Vigésima Quarta Palestra

Ministério
 Edifício Espiritual
 Edmur Hawthorne
  Palestras Bíblicas 24/30
 

DANIEL 8:14 E O TEMPO DO FIM


No final desta Palestra clic ou cole o link em seu navegado para maior esclarecimento deste assunto.
Na Palestra anterior, aprendemos um pouco da profecia que nos dá vislumbre dos acontecimentos que em breve deverão ocorrer com aqueles que guardam os mandamentos de Deus e sustentam o testemunho de Jesus, que é "o conhecimento das profecias" Apoc. 12:17, E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. E 19: 10 up. E eu lancei-me a seus pés para adorá-lo; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”.

Hoje vamos falar de uma profecia que nos leva ao tempo do fim. No início dessas Palestras nós dissemos que a Bíblia era nosso guia. Agora podemos dizer que ela é também nosso mapa-guia como aqueles que usam quando fazemos uma viagem longa, para evitarmos demora ou extravios. Quando viajamos de trem, por mais longo que seja o percurso o indivíduo, mesmo que seja sua primeira viagem, é orientado pelos sinais que lhe são oferecidos, dando os nomes das várias estações, bem como os quilômetros percorridos. Mostram os nomes das últimas estações em que o comboio se deteve, e não precisam ver as chaminés das fabricas situadas nos bairros industriais, nem a fumaça que delas sai para porem a bagagem em ordem e descer do carro ao chegarem ao seu destino. Mediante uma série de sinais convencionais, sabem logo que estão para chegar e se preparam para realizar os objetivos que os conduziram até aquela cidade.

O mesmo acontece com a Escritura Sagrada. Ela é um guia que nos mostra com detalhes os objetivos da humanidade. Suas profecias anunciam com clareza os futuros acontecimentos históricos. Inúmeros pormenores nos fazem reconhecer de maneira inconfundível, o fim que se aproxima. Conforme já estudamos na Terceira Palestra, o primeiro e o segundo adventos de Cristo são como dois pólos para os quais convergem todos os meridianos das grandes profecias das Sagradas Escrituras. A primeira parte de tais predições se cumpriu cabalmente na pessoa de Jesus. Mas esse pólo da profecia necessita de verdadeiro sentido, se nos olvidamos de que implica necessariamente, o segundo advento de Cristo. Esse acontecimento é o que dará todo o seu verdadeiro significado à Sua missão de Redentor.
Mas as grandes profecias que mais nos interessam, a nós que vivemos nesta hora histórica, são as que apontam para o regresso de Cristo, que estabelecerá o Seu reino. A importância que a Bíblia outorga ao segundo e glorioso advento de Cristo, não há dúvida alguma, faz com que este seja parte fundamental do conjunto dos escritos proféticos. Esta é a razão pela qual esse majestoso acontecimento é mencionado 333 vezes no Velho Testamento e 380 vezes no Novo Testamento.

O QUE SIGNIFICA O TEMPO DO FIM

Vamos ler em Gálatas 4:4 “Mas, vindo à plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Lucas 22: 37, Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento”. E 24: 44. Assim como a primeira vinda de Cristo culminou com as profecias alusivas à missão do Messias humanizado, há também um tempo com características próprias, que precede o regresso de Cristo. Assim como até agora tudo se cumpriu, temos a certeza de que se cumprirá até o fim. Em Mateus 24: 3, “E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegou-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo”? Os discípulos, preocupados com o tempo do fim, perguntaram a Jesus: "... Quando sucederão essas coisas?... E Ele respondeu: ...vede que ninguém vos engane." Verso 04. E agora? Podemos saber com precisão se o "tempo de fim” começou? Nas páginas do livro profético que no Velho Testamento mais se preocupou com as questões relacionadas com esse tempo, lemos: "E tu Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o tempo do fim...” Daniel 12: 4, e 6-10, “06 E ele disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando será o fim destas maravilhas? 07 E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo, e quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas.08 Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? 09 E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.10 Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão”.

Em suma, o "tempo do fim" não somente se caracterizaria pelo aumento do espírito de investigação, em resultado do qual se produziria o desenvolvimento da ciência, mas este seria assinalado de modo inconfundível. Ao profeta foi feito o juramento em nome do Deus, que vive eternamente, que o "tempo do fim" se iniciaria com o término de um período profético que já lhe havia sido revelado, por ocasião da história do mundo, como um mar de povos, do qual surgiram os impérios simbolizados por diversos animais. Conforme consideramos na primeira e na décima quarta Palestra, onde aprendemos a profecia dos 1.260 anos da história que chegou até o fim do século 18, precisamente no dia 10 de março de 1.798, com a prisão do Papa Pio VI.

