Ministério
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 26/30
O DOM DE PROFECIA
COMO FORAM DADAS AS VISÕES
Edifício Espiritual
Edmur Hawthorne
Palestras Bíblicas 26/30
O DOM DE PROFECIA
COMO FORAM DADAS AS VISÕES
Se bem
que a queda trágica de nossos primeiros pais no princípio os
privasse de conversar com seu Criador face a face conforme Isaias
59:2, “Mas
as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e
os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos
ouça”.
Deus não deixou o homem sem meios pelos quais se pudesse com ele
comunicar. Para os que deviam assim escolher se pudessem aproveitar
inteligentemente das graciosas providências tomadas para sua
salvação, era preciso receber instruções, informações e guia.
Os métodos de comunicação eram bastante variados em sua natureza,
indo desde a saudável voz de Deus ouvida em diversas ocasiões, ao
Urim e Tumim Êxodo 28:30, “Também
porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o
coração de Arão, quando entrar diante do SENHOR: assim Arão
levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do
SENHOR continuamente”.
Pelos quais o povo podia interrogar o Senhor. Em várias ocasiões
anjos têm trazido do Céu mensagens diretas a indivíduos; por vezes
Deus tem dado sonhos para advertir de perigos iminentes; e no
decorrer de todos os séculos as vozes dos profetas se têm feito
ouvir.
Desses
vários meios de comunicação pregados pelo Senhor, o mais comum e
mais amplamente usado era o do profeta. O próprio Deus declarou a
Israel Sua intenção em linguagem simples: "Se
entre vós houver profeta, Eu, o Senhor, em visão a ele Me farei
conhecer, ou em sonhos falarei com ele" (Número
12:6). Informações, instruções e direções deviam ser dadas ao
profeta, para que ele, por sua vez, as comunicasse ao povo. O
processo pelo qual o profeta recebia a mensagem divina não era
conversa face a face com Deus, nem por outro lado era mediante
impressões ou fortes sentimentos, mas por um processo definido e
divinamente escolhido, denominado "visões".
Em todos
os séculos da história Deus teve Seus verdadeiros representantes
entre os homens. Em nome do Todo Poderoso conservaram bem alto o
estandarte da verdade e testificaram, corajosamente, do direito
divino. Alguns desses baluartes da justiça destacaram-se mais do que
outros, em face da época em que foram despertados por Deus para
desempenharem uma função saliente. Nos relatórios que dizem
respeito à aurora do mundo, lemos especialmente de Enoque,
contemporâneo de Adão, a erguer a sua voz em clamor contra a
impiedade e a anunciar juízo vindouro sobre toda a má
conduta. Mais tarde levanta-se Noé, outro destemido embaixador de
Deus, "pregoeiro da justiça", anunciando uma
mensagem decisiva contra a crescente onda da maldade humana,
precursora de um dilúvio de águas. Abraão, "amigo de
Deus"‚ o vulto mais proeminente da escalada das
"testemunhas de Deus" depois do dilúvio até
Cristo. Seus imediatos descendentes, Isaque e Jacó, seguiram-no
destemidamente, fazendo refulgir com firmeza a divina luz da justiça
celestial diante duma civilização desequilibrada. José, no Egito,
e Daniel, em Babilônia, foram outros brilhantes porta-estandartes da
verdade de Deus. A história do Velho Testamento está repleta
de outros dignos mensageiros do Altíssimo, que, com denodado zelo e
rara devoção, desempenharam papel que lhes coube no divino plano de
Deus.
Também a
história do Novo Testamento está ornada de eminentes homens,
embora humildes e simples, que, como os do Antigo Testamento,
levantaram sem temer a voz para testemunhar do Criador e de Seu Filho
Jesus Cristo. Tão eloqüente foi o testemunho que deram que por Ele
preferiram antes morrer a alterá-lo.
Um dos
mais notáveis e destacadas luminares que brilhou na era apostólica
em exaltação a Deus e do Salvador, foi João, o cognominado
"discípulo amado". Seu pai era humilde pescador do
mar da Galileia; e sua mãe Salomé parece ter sido íntima de
Maria, mãe de Jesus. João foi um dos primeiros apóstolos a serem
atraídos pelo humilde Nazareno.
