obriga o homem a servi-lo; tampouco há de permitir que
Satanás obrigue alguém a pecar. O livre arbítrio foi outorgado a
todo ser humano no princípio, e não lhe foi tirado. Satanás não
pode exercer poder sobre a pessoa que se recusa a servi-lo. Cada
pessoa na terra decide por si mesma a que Deus seguirá, ou a quem
obedecerá. Pertence-nos a faculdade de escolha. O drama está no
derradeiro ato, e cada um de nós se encontra no palco. Nossas ações
individuais são observadas por outros. "Somos
feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens".
(I Coríntios 4:9). Quando terminar esse drama, todos no
universo, inclusive Satanás, estarão convencidos de que "a
lei do Senhor é perfeita" e que Deus é santo, justo e bom.
A IGREJA DO ANTIGO TESTAMENTO
“Porque,
quanto ao Senhor, seu olho passa por toda a terra, para mostrar-se
forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele”. (II
Crônicas 16:9).
O
conflito entre Cristo e Satanás que tem como centro o nosso mundo, é
hoje, a princípio, o mesmo que foi no começo. Satanás busca a
honra e adoração que só pertencem a Deus, enquanto a maioria dos
homens e mulheres tem seguido o caminho egoísta de Satanás, tem
havido também em todas as épocas os que têm permanecido leais a
Deus. Resistiram à tentação e permaneceram firmes apesar das ondas
de maldade.
A IGREJA DO VELHO TESTAMENTO:
Da
criação até nossos dias, os que obedeceram a Deus foram chamados
por vários nomes, como filhos de Deus, semente de Abraão, filhos de
Israel, e cristãos. Todos tiveram as mesmas crenças fundamentais.
Hoje aqueles que sustentam essas crenças, que seguem os mandamentos
de Deus e anunciam a volta de Jesus são chamados: "o povo do
advento", porque observa o sétimo dia como dia de repouso,
e anunciam com fé que Jesus Cristo voltará em breve. Aqueles
que dizem que os que guardam os mandamentos de Deus são israelitas
comete um grande erro. Pois, na realidade, são verdadeiros
israelitas espirituais. Por exemplo, os egípcios renunciaram a seus
ídolos e aceitaram o Deus de Moisés e de Arão, chegaram a ser
israelitas. Raabe de Jericó, e Rute a moabita, não somente foram
contadas como israelitas, mas também foram ascendentes do Messias.
Quando um israelita violava as cerimônias do santuário, era cortado
do seu povo, ou como diríamos hoje, era excluído da igreja e já
não tinha parte nela. A igreja do Velho Testamento aceitou a
lei de Deus como sua regra de vida. A lei dos Dez Mandamentos é a
expressão universal, eterna, invariável do caráter de Deus. Muito
antes que as tábuas de pedra foram dadas a Moisés no Monte Sinai, o
povo de Deus já guardava os mandamentos. Deus disse: "Abraão
obedeceu à minha voz, e guardou o Meu Mandamento, os Meus preceitos,
os Meus estatutos e as Minhas leis" (Gênesis 26:5).
Depois
que Israel foi levado cativo e o templo de Salomão foi destruído, a
maioria do povo continuou considerando a Lei de Deus como seu guia.
"Porque Esdras tinha preparado o seu
coração para buscar a lei do Senhor e para cumprir e para ensinar
em Israel os seus estatutos e os seus juízos" Esdras
7: 10. Os judeus esperavam a vinda do Messias. Desde que se fez a
primeira promessa a Adão e Eva no Jardim do Éden, o povo de Deus
tem suspirado num anelo de que chegue o tempo em que não haja mais
pecado nem pecadores. “Profetizou
também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: esperava a cidade
que tem fundamento, da qual o artífice e construtor é Deus”.
(Hebreus 11:10). A vinda do Senhor tem sido a esperança dos séculos.
Deus amou o homem de tal maneira que estava disposto a fazer qualquer
coisa para salvá-lo. Só havia um caminho. Deus deu Seu Filho
unigênito para morrer em lugar do homem. A vida eterna não se herda
nem se ganha: é inteiramente uma "dádiva de Deus".
O israelita do Velho Testamento mostrava sua fé no plano da salvação
ao oferecer um sacrifício. Colocava as mãos sobre a cabeça do
cordeiro, confessava seus pecados e matava o animal, reconhecendo
desse modo que era pecador, e que se achava condenado a morrer por
seus próprios pecados. Aceitava, pela fé, o plano de Deus, pois o
cordeiro era um símbolo do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo. Chegava a ser homem livre e nova criatura pela fé no Messias
vindouro.
O membro
da igreja do Novo Testamento demonstra sua fé no plano da salvação
por meio do batismo. Entra na água, é imerso e erguido novamente,
reconhecendo assim que era um pecador condenado a morrer por seus
próprios pecados. Aceita, pela fé, o plano de Deus de lavar seus
pecados no sangue do Cordeiro. Como Cristo se ergueu no sepulcro,
assim o pecador que aceita a Cristo como seu Salvador se levanta da
água do batismo como pessoa livre, nova criatura, para andar em
novidade de vida, a vida cristã.
Instruções
procedentes de Deus - o Senhor falava face a face com Adão e Eva
quando eles viviam no jardim do Éden, antes do pecado. Durante dois
mil e quinhentos anos, depois da entrada do pecado, as mensagens de
Deus são dadas oralmente a Seu povo. Deus falou a certas pessoas:
'Disse o Senhor a Noé,
(Gênesis 7:1). “Ora, o Senhor disse a
Abraão”, (Gênesis 12:1). “Depois
disse a Jacó”, (Gênesis 35:1). “Bradou
Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés”!