A cena se completa mediante as provas bíblicas que anunciaram para o fim do século 18 o despertamento para o estudo das profecias, bem como a grande atividade no sentido das invenções, que culminaram em um estado de crise mundial sem precedentes. Leiam Mateus 24:5-14, “05 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. 06 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. 07 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. 08 Mas todas estas coisas são o princípio de dores 09 Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. 10 Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. 11 E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. 12 E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. 13 Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. 14 E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. E 29 e 30, “29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. 30 Então aparecerão no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Creio que agora vocês compreenderão melhor o verso 29, que diz: "Logo em seguida a tribulação daqueles dias...”, o sol deveria se esconder, a Lua não deveria aparecer, e as estrelas cairiam do firmamento. Leiam com mais atenção, e leiam novamente Daniel 12:7e9.(acima mencionado).

AS 2300 TARDES E MANHÃS

Agora vamos ler todo o capítulo oito no livro de Daniel. “01 NO ano terceiro do reinado do rei Belsazar apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio”.02 E vi na visão; e sucedeu que, quando vi, eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; vi, pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai. 03 E levantei os meus olhos, e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos, mas um era mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. 04 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir; nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia.05 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre insigne entre os olhos. 06 E dirigiram-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no ímpeto da sua força. 07 E vi-o chegar perto do carneiro, enfurecido contra ele, e ferindo-o quebraram-lhe os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão. 08 E o bode engrandeceram sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro também insignes, para os quatro ventos do céu. 09 E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa. 10 E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou. 11 E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra. 12 E um exército foram dados contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou. 13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados? 14 E me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. 15 E aconteceu que, havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei o significado, e eis que se apresentou diante de mim como que uma semelhança de homem. 16 E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel dá a entender a este a visão. 17 E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo. 18 E, estando ele falando comigo, caí adormecido com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me fez estar em pé. 19 E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim. 20 Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia, 21 Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei; 22 Ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dele. 23 Mas, no fim do seu reinado, quando acabarem os prevaricadores, se levantará um rei, feroz de semblante, e será entendido em adivinhações. 24 E se fortalecerá o seu poder, mas não pela sua própria força; e destruirá maravilhosamente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo. 25 E pelo seu entendimento também fará prosperar o engano na sua mão; e no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas sem mão será quebrado. 26 E a visão da tarde e da manhã que foi falada, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias muito distantes. 27 E eu, Daniel, enfraqueci, estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei do negócio do rei. “E espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse”.

Como pudemos notar, um novo colorido simbólico reveste o cenário do capítulo agora em consideração, nada há nessa nova revelação comparável aos impressionantes e majestosos emblemas do capítulo precedente. Contudo, enquanto no capítulo sétimo terríveis e bravas feras surgem e atuam como tais, neste oitavo capítulo, por incrível que pareça, animais considerados domésticos, mansos e humildes, aparecem em cena atuando como se fora feras indomáveis e destruidoras. Entretanto, todo o poder profético desses novos animais que são apenas dois, manifestam-se através de suas impressionantes pontas, os três últimos impérios: Medo-Pérsia, Grécia e Roma.

Medo-Pérsia, representadas pelos dois chifres do carneiro. Veja Daniel 8: 20, (leia acima), E a Grécia representada pelo bode peludo, com seu chifre grande entre os olhos, que representa o rei Alexandre, o Grande. Daniel 8: 21, (leia acima), Como explica o verso 22, "o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão em lugar deste", ou seja: Alexandre, mas não com a mesma força que ele tinha. Em 301 AC, na Frigia, houve uma batalha chamada Ipsus, onde pereceu Antígono, um dos maiores disputantes do trono e que se apoderara da Ásia-Menor e Síria, tendo assim reduzidos a apenas quatro os pretendentes ao trono da Grécia. E são eles os mais famosos generais de Alexandre: Cassandro, que governou a Grécia e Macedônia; Lisímaco, que governou a Trácia e Bitínia; Ptolomeu, que governou o Egito, Líbia, Arábia, Palestina, Cele-Síria e a Ilha de Chipre; Selêuco Nicanor, que governou a Síria, parte da Ásia-Menor e as províncias orientais. Assim estava dividido o império de Alexandre em quatro fragmentos para os quatro ventos conforme a profecia determinava: Oeste com Cassandro, Leste com Selêuco, Norte com Lisímaco e o Sul com Ptolomeu. Compare esta divisão com Daniel 7:6, Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio”. Aqui aparece um animal semelhante a um leopardo que tinha quatro asas e quatro cabeças, que também representava o mesmo império.

Agora leiam novamente Daniel 8:8-12. (Já descrito acima), Depois da quádrupla divisão, ela foi reduzida a três e finalmente duas, ficando apenas Selêuco e Ptolomeu, os quais a profecia chama de "Rei do Norte" ao primeiro e "Rei do Sul" ao segundo. Veja Daniel 11:5 e 15, “05 E será forte o rei do sul; mas um dos seus príncipes será mais forte do que ele, e reinará poderosamente; seu domínio será grande. 15 E o rei do norte virão, e levantará baluartes, e tomará a cidade forte; e os braços do sul não poderão resistir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força para resistir”.
Essa última divisão durou até o ano 168 AC, quando então os romanos se apoderaram dos reinos em questão, assumindo, assim, a posição do chifre pequeno, de Daniel 08: 8e9. (Descrito acima) Compare com Daniel 7: 7,8, “07 Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. 08 Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas”. 19,24 e 25, 19 Então teve desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava; 24 E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.25 E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo, que já estudamos na décima quarta Palestra.

Esse chifre pequeno, sem dúvida alguma, é o império romano que depois de conquistar os impérios da Grécia, crescia muito para a Grécia e Macedônia, Trácia e Bitínia, Síria, Oriente Egito e Palestina. Leia novamente Daniel 08:23-25. (Já descrito acima), Aqui Deus está nos dizendo que, ao final do reinado, iria surgir outro reino, "Levantar-se-á um reino de feroz catadura e entendido em intrigas, causará estupendas destruições, destruirá os poderosos e o povo santo. Fará prosperar o engano, (prestem atenção), enganará e destruirá a muitos que vivem despreocupados, (aqueles que não estão preocupados com o estudo da Bíblia). levantar-se-á contra o Príncipe, (Cristo), mas será quebrado sem esforço de mãos humanas". Comparem com Daniel 2:44 e 45, 44 Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, 45 Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”. Que já estudamos na Segunda Palestra. Leia também, Mateus 24:24Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”.

O Exército do Céu e as estrelas, de que fala Daniel 8:10, (Veja acima), entendemos que "Exército do Céu" é o povo de Deus aqui na Terra, e por Estrelas, o pregador do Evangelho Eterno; pode comprovar no mesmo livro de Daniel 12:3, Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente”. Lemos também, em Apocalipse 12:1, E VIU-SE um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”. Sobre uma mulher coroada de doze estrelas. Como já sabemos que mulher é igreja, aqui no caso, Igreja de Cristo, e as doze estrelas, são os doze apóstolos do Senhor.

A Roma pagã cumpriu esse tremendo pormenor da profecia, perseguindo os apóstolos de Cristo, sem contar com a multidão de fiéis da igreja, desde o primeiro até o final do século 18 dC. - Vamos agora concluir com a profecia de Daniel 8:14, que levará exatamente ao Tempo do Fim, isto é: o ano de 1844 dC, quando Jesus entrou no lugar santíssimo do Santuário Celestial, de que falamos na décima primeira Palestra.
Leia Daniel 08:13,14 e 26, 13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados? 14 E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. 26 E a visão da tarde e da manhã que foi falada, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias muito distantes”, aqui o próprio anjo perguntava, "até quando durará a visão do costumado sacrifício?" e a resposta veio no verso 14 "Até 2300 tardes e manhãs", e no verso 26 a confirmação de que as 2300 tardes e manhãs citadas no verso 14, "são fiéis e verdadeiras", e diz ainda que é para dias ainda muito distantes.
Agora vamos à interpretação dessa profecia, e vocês vão notar que se trata da mais longa profecia da Bíblia, e que se você prestar bem atenção verá o seu maravilhoso cumprimento. Para podermos compreender bem os próximos raciocínios, é bom que se saiba que a divisão de capítulos e versículos na Bíblia só foi efetuada muito tempo depois de Cristo. Portanto, não pense que cada capítulo, principalmente os de Daniel, está tratando de um assunto exclusivo. O livro de Daniel é uma cadeia de visões que se entrelaçam. Portanto, para compreendermos este assunto, temos agora que ler o capítulo nono, onde Daniel inicia com uma oração, de joelhos, em profunda humilhação diante de Deus, confessando o seu pecado e o de seu povo. Tenta justificar a justiça de Deus com relação ao trato com seus companheiros e irmãos, por terem caído prisioneiros nas mãos de Nabucodonosor.