(Êxodo 3: 4). A maior parte do conhecimento e da vontade de Deus foi
transmitida ao povo pela boca dos patriarcas. Sua longevidade, sua
mente vigorosa e fiel memória, habilitavam-nos a transmitir
conhecimentos preciosos. Por exemplo: Sem, filho de Noé, recebeu
instruções de seu bisavô Matusalém, o qual se relacionou
pessoalmente com todos os patriarcas de seu tempo. Durante os
primeiros noventa e oito anos de vida, Sem teria acompanhado
seu bisavô em suas visitas a diferentes lugares de grande interesse.
Matusalém era filho de Enoque, “o sétimo depois de Adão”,
tinha apenas duzentos e quarenta e dois anos quando Adão
morreu. Logicamente Adão contou toda sua história pessoalmente a
Matusalém, que por sua vez contou a Sem, e dessa maneira Sem pôde
contar as comovedoras histórias às dez primeiras gerações que
viveram depois do dilúvio, porque vivia ainda quando Isaque se casou
com Rebeca.
Moisés
foi o primeiro escritor de quem Deus se serviu a fim de escrever
instruções permanentes para Sua igreja e conservar esses fatos para
as gerações futuras. Durante os mil anos seguintes, vários homens
escreveram certas porções das Escrituras. Essas histórias,
profecias e poesias inspiradas, escritas em pergaminhos, eram lidas
às congregações aos Sábados e em outras ocasiões especiais.
Esses escritos são conhecidos por nós como o Velho Testamento. A
igreja, naqueles tempos, ouvia as mesmas palavras que lemos hoje
nessa parte da Bíblia.
Se bem
que o Velho Testamento fosse escrito por homens diferentes,
inteiramente diversos pela época, educação e posição social,
todos eles escreveram por inspiração do Espírito Santo. A Bíblia
não é obra meramente humana, “mas
homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”,
(II Pedro 1:21). Conforme estudamos em lições anteriores, muitas
vezes Deus ilustrou seus ensinamentos com símbolos ou figuras, para
que suas mensagens fossem facilmente compreendidas pelos Seus
seguidores, e ao mesmo tempo para que os incrédulos não
entendessem, pois eles perduraram até nós. Veja Daniel 12: 10
“Muitos serão purificados, e
embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e
nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão”.
A maior lição prática do antigo Israel foi o santuário. Nele
estava demonstrado o plano de salvação; nele se revelava a obra do
santuário no céu. O edifício, suas cortinas, os móveis, a ordem
do serviço, as vestes dos sacerdotes, as ofertas e cerimônias, eram
todos símbolos e ensinavam muitas lições. O santuário e seu
serviço são temas para os estudiosos da Bíblia.
DIREÇÃO
DIVINA
Nos
tempos do Velho Testamento, Deus pelejava por Seu povo. Os filhos de
Israel não eram uma nação militar, e sua história indica que
raras vezes obtiveram uma vitória por seu próprio poder e
estratégia. Quando seguiam as ordens de Deus, venciam todos os
adversários. Desde a tomada de Jericó até a destruição do
exército de Senaqueribe, as vitórias de Israel foram milagres de
Deus. Senaqueribe, o grande e terrível guerreiro que fazia tremer as
nações mais poderosas, foi impotente ante o rei de Israel. O
preparo de Ezequias para a batalha foi diferente da de um general de
exército. Antes de reunir mais tropas e equipar seus homens com
melhores armas, ele orou a Deus do Céu. Deus respondeu a essa
sincera oração enviando um anjo ao acampamento dos Assírios, e em
uma noite foi morta cento e oitenta e cinco mil dos soldados,
capitães e oficiais. Nunca mais esse orgulhoso rei pôde enfrentar a
Israel - II Reis 19: 9-11, 35-37, “09
E, ouvindo ele dizer de Tiraca, rei da Etiópia: Eis que saiu para te
fazer guerra; tornou a enviar mensageiros a Ezequias, dizendo:
10 Assim falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu
Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue na mão
do rei da Assíria. 11 Eis que já tens ouvido o que fizeram os reis
da !@#$%^&*íria a todas as terras, destruindo-as totalmente; e tu, te
livrarás”? 35 Sucederam, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo
do SENHOR, e feriu no arraial dos !@#$%^&*írios a cento e oitenta e cinco
mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram
cadáveres. “36 Então Senaqueribe, rei da Assíria, partiu, e se
foi, e voltou e ficou em Nínive. 37 E sucedeu que, estando ele
prostrado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus
filhos, o feriram a espada; porém eles escaparam para a terra de
Ararate; e Esar Hadom, seu filho, reinou em seu lugar”. Quer
fossem os fiéis Israelitas “homem de guerra”, quer fossem os
trezentos de Gideão, quer fosse Davi com sua funda, sempre Deus lhes
deu gloriosas vitórias. Mas quando desobedeciam aos mandos do
Senhor, ficavam fracos e eram facilmente vencidos, mesmo atacando uma
pequenina cidade de Ai. Os homens fiéis de Deus foram personagens
fortes e nobres. Noé não se desanimava facilmente. Pregou mais ou
menos cem anos aos pecadores que lhes ridicularizavam a fé em Deus.
José foi forte, escravo em uma nação pagã, tentado pela esposa de
seu próprio amo, ele não pecou, mas exclamou: “Como,
pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?”
Era um homem em quem se podia confiar, e foi honrado com uma posição
de grande autoridade. Jó foi forte. Nem a prosperidade, nem a
adversidade lhe fizeram vacilar na fé. Reconheceu a Deus como o
doador de todo Dom perfeito. Depois de ser privado de quanto possuía,
disse: “O Senhor o deu, e o Senhor o
tomou: bendito seja o nome do Senhor”. (Jó
1: 21). Mesmo quando padeceu terríveis sofrimentos físicos e foi
acusado por seus amigos, não perdeu a confiança em Deus.
A
IGREJA DO NOVO TESTAMENTO
"Eis aqui está o vosso Deus" Isaias 40:9.
"Eis aqui está o vosso Deus" Isaias 40:9.
Quando os
judeus foram levados cativos para Babilônia, aprenderam a confiar em
Deus. Depois de sofrer nas mãos de seus inimigos, convenceram-se de
que a obediência à lei de Deus era a única esperança de
felicidade. Restaurados à pátria depois do cativeiro, os seus olhos
foram empanados por motivos egoístas. Em vez de compreenderem o
sentido real dos Dez Mandamentos, viam apenas os requisitos legais. A
lei que os deveria haver ensinado a amar ao “próximo como a si
mesmos”, foi empregada como um muro de separação dos povos de
outras nações que necessitavam de Deus. Ao invés de ser uma luz
para os gentios, os judeus ocultavam a mensagem do Céu. Ao invés de
empregar a lei do Senhor como uma chave para soltar as ligaduras do
pecado, os judeus a usaram como um cadeado para conservá-los
prisioneiros.
Nessa
hora de grande apostasia do povo judeu, baixou Cristo a Terra e
iniciou-se a igreja do Novo Testamento. Crença do Novo Testamento
- A Igreja do Novo Testamento recebeu suas crenças fundamentais
do Velho Testamento. Aceitou a Lei de Deus como regra de vida.
Compreendendo que alguns poderiam pensar que Ele viera invalidar a
lei, Jesus declarou positivamente: "Não
penseis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas
cumprir". (Mateus 5:17). Dessa maneira,
por preceito e, por exemplo, Cristo engrandeceu a lei. A igreja do
Novo Testamento também amou e engrandeceu a lei. Paulo declarou:
“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei do Senhor”
- Romanos 7: 22.
A
IGREJA APOSTÓLICA
Nos
tempos do Velho Testamento, quando Israel saiu do Egito, Deus era o
governador e Moisés Seu representante visível. Mais tarde, o povo
pediu um rei, para ser como as outras nações ao seu redor, e Deus
lhes deu o que pediram. (I Samuel 8:5e22, “05
E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam
pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós,
para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. 22
Então o SENHOR disse a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e
constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens de Israel: Volte
cada um à sua cidade”.
(Leiam
todo o capítulo de I Samuel e vejam a rebeldia do povo, e como
perderam grande parte das bênçãos de Deus, por trocarem o
verdadeiro Deus por um rei humano).
Passados
mais de mil anos, o povo ainda não tinha aprendido a lição por
terem rejeitado a Deus. Ao vir Cristo, os dirigentes judaicos O
rejeitaram publicamente: "não temos
rei senão a César." (João 19: 15). Ao
rejeitarem a Deus, apartaram-se da fonte de poder e logo a nação
judaica foi derribada. Não obstante, muitos deles não rejeitaram a
Deus, creram em Jesus Cristo, e O aceitaram como Messias. Formaram
uma igreja, e chamaram-se a si mesmos "Cristãos".
Esses
primeiros cristãos da igreja primitiva foram uns verdadeiros
Remanescentes. Além dos doze apóstolos, havia Paulo, o maior
evangelista de todos os tempos; também havia Barnabé, Silas, João
Marcos, Apolo, Timóteo, Tito e outros que dedicaram todo o seu tempo
a ganhar almas, cumprindo assim a ordem do Mestre: "Ide
por todo mundo e pregue o evangelho a toda à criatura"
(Marcos 15: 15).
A IGREJA EM TREVAS
“Sê
fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Apocalipse
2: 10. Amargurado por sua derrota no conflito com Cristo, e
reconhecendo ser certa sua sentença, Satanás decidiu apagar da
Terra todo traço de justiça. Já que não pudera vencer a Cristo,
venceria Seus seguidores, se possível. Toda forma de tortura que
pôde inventar toda sorte de tentação que foi possível à sua
mente arguta idear, tudo foi empregado nos discípulos de Cristo.
Procurou cobrir de mistério os simples ensinos do Salvador, suscitar
dúvidas e incertezas quanto às mais positivas declarações da
Bíblia. “Espiritualizar” ou tirar o sentido das mais definidas
revelações. Inspirou seus agentes humanos a lutarem contra a igreja
cristã, interna e externamente. Tomou a Bíblia, odiou o
cristianismo, resolveu destruir a ambos. O período da Idade Média,
com toda a sua ignorância, degradação, corrupção e pecado, foi
quase um triunfo completo de Satanás e sua hoste infernal.
A
perseguição dos cristãos - Os seguidores de Cristo tiveram de
fazer face à prova e à aflição poucas semanas depois que o Senhor
ascendeu ao Céu. Os discípulos foram encarcerados por falar no
templo de Jerusalém. Estevão apedrejado, Atos 7: 54 e 59-60,
“54 E, ouvindo eles isto
se enfurecia em seus corações, e rangiam os dentes contra ele.
55 Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no
céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;
56 E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que
está em pé à mão direita de Deus. 59 E apedrejaram a Estêvão
que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. 60 E,
pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor não lhes impute
este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu”.
E os
membros da igreja fugiram das cidades para escapar da morte. Ao
propagar-se o cristianismo pelo império romano e entrar em conflito
com o paganismo, os seguidores de Jesus foram encarcerados,
torturados e mortos. Nero foi uns dos mais cruéis imperadores de
Roma. Odiava os cristãos porque se recusavam a adorar os ídolos nos
templos pagãos. Acusou os seguidores de Cristo de cometerem crimes
contra o governo e de serem os causadores de fome, pestes, e
terremotos. Para entreter os romanos, Nero e outros imperadores
lançavam os cristãos aos leões e tigres no Coliseu, ou faziam
deles tochas vivas para iluminar o anfiteatro.
Parece
estranho, mas essas terríveis perseguições acrescentavam mais
pessoas à igreja. Quando os pagãos romanos viam os cristãos orarem
e cantarem hinos enquanto morriam, seus corações eram tocados, e
os cidadãos do império queriam saber mais a respeito de Jesus.
Desde então, o sangue dos mártires chegou a ser a semente que
produziu milhares de novos conversos para a igreja.