AS SETENTA SEMANAS

No verso 23 do capítulo nono, ou seja: Daniel 9:23, “No princípio das tuas súplicas, saiu à ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão”. Deus atende a oração do profeta enviando novamente o "anjo Gabriel" que dá a entender a este o sentido da visão, tanto das 2.300 tardes e manhãs, como das setenta semanas. Nos capítulos oitavo e nono, principalmente os versos 24-27, “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. 25 Sabem e entendem desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. Nestes versículos Deus nos dá uma visão precisa do tempo do advento do Messias. Nascimento, batismo e morte do Filho de Deus. E, finalmente, o anjo deixa bem claro a futura rejeição dos judeus como povo de Deus, por terem eles rejeitado o Messias de Deus.
Recapitulando as Palestras anteriores, nós já sabemos que em profecias, um dia para Deus é um ano para nós. Agora aqui “o anjo Gabriel” introduz “uma tarde e uma manhã”, que vem a ser o mesmo que um dia de vinte e quatro horas, com sua parte clara e escura. Confira em Gênesis 1: 5,8,13,19 e 23, “05 E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. 08 E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro. 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto. 23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto”. (Estamos pormenorizando bem este assunto devido existir alguns líderes religiosos, que ensinam que essa tarde e manhã, está se referindo ao sacrifício efetuado no Santuário à tarde e de manhã). Esse argumento é desfigurado somente com a leitura de Daniel 8:26, onde diz que esse acontecimento só iria se cumprir “daqui a muitos dias”. Portanto, a interpretação de que a profecia está falando em 2300 anos, é muito mais lógica. As setenta semanas é aparentemente, uma nova profecia, mas na realidade é apenas um complemento de Daniel 8:14, pois as setenta semanas “foram determinadas sobre o teu povo”. A palavra determinada é o mesmo que dizer: “Cortada, separada ou decretada”, como são traduzidas em outras versões bíblicas do vocábulo hebraico original “NECHTAK”. Portanto, foram cortadas ou separadas das 2.300 tardes e manhãs, (2.300 anos), 490 anos que são o resultado das setenta semanas. Por que 490 anos? Porque setenta semanas são 490 dias, e como já dissemos que cada dia representa um ano é, portanto, 490 anos que subtraídos dos 2.300 anos restam ainda 1.810 anos a serem cumpridos nessa profecia.
Agora vamos trocar tudo isso em miúdos: (mas prestem bem atenção na precisão do cumprimento). Em Daniel 9:25, “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos”, o anjo nos diz que até o Messias, isto é, até o dia do nascimento de Cristo, sessenta e duas semanas; e mais sete. Somando 62+7, temos 69 semanas, que nos levarão ao batismo de Cristo, sendo, portanto, 483 anos. Agora nós temos que encontrar quando deveria iniciar o período dos 2.300 anos. E isto nós encontramos no verso 25, “que diz: “Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, sete semanas, e sessenta e duas semanas”; e o livro de Esdras 7: 12-14, 12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu, paz perfeita, etc. 13 Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir contigo a Jerusalém, vá. “14 Porquanto és enviado da parte do rei e dos seus sete conselheiros para fazeres inquirição a respeito de Judá e de Jerusalém, conforme a lei do teu Deus, que está na tua mão”; Aqui encontramos a ordem de Artaxerxes, rei da Pérsia, promulgada exatamente no outono do ano 457 AC. A partir dessa data, 483 anos estende-se até o outono do ano 27 de nossa era. Nesse ano cumpriu-se a profecia, pois a palavra “Messias significa: O Ungido”. Pois exatamente no ano 27 dC. Jesus foi batizado por João Batista, e recebeu a unção do Espírito Santo.
O apóstolo Pedro testifica que “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder”, (Atos 10:38), “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”. E o próprio Salvador declarou: “O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres”. (Lucas 4:18). Depois de Seu batismo, Ele foi para a Galileia pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo: O tempo está cumprido (Marcos 1: 14 e 15).