As horas
mais escuras da perseguição para a igreja primitiva foram as dos
anos 100 a 300 da era cristã. Diocleciano foi o último imperador
pagão que tentou destruir o cristianismo. Por dez anos incendiou
igrejas e torturou os fiéis seguidores de Jesus. A onda de
perseguição terminou no ano 313 dC.
O
CRISTIANISMO EM FACE DAS CONCESSÕES
Satanás
vendo que a espada não colocava um fim à igreja cristã
experimentou outro meio de ataque. Intentou tornar a igreja popular
no ato de introduzir os ritos e cerimônias pagãs na religião
cristã. A prosperidade temporal e a glória mundana foram muito mais
perigosas que a perseguição. Bem, o paganismo se misturou às
doutrinas ensinadas por Jesus. Os adoradores de ídolos misturaram-se
à igreja, e apenas mudaram os objetos de sua adoração: dos ídolos
pagãos às imagens de Jesus, da virgem Maria e dos santos
canonizados pela igreja.
Como já
dissemos em estudos anteriores, Constantino, imperador de Roma,
fez-se cristão. Publicou a primeira lei dominical no ano 321,
pedindo que todos os habitantes da cidade, comerciantes, descansassem
no venerável dia do sol. Vemos assim como o Estado procurou
regenerar o povo mediante o rigor da lei; e, como as festas pagãs e
demais cerimônias, se introduziram na igreja. A grande parte dos
cristãos não percebeu o perigo e aceitaram os arranjos ou ajustes
entre os ensinos de Cristo e o paganismo. De pronto perdeu a igreja
sua pureza, e a verdade foi corrompida.
A
APOSTASIA NA IGREJA
II
Tessalonicenses 2: 1-03 e 08, “01
ORA, irmãos, rogamos-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e
pela nossa reunião com ele,
02 Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos
perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola,
como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. 03 Ninguém
de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes
venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da
perdição”, 08 E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor
desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da
sua vinda”.
Pouco a
pouco, os falsos ensinos se infiltraram na igreja. Foram perdendo a
fé simples à medida que crescia a riqueza dos cristãos, e se
faziam poderosos nos negócios e no governo. No ano 476 d.C., as tribos
bárbaras do norte derrotaram os romanos: e nas lutas que se
seguiram, o dirigente da igreja cristã de Roma, conhecido como Papa,
chegou a ser a cabeça da igreja em geral.
Em breve
o Papa se fez tão poderoso que os reis o temiam. Como representante
da igreja, foi considerado supremo nos assuntos de fé e moral. Não
se punha a Bíblia ao alcance dos membros, em parte porque naqueles
tempos só se podiam conseguir cópias manuscritas, mas,
principalmente, porque os dirigentes da igreja não permitiram que o
povo estudasse as Escrituras Sagradas para não encontrarem outras
doutrinas, como a imortalidade da alma, o
culto aos santos, o purgatório e a observância do Domingo,
nas quais não foram ensinados por Jesus Cristo.
A igreja
de Roma declara que mudou o dia de culto do sétimo dia para o
primeiro dia da semana. A observância do Domingo como instituição
cristã, veio do paganismo, ao que Paulo chama o "O
mistério da iniquidade". (II Tessal. 2:
7).
SÉCULOS DE TREVAS
Por volta
do século VI, os dirigentes romanos tinham o predomínio sobre a
maioria das igrejas cristãs. Essa poderosa organização foi
conhecida como o Papado tendo o papa por cabeça. No
ano 538, o poder papal chegou à supremacia e começou um período de
obscurantismo. Por 1260 anos, como haviam predito as profecias de
Daniel e do Apocalipse, conforme já estudamos no décimo quarto
andar, a igreja Católica Romana dominou sobre os reis da Europa. Por
meio dessa autoridade secular, a igreja obrigou os seguidores de
Jesus a escolherem entre as falsas doutrinas e cerimônias pagãs do
catolicismo, ou sofrerem prisões e talvez morte pelo cutelo ou a
fogueira.
Esse
período foi chamado de Idade Média ou Escura. Havia muita erudição
nas universidades e catedrais medievais, mas espiritualmente eram de
escuridão. Ensinava-se ao povo que a salvação era obtida só pelos
sacramentos da igreja, mediante lealdade cega à autoridade e
pagamentos liberais ou pela aquisição de indulgências, que
os livrou da condenação do pecado e, consequentemente, do inferno
e do purgatório. Eram vendidas para juntar dinheiro para a igreja, e
eram vendidas até com antecedência, permitindo assim ao possuidor
pecar futuramente. Aos soldados que pelejavam pela igreja era
oferecido perdão dos pecados passados, presentes e futuros. Confiram
tudo em II Tessalonicense 2: 1-12. (Leia em sua Bíblia)
EIS QUE BRILHA UMA LUZ
“Por
entre as trevas que baixaram à terra durante o longo período da
supremacia papal, a luz da verdade não poderia ficar inteiramente
extinta. Em cada época houve testemunhas de Deus, homens que
acalentavam a fé em Cristo como único mediador entre Deus e o
homem, que mantinham a Escritura Sagrada como a única regra de vida,
e santificavam o verdadeiro sábado. Quanto o mundo deve a esses
homens, a posteridade jamais o saberá. Foram estigmatizados como
hereges impugnados aos seus motivos, criticados os seus caracteres e
suprimidos, difamados ou mutilados os seus escritos; no entanto
permaneceram firmes, e de século em século mantiveram a fé em sua
pureza como sagrado legado às gerações vindouras". (O
Conflito dos Séculos pág. 61).
Nesse
período foi muito difícil para o povo de Deus manter a verdade e
guardar os mandamentos de Deus, pois a férrea autoridade papal não
permitia que nem um pensamento transcrito fosse resguardado, tudo era
queimado. Nem uma igreja dentro da jurisdição romana ficou muito
tempo sem ser perturbada no gozo da liberdade de consciência.
Em terras
que ficavam além da jurisdição de Roma, existiram por muitos
séculos corporações de cristãos que permaneceram quase
inteiramente livres da corrupção papal. Esses cristãos acreditavam
na perpetuidade da Lei de Deus e observava o quarto mandamento, o
sábado. Igrejas que se mantinham nessa fé e prática existiram na
África Central e entre os armênios, na Ásia.
Mas entre
os que resistiram ao cerco cada vez mais apertado do poder papal, os
Valdenses ocuparam posições preeminentes. A falsidade e a corrupção
papal encontraram a mais decidida resistência na própria terra em
que o Papa fixava sua sede.
Dentre as
principais causas que levaram a igreja verdadeira a separar-se de
Roma, estava o ódio desta ao sábado bíblico. O Papa não se
conformava que os verdadeiros cristãos santificassem o sábado. Ele
obrigava as pessoas a desonrá-lo. Era unicamente fugindo do poder de
Roma que alguém poderia em paz obedecer a Lei de Deus. Os
Valdenses foram os responsáveis em conservar as Sagradas Escrituras,
que possuímos hoje; foram eles que traduziram parte ou toda a
verdade incontaminada, e isso se tornava objeto de ódio e
perseguição. Durante muitos séculos, houve alguns entre os
Valdenses que negavam a autoridade papal, rejeitava o culto às
imagens como idolatria e guardavam o verdadeiro sábado. Com muito
sacrifício eles conservaram a fé. Eles viviam como pastores de
ovelhas nas montanhas onde mantinham seus esconderijos. Ali
conservaram a luz da verdade a arder por entre as trevas da Idade
Média. Anjos
celestiais circundavam esses fiéis obreiros. Mas Satanás incitara
sacerdotes e prelados a enterrarem a palavra da verdade sob a escória
do erro, heresia e superstição; mas de modo maravilhoso foi ela
conservada incontaminada através de todos os séculos de trevas.
"Apesar
das cruzadas contra eles e da desumana carnificina a que foram
sujeitos, continuavam a mandar seus missionários a espalhar a
perigosa verdade. Eram perseguidos até à morte; contudo seu sangue
regava a semente lançada, e essa não deixou de produzir frutos”
(Conflito dos Séculos pág. 61).
“Outros
grandes nomes de reformadores, que deram a vida pela verdade, e
muitos deles foram queimados vivos na fogueira papal, estão: João
Wicliff, quando imperou o Papa Gregório XI; Wicliff traduziu a
Bíblia para a língua inglesa. João Huss foi um dos que leram os
escritos de Wicliff, creu e traduziu para a língua Boêmia. Quando
jovem, foi excelente aluno e membro fiel da igreja Católica Romana.
Quando chegou a sacerdote, impugnou intrepidamente a vida ímpia dos
dirigentes da igreja e seus ensinos, que se apartavam das
Escrituras”. C.S. E.G.W.
“Com
sua intrepidez despertou interesse a centenas de jovens estudantes de
toda parte da Boêmia e da Alemanha; Huss chegou a ser reitor da
universidade de Praga, e o rei o nomeou sacerdote da corte real. Huss
foi proibido de pregar suas convicções, mas teve uma brilhante
ideia. Ele e seus companheiros pintaram no muro em Praga, dois
quadros e ali todos podiam ver. Em um deles aparecia Jesus descalço,
e com vestes de peregrino, dirigindo-se a Jerusalém, seguido dos
discípulos. O outro era um quadro de uma procissão papal, onde
aparecia o Papa em suas ricas vestes, com a tríplice coroa montado
em um cavalo esplendidamente adornado, precedido por uns trombeteiros
seguido por cardeais e bispos luxuosamente ataviados”. Idem.
“Por
essa brilhante ideia, Huss foi chamado perante um concílio do
imperador Sigismundo, do Santo Império Romano. Ao chegar a
Constança, foi aprisionado e encerrado em um calabouço. Preferiu
morrer a negar a verdade. Dirigiu-se valorosamente à fogueira, e
morreu cantando hinos de louvor. Suas cinzas foram recolhidas e
dispersas nas águas do Reno; Jerônimo foi outro herói. Seguidor de
Wicliff e Huss chegou a ser preso e devido ao grande sofrimento
retratou-se; mais tarde, porém arrependeu-se de sua falta de coragem
e declarou sua verdadeira convicção. Perante a corte declarou que
não mudaria sua crença a menos que, pela Bíblia, lhe mostrassem
seu erro. Condenado à morte, Jerônimo foi queimado no mesmo lugar
onde havia assistido a morte de seu amigo Huss, e suas cinzas também
foram lançadas ao Reno”. Idem.
MARTINHO LUTERO
As opiniões que se seguem são baseados no livro (O. G. Conflito de Ellen G. White).
Paginas
317 a 342
"A reforma
protestante teve seu grande começo devido ao valor e fé de Martinho
Lutero. Com a idade de vinte anos, Lutero já era consumado
erudito. Entrou num mosteiro para aperfeiçoar sua vida cristã.
Procurava agradar a Deus por meio de penitências, jejum e oração.
Lia a Bíblia em latim, a primeira Bíblia que viu em sua vida, e
aprendeu as corporações das Escrituras.
Foi um
dia convidado a dirigir-se a Roma com outro monge, para apresentar
alguns assuntos importantes perante os altos dignitários da igreja.
Esperava ver na igreja o máximo de piedade e exemplo. Observou os
sacerdotes italianos que oficiavam nos serviços religiosos, e ficou
impressionado pela irreverência e falta de piedade entre os
dirigentes da igreja. Haviam informado Lutero das virtudes especiais
que possuía uma escada que, segundo se pretendia, fora levada
milagrosamente de Jerusalém para Roma. Segundo a tradição, Jesus
subira e descera os vinte e oito degraus no julgamento perante
Pilatos. Disseram a Lutero que se subissem esses degraus de joelhos
dizendo orações, poderia livrar uma alma do purgatório. Desejoso
de beneficiar um tio que falecera, Lutero decidiu subir a escada.