Bem, agora falta ainda uma semana. “E Ele firmará um concerto com muitos por uma semana: e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”. (Daniel 9:27). (Notem que aqui já está a determinação de Deus para que se encerrassem na cruz as ofertas, tanto dos sacrifícios como as de manjares, de que vamos falar na Palestra das leis cerimoniais). Essa semana restante é os últimos sete anos do período concedido especialmente à nação Judaica. Durante esse tempo, que se estende do ano 27 aos 34 de nossa era, Cristo a princípio em pessoa e depois pelos Seus discípulos, dirigiu o convite do evangelho especialmente a eles, (os judeus). Ao saírem os apóstolos com as boas novas do reino de Deus, a recomendação do Salvador era: “... mas ide às ovelhas perdidas da casa de Israel” Mateus 10:5 e 6. “Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”. No ano 31 DC., três anos e meio depois de Seu batismo, Nosso Senhor foi crucificado. Com o grande sacrifício oferecido no Calvário, terminou aquele sistema cerimonial de ofertas, que durante quatro mil anos haviam apontado para o Cordeiro de Deus, que agora se ofereceu a Si mesmo para tirar o pecado de muitos. E esse cerimonial deveria cessar.
As setenta semanas, ou 490 anos, que foram determinados para os judeus se arrependerem e voltar para Deus, como já dissemos, terminou no ano 34 DC. Naquele tempo, pelo ato do sinédrio judaico, a nação selou sua recusa do Evangelho, pelo martírio de Estevão e perseguição aos seguidores de Cristo. Assim, a mensagem da salvação não mais era restrita ao povo escolhido, e foi dada ao mundo. Atos 8:4,5, “04 Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. 05 E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo, e 22: 21, “E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe”. Porém, os judeus, longe de deterem seus pecados, tornaram-se mais pecadores, mais desafiantes do Céu com maior volume de pecado. Jesus lhes dissera: “Enchei vós, pois, a medida de vossos pais”. (Mateus 23:32). A culminação do pecado da nação foi à rejeição e crucifixão do Messias. Assim, a nação ultrapassou os limites da possibilidade de arrependimento e pecou contra o Espírito Santo, “o pecado imperdoável”. Em vão o Mestre apelou ao ingrato povo com essas palavras: “O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo, arrependei-vos e crede no Evangelho”. (Marcos 1:15 e Mateus 21:43). Deus tinha toda razão quando disse, há mais de quatro mil anos, a Noé, estas palavras: “... e disse o Senhor em Seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a Terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice...”. (Gênesis 8: 21 e 22). Um prazo de quase cinco séculos para se converterem dar fim à voluntária transgressão, e o que ocorreu foi que o pecado dos judeus transbordou a taça da misericórdia de Deus, resultando a fatal rejeição e a perda do reino eterno. E agora perguntamos: E hoje? As nações não estão muito mais afastadas dos preceitos de Deus do que os judeus daquele tempo? Como está o seu relacionamento com o seu Deus? Aquele Deus, que lutou tanto para que a nação judaica se arrependesse de seus pecados, é o mesmo que hoje está tentando falar conosco através de Sua Palavra.

Dissemos acima, “com rara exceção”, por haver hoje em dia alguns judeus cristãos, pois o evangelho da graça é estendido a todas as pessoas que aceitarem a Jesus Cristo como Seu Salvador pessoal. (Romanos 6:22 e 23, 22 Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. 23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”, e 5:19, Que fique bem claro: A rejeição de Deus sobre a nação judaica é como representante d’Ele aqui na Terra, e não sobre as pessoas individualmente, Romanos 11:1,13e14, “01 DIZEM, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 13 Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério; 14 Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles”.