Enquanto ia subindo degrau após degrau, sentiu-se possuído de santa
reverência; ao acercar-se, porém, da parte superior, dúvidas
começaram a atormentar sua mente. Começou a se perguntar se seria
verdade; e de repente penetrou-lhe profundamente no pensamento a
promessa bíblica: "O justo viverá
pela fé". De um salto, pôs-se de pé, e
desceu apressadamente a escada, sem pensar no tio morto nem na
surpresa dos peregrinos que iam subindo atrás dele.
De
regresso à Alemanha, foi lecionar na Universidade de Wittenberg.
Como suas classes eram de exposição da Bíblia, se impôs a tarefa
de estudá-la nas línguas originais. No estudo dos Salmos e dos
escritos do apóstolo Paulo, aprendeu mais plenamente o grande ensino
da justiça pela fé.
As
dúvidas de Lutero quanto aos ensinos da igreja aumentaram quando
observou a venda das indulgências. No ensino católico, era
um favor concedido pelo Papa para abreviar o castigo
que uma pessoa sofreria no purgatório. Segundo esse ensino, o
Papa podia conceder tais indulgências, porque os apóstolos e
santos da antiguidade haviam vivido ainda melhor do que necessitavam
para entrar no céu, de modo que haviam deixado uma sobra de boas
obras em benefícios de outros homens. Podiam conseguir indulgências
mediante certos atos ou pagamento em dinheiro.
O Papa
lançara uma campanha a fim de arrecadar enorme soma para erigir a
igreja de S. Pedro em Roma. João Tetzel foi enviado à Alemanha como
coletor, e fez uma grande propaganda em favor das indulgências
que chegou a afetar a igreja de Lutero. Seus membros começaram a
considerar o pecado levianamente, e quando Lutero os repreendia,
mostravam-lhe os papéis em que era garantido o perdão.
Interpretavam as indulgências como permissão para pecar. Isso foi
demais para Lutero.
No dia
primeiro de Novembro de 1.517, Lutero pregou na porta de madeira da
igreja do Castelo de Wittenberg uma lista de noventa e cinco teses
como temas para um debate entre os professores da Universidade.
Usava-se comumente a porta da igreja para fixar cartazes que
anunciavam essas notícias. Se bem que não tivessem de distribuir
senão umas poucas cópias do documento entre seus colegas, o povo
achou tão revolucionárias essas ideias, que imediatamente pediram
mais exemplares. Um imperador tirou uma edição de vários milhares
e logo foram lidas por toda a Europa.
Lutero
negava que o Papa tivesse uma provisão de méritos para distribuir.
Portanto as indulgências eram inúteis. Atacou em especial o método
por ele empregado para juntar dinheiro na Alemanha, a fim de manter
uma corte corrupta em Roma. E como era de se esperar, logo essas
notícias chegaram a Roma; as altas autoridades da igreja resolveram
fazê-lo mudar de idéia. Entretanto Lutero aproveitou essa
oportunidade para escrever mais detalhadamente acerca dos princípios
delineados nas noventa e cinco teses. Embora Lutero gozasse sólido
apoio popular e político na Alemanha, os representantes do Papa
estavam suscitando uma opinião contra ele. Caso seus novos ensinos
fossem aceitos pela maioria, o poder do papado enfraqueceria
grandemente.
Cerca de
quatro anos mais tarde, Lutero foi citado para comparecer perante o
concílio de príncipes alemães na cidade de Worms. Foi-lhe
prometido um salvo-conduto, mas seus amigos temiam que fosse tratado
como Huss. Lutero atendeu valorosamente e se apresentou perante o
concílio presidido pelo imperador Carlos V. Indicando uma pilha de
livros colocada em um banco, o examinador perguntou: "Reconheceis
esses livros como vossos e estais dispostos a retratar o seu
conteúdo?" Lutero reconheceu que havia escrito os livros,
mas quanto à segunda pergunta, explicou as diferenças entre as
classes de livros que havia escrito e desse modo teve oportunidade de
pronunciar um discurso contra os males do papado. Ao terminar, o
dignitário que respondia pela dieta, disse: "Não
respondestes à pergunta que vos foi dirigida. O imperador exige de
vós uma resposta clara e precisa. Quereis retratar, sim ou não?"
Lutero respondeu: "Não posso retratar-me e não me
retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a
consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus
queira ajudar-me, amém".
Essa valorosa defesa sacudiu o catolicismo até os fundamentos. Quando Lutero abandonou a cidade de Worms, foram dados vinte e um dias para chegar até a sua cidade, sob a proteção do salvo-conduto do imperador. Em sua viagem de regresso, foi ele aprisionado por amigos e levado para o castelo de Wartburgo, a fim de protegê-lo do imperador. Desfrutou dessa oportunidade descansando no velho castelo, e depois de algum tempo começou a escrever. Levou a cabo um projeto que há muito tempo acariciava: a tradução do Novo Testamento para o Alemão.
Essa valorosa defesa sacudiu o catolicismo até os fundamentos. Quando Lutero abandonou a cidade de Worms, foram dados vinte e um dias para chegar até a sua cidade, sob a proteção do salvo-conduto do imperador. Em sua viagem de regresso, foi ele aprisionado por amigos e levado para o castelo de Wartburgo, a fim de protegê-lo do imperador. Desfrutou dessa oportunidade descansando no velho castelo, e depois de algum tempo começou a escrever. Levou a cabo um projeto que há muito tempo acariciava: a tradução do Novo Testamento para o Alemão.
Depois de
algum tempo, Lutero regressou a Vitembergue e reiniciou sua pregação
e ensino, visto gozar ainda do apoio de seus amigos. Terminou a
tradução da Bíblia para o Alemão, e fê-la imprimir, de modo que
tanto ricos como pobres puderam ler seus divinos ensinamentos.
A REFORMA PROTESTANTE
"Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da Minha justiça" (Isaias 41:10).
"Um
dos mais nobres testemunhos já proferidos pela Reforma foi o
protesto apresentado pelos príncipes cristãos da Alemanha, na Dieta
de Espira, em 1.529. A coragem, fé e firmeza daqueles homens de
Deus, alcançaram para os séculos que se seguiram, a liberdade de
pensamento e consciência. O protesto deu à igreja reformada o nome
de Protestante; seus princípios são a própria essência do
protestantismo". (O Conflito dos Séculos, pág, 197).
Foram
vários os nomes desses homens valorosos que deram sua própria vida
para que o evangelho eterno chegasse até nós, e são esses alguns
dos nomes: Ulrico Zwingli - João Lefévre - Guilherme Farel - João
Tausen - João Calvino - João Knox. Além dos já citados Huss -
Jerônimo e Martinho Lutero.
A
IGREJA NA AMÉRICA
Se fosse
dado a vocês possuir um dos dons que mais apreciaram na vida, qual
escolheria? Dinheiro? Fama? Êxito? Não, um dos maiores dons que
possuímos é a liberdade. Esta é a nossa herança, obtida por meio
de lutas e sangue, e defendida com sacrifícios, suor e lágrimas.
Deus é
o autor da liberdade. Ao ser criado o homem, foi-lhe concedida à
faculdade de escolher, de seguir o caminho de Deus ou a sentença má
e egoísta de Satanás. Quando o homem pecou, ambicionou mais poder e
começou a tirar a liberdade a seus irmãos. Na Idade Média, quando
a verdade de Deus estava quase esquecida, os tiranos governavam sobre
seus semelhantes. Foi negado ao homem o direito de adorar a Deus
segundo a própria consciência. Havia pouca ou nenhuma liberdade de
pensamento ou expressão.
A Reforma tornou possível aos homens abrirem a Bíblia para estudá-la livremente e convencer-se da verdade à medida que descobriam. Ao serem traduzidas as Sagradas Escrituras em várias línguas, o povo comum leu-a com gozo. Johann Gutenberg inventou os tipos móveis e desse modo tornou possível a arte de imprimir. A Bíblia de Gutenberg apareceu nos anos em que Colombo descobriu a América. A Palavra de Deus, o Novo Mundo e a liberdade se acham ligados em nossa história.
A Reforma tornou possível aos homens abrirem a Bíblia para estudá-la livremente e convencer-se da verdade à medida que descobriam. Ao serem traduzidas as Sagradas Escrituras em várias línguas, o povo comum leu-a com gozo. Johann Gutenberg inventou os tipos móveis e desse modo tornou possível a arte de imprimir. A Bíblia de Gutenberg apareceu nos anos em que Colombo descobriu a América. A Palavra de Deus, o Novo Mundo e a liberdade se acham ligados em nossa história.
Deixamos
de mencionar aqui muitos outros nomes importantes da Reforma
Protestante, que vocês poderão conhecê-los lendo em qualquer livro
do assunto, principalmente "O Grande Conflito, de Ellen G.
White". Em cumprimento às três mensagens Angélicas, de que
fala o Apocalipse 14:6-12, “06
E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno,
para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação,
e tribo, e língua, e povo,
07 Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é
vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a
terra, e o mar, e as fontes das águas. 08 E outro anjo seguiram,
dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as
nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. 09 E
seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar
a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua
mão, 10 Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou,
não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e
enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. 11 E a fumaça
do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de
dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que
receber o sinal do seu nome. 12 Aqui estão às paciências dos
santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em
Jesus”. (Que vamos estudar no próximo andar), surge
no início do século dezenove um homem chamado Guilherme Miller.
Guilherme Miller era um agricultor, íntegro de
coração. Primeiro duvidava da Bíblia, mas desejava sinceramente
conhecer a verdade. Era robusto e bom estudante, homem honrado.
Estava disposto a ser guiado por Deus para proclamar a mensagem do
advento.
Durante a
primeira parte do século dezenove, Guilherme Miller foi um dos
preeminentes pregadores americanos sobre a vinda de Cristo. Era o
mais velho de uma família de dezesseis filhos criados por um
valoroso pai. Participou da guerra da Independência. Sua mãe,
senhora de acendradas virtudes, era filha de um pregador batista.
Assim, o filho nascido em Massachusettes, reunia as qualidades de
patriotismo e piedade dos pais.
Miller
casou-se com Lúcia Smith. A jovem esposa experimentava compreensivo
interesse e amor do marido pelos livros, e animou-o na obra que
chegou a ser mais tarde sua carreira. Miler conquistou o respeito do
público tão somente por desempenhar os cargos de sargento, primeiro
meirinho (hoje, Oficial de Justiça) e Juiz de paz.
Rompeu a guerra entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha em 1812. Miller serviu como capitão do exército e teve oportunidade de ver o pior aspecto da guerra. Depois da guerra, o lar recém-formado de Miller, na Granja de Low Hampton, chegou a ser o lugar preferido dele e dos amigos. Em certa ocasião, sua mãe o censurou porque sempre se ausentava quando os diáconos liam na igreja. Miller respondeu que se lhe persistisse tomar a leitura quando o ministro estivesse ausente, prometia assistir regularmente. Foi aceita a sugestão. Um domingo de manhã, quando o ministro se achava ausente, Miller foi chamado como de costume para ler na igreja. Enquanto lia, sentiu-se possuído de profunda convicção, e foi-lhe impossível continuar a leitura. Ele conta o incidente da seguinte maneira: "Subitamente, diz ele, gravou-se-me ao vivo no espírito o caráter do Salvador. Pareceu-me que bem poderia existir um ser tão bom e compassivo que, por nossas transgressões fizesse expiação, livrando-nos, destarte, de sofrer a pena do pecado. Compreendi desde logo quão amável esse ente deveria ser, e imaginei poder lançar-me em Seus braços, confiante em Sua misericórdia. Mas surgiu a questão: Como se pode provar a existência de tal Ser? Afora a Bíblia, achei que não poderia obter prova da existência de semelhante Salvador, nem sequer de uma existência futura.. Vi que a Escritura Sagrada apresentava precisamente um Salvador como o que eu necessitava; e fiquei perplexo por ver que um livro não inspirado desenvolvia princípios tão perfeitamente adaptados às necessidades de um mundo decaído. Fui constrangido a admitir que as Escrituras devem ser uma revelação de Deus". (O Conflito dos Séculos, pág. 319).