TÉRMINO DA PROFECIA

Com o término da primeira parte dos 490 anos, ou setenta semanas, destacadas dos 2.300 anos de que trata a profecia, no ano 34 dC, precisamente no outono, mês de outubro de nosso calendário, compreende-se que os restantes 1.810 dos 2.300 anos, devem ser acrescentados ao ano 34, e assim teremos a data exata do final desse período de 2.300 anos que é, sem dúvida alguma, o dia 22 de outubro de 1.844. Relendo Daniel 8:14 up nos dizem que: “... e o santuário será purificado”. A purificação do santuário, que é o acontecimento indicado nesse final do período das 2.300 tardes e manhãs, deve buscar na explanação dos seguintes versos: Daniel 07:9-14; “09 Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentaram; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente”. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. 11 Então estiveram olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo; 12 E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes prolongada à vida até certo espaço de tempo. 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. “14 E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”; 8:19; “E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim”. Mateus 24:29-31; 29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. 30 Então aparecerão no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. 31 E ele enviarão os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus”. Apocalipse 11:15; E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. 21:10, 23-27, 10 E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. 23 E a cidade não necessitam de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. 24 E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. 25 E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. 26 E a ela trarão a glória e honra das nações. 27 E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro”. E 22:6 e 7, “06 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer. 07 Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”.
Que encerram uma exposição do juízo de investigação que propriamente dito como a “purificação do santuário”. “Se for possível analise um gráfico ou uma figura que contenha o santuário contendo as 2.300 tardes e manhã”. (Ex. no livro Patriarcas e Profetas de Ellen G. White você encontra). Aí você poderá contemplar suas divisões em tamanho desiguais de tempo, assentadas, porém, datas pré-estabelecidas pela revelação, o que nos dá segurança e uma verdadeira confiança na infalibilidade da profecia. Como ela cumpriu-se o que estava determinado até o presente momento, pode com toda certeza, dizer que realmente estamos vivendo, não mais no “tempo do fim”, mas, “no fim dos tempos”.
Como pudemos notar o tempo da graça para o povo judeu consta de três períodos distintos: sete semanas, ou 49 anos para a reconstrução dos muros de Jerusalém e para o restabelecimento do lar judaico na Judéia; sessenta e duas semanas, ou 434 anos, de espera até ao advento do Messias, época em que o “dom de profecia” esteve ausente da nação; e uma semana, ou sete anos, para a confirmação do concerto pela morte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo já considerado. Desde o dia 22 de outubro de 1.844 até agora, conforme o verso de Daniel 8:14, está se processando a purificação do santuário celestial. O Evangelho foi restaurado e está sendo proclamado ao mundo, conforme determina Mateus 24:14, “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. Em mais de mil línguas e dialetos, em mais de 230 países e ilhas, por um “movimento religioso denominado O POVO DO ADVENTO”, aqueles que “... guardam os Mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus”, (o testemunho de Jesus é o espírito de profecia, ou seja: o conhecimento das profecias). Confira em Apocalipse, 12:17, E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”, e 19 :10 up. E eu lancei-me a seus pés para adorá-lo; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”.

Nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, podemos estudar as cartas enviadas às Igrejas da Ásia. A Igreja Cristã desenvolveu a sua história entre o período de: 34 a 1,844 DC, mas foi totalmente dizimada pela intolerância religiosa, principalmente na Idade Média sob o poder temporal do papado. Mas, o tempo dos gentios estende-se para além de 1.844, até o aparecimento da segunda vinda de Cristo.

Em Daniel 12:4, Deus ordenou a Daniel que selasse o livro até o
“tempo do fim”; e em Apocalipse 10:1-10, Deus manda João comer um livrinho, e ele o comeu, e “em sua boca era como o mel, mas no estômago será amargo como o fel”. O assunto aqui é o mesmo, esse livrinho que João comeu simbolicamente, é o próprio livro de Daniel, que deveria ser aberto ou conhecido no “tempo do fim”. Daniel 12:8-10 e 13, “08 E o bode se engrandeceu sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro também insignes, para os quatro ventos do céu. 09 E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa. 10 E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou”.

Em 1.816, aproximadamente, Deus desperta um Capitão do Exército americano. Ele havia liderado aguerra contra os ingleses no ano anterior, fora criado em um lar batista. Guilherme Miller foi levado pelo Espírito Santo a estudar e esquadrinhar a Bíblia. Foi ele quem descobriu a profecia que acabamos de estudar, e que o levou a ter certeza de que Jesus iria voltar pela segunda vez. Foram mais de dezoito anos de diligentes estudos para se chegar às conclusões finais, e, finalmente, abrir para o mundo o livro de Daniel que, juntamente com Apocalipse, nos revela esta maravilha que é a PALAVRA DE DEUS.

Deus o abençoe.

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BIBLIOGRAFIA


A Bíblia Sagrada - João F. de Almeida RA.
As Profecias de Daniel - Araceli S. Mello.
As Profecias do Apocalipse – Araceli S. Mello.
Revelações do Apocalipse – Roy Anderson.
O Grande Conflito – Ellen G. White.



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Profº. Edmur Hawthorne




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