Rompeu a guerra entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha em 1812. Miller serviu como capitão do exército e teve oportunidade de ver o pior aspecto da guerra. Depois da guerra, o lar recém-formado de Miller, na Granja de Low Hampton, chegou a ser o lugar preferido dele e dos amigos. Em certa ocasião, sua mãe o censurou porque sempre se ausentava quando os diáconos liam na igreja. Miller respondeu que se lhe persistisse tomar a leitura quando o ministro estivesse ausente, prometia assistir regularmente. Foi aceita a sugestão. Um domingo de manhã, quando o ministro se achava ausente, Miller foi chamado como de costume para ler na igreja. Enquanto lia, sentiu-se possuído de profunda convicção, e foi-lhe impossível continuar a leitura. Ele conta o incidente da seguinte maneira: "Subitamente, diz ele, gravou-se-me ao vivo no espírito o caráter do Salvador. Pareceu-me que bem poderia existir um ser tão bom e compassivo que, por nossas transgressões fizesse expiação, livrando-nos, destarte, de sofrer a pena do pecado. Compreendi desde logo quão amável esse ente deveria ser, e imaginei poder lançar-me em Seus braços, confiante em Sua misericórdia. Mas surgiu a questão: Como se pode provar a existência de tal Ser? Afora a Bíblia, achei que não poderia obter prova da existência de semelhante Salvador, nem sequer de uma existência futura.. Vi que a Escritura Sagrada apresentava precisamente um Salvador como o que eu necessitava; e fiquei perplexo por ver que um livro não inspirado desenvolvia princípios tão perfeitamente adaptados às necessidades de um mundo decaído. Fui constrangido a admitir que as Escrituras devem ser uma revelação de Deus". (O Conflito dos Séculos, pág. 319).
Miller
pôs de lado seus comentários da Bíblia e começou a ler as
Escrituras de maneira metódica, estudando e comparando versículo
com versículo. Agora podia fazer bom emprego de seus conhecimentos
de história. É interessante notar que Miller experimentou uma
conversão e um profundo sentimento de companheirismo com Cristo
antes de começar sua investigação da Bíblia. À medida que
prosseguiu em seus estudos, descobria métodos mais eficazes. Entre
eles, os seguintes importantes princípios: a Bíblia interpreta a si
mesma; uma passagem é explicada por outra, de modo que ao estudar o
conjunto comparando passagem com passagem, o estudante chegará à
verdade. A Bíblia deve ser interpretada literalmente, exceto onde é
claro o simbolismo, como nas parábolas e nas representações
proféticas. O investigador da Escritura deve ter fé. A profecia de
Daniel 8: 14, que estudamos na Palestra anterior, intrigava Miller.
Estudou e repassou os algarismos e as datas. Por volta de 1.818,
depois de dois anos de concentrado esquadrinhamento, Miller exprimiu
sua crença de que a vinda de Cristo estava próxima.
Uma
sensação de dever oprimia Miller, e durante cinco anos investigou a
Bíblia em busca de maior luz. Mui pouca animação recebeu de outros
dos quais esperava que compartilhassem o resultado de seus estudos.
Mas de uma ordem imperiosa: "Vai ao mundo sobre o perigo que
ameaça." Esperou durante nove anos até tomar coragem para
sair e pregar. Finalmente, em 1.831, Miller fez com Deus o concerto
de que sairia e apresentaria suas convicções caso o convidassem.
Meia hora depois de sua decisão, chegou um sobrinho de Miller com o
pedido de que pregasse ao povo de Dresden, Nova York, a uns vinte
quilômetros dali. Deixando em casa seu sobrinho, Miller foi a um
bosque para orar. Ali lutou com Deus e pediu que o dispensasse de sua
promessa. Não se pôde livrar do que lhe parecia seu dever e seu
voto, de modo que decidiu aceitar o convite. Saiu do bosque
convertido em um pregador, e dirigiu-se a Dresden.
Por essa
notável vicissitude, um ardente estudante se transformou em um
poderoso pregador das Escrituras. Sua reputação irrepreensível
aliada a sua pureza, retidão e sinceridade, granjearam-lhe a
admiração até mesmo dos zombadores. Ninguém mereceu tanto o
título de "a voz do segundo advento" como Guilherme
Miller. Também em outros países houve homens que se sentiram
impulsionados a proclamar a doutrina da Segunda vinda de Cristo e o
notável é que, embora trabalhassem independentemente, todos
pregavam a mesma mensagem.
Guilherme
Miller sacudiu a América com sua pregação sobre a volta de Cristo.
Durante oito anos de sua pregação, manteve correspondência tanto
na América como em toda Europa. Em dez anos pregou mais de três mil
sermões em quase mil lugares. Em 1.848 esse veterano ficou cego, e
morreu no ano seguinte, confinado na esperança da Volta do Salvador.
Hoje
somos nós os REMANESCENTES. Não quer você também juntar a
nós e fazer parte "com o restante
de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o
testemunho de Jesus?" (Apoc. 12:17).
Deus o
Abençoe.
BIBLIOGRAFIA
A Bíblia
Sagrada (João Ferreira de Almeida)
O Grande
Conflito (Ellen G, White).
História
de Nossa Igreja (Casa Publicadora Brasileira)
Quando quiser entrar em contato mande um e-mail:
Profº.
Edmur Hawthorne
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