A PESSOA
DO PROFETA
Quando
falamos em profecias, um dos principais
fatores de importância que surge, é a pessoa do profeta. Mas,
um profeta não é profeta porque desejou ser ou porque se fez
profeta por si mesmo. O profeta é o indivíduo a quem Deus chama e o
investe no cargo de profeta, para exercer o ofício de profeta. Em
nenhum caso um profeta de Deus investiu nesse honroso cargo por
sua conta própria. Não é qualquer homem que está
categorizado a ser um profeta de Deus. Qualquer um deles não
escolherá Deus para tão alta função de profeta. O homem da
preferência de Deus para ser Seu honrado profeta, deve
ser distinto, possuir qualidades que o habilitem a esse tão
sagrado ministério. Será um servo leal de Deus, fiel em todos os
sentidos aos reclamos de Sua divina vontade como exarada em Sua santa
Lei; um homem humilde, despretensioso, zeloso da honra de Deus,
da Sua causa e de Seu povo; porta-voz de Deus,
desembaraçado deste mundo, de absoluta confiança, de
fervente fé‚ e de muita oração. Enfim, um homem que consinta em
que, Deus o dirija na obra para a qual é chamado e empossado. Assim
foram os profetas de Israel, homens de absoluta honradez e elevada
consagração.
Igualmente,
o profeta não prevê coisa alguma. Tudo o que ele propala oralmente
ou por escrito, em virtude de sua investidura como profeta, lhe
é antecipadamente mostrado ou revelado por Deus. Como profeta ele é
tão somente um porta-voz de Deus. É um mensageiro de Deus,
portador de uma mensagem de poder, de aprovação, de
repreensão, de conselho ou de previsão do futuro bom ou mau.
Portanto, as
profecias das Sagradas Escrituras, procedentes da pena dos
profetas de Deus, as únicas inspiradas e verdadeiras, não
podem ser interpretadas segundo o molde do pensamento humano.
Exclusivamente os eventos históricos delas comprobatórios, são
os seus legítimos intérpretes.
A
profecia nada mais é, segundo a palavra de Pedro, do que “uma
luz que alumia em lugar escuro". (II Pedro
01:19). O futuro do mundo tem sido iluminado ao povo de Deus
pela palavra da profecia. Seu povo, que tem marchado através
dos séculos em demanda de seu reino de paz e perfeição, não
tem andado às cegas. Todo futuro tem sido claro, e isso revelou
Deus pelas profecias infalíveis, para que se precavesse em
face de seus inimigos de emboscadas ao longo do caminho. Todos
os movimentos dos grandes impérios e das nações da terra
foram e são controlados por Deus e revelados a seu escolhido
povo que, em meio às tão variadas mutações da História
prossegue para o supremo alvo, o glorioso reino do Senhor.
Tudo, porém‚ no que respeita aos marcos
principais da História, foi traçado por Deus e
comunicados aos profetas, Seus servos, principalmente a Daniel e
João.
Acham-se sobre
nós os perigos dos derradeiros dias, e cumpre-nos vigiar e
orar, estudar e dar ouvidos às lições que nos são dadas nos
livros de Daniel e Apocalipse, que estão nos revelando o que
já dissemos na lição primeira: “O Alicerce” e “O
futuro aberto aos olhos do presente". Como
estamos notando, são profecias inspiradas, cujo cumprimento
histórico tem sido incontestável. Resumindo, dizemos: Que
gloriosa luz deu-nos Deus para este final da história humana.
Anda na escuridão apenas aquele que quer! Que não seja o seu caso.
Amém.
AS FUNÇÕES DO DOM PROFÉTICO EM, O NOVO TESTAMENTO.
O Novo
Testamento concede ao dom de profecia um lugar proeminente entre os
dons do Espírito Santo, colocando-o uma vez em primeiro lugar e
duas vezes em segundo, entre os ministérios de maior
utilidade para a igreja veja Romanos 12:6, “De
modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se
é profecia, seja ela segundo a medida da fé”; I
Coríntios 12:27-28, “Ora,
vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.
28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo
lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de
curar, socorros, governos, variedades de línguas”.
E Efésios 4:11, “E
ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros
para evangelistas, e outros para pastores e doutores”,
Ela estimulou os crentes a desejarem de modo especial o dom de
profecia. I Coríntios 14:1e39, “01
SEGUI o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas
principalmente o de profetizar”. 39
“Portanto, irmãos procurem, com zelo, profetizar, e não proibais
falar línguas”.
O Novo
Testamento sugere que os profetas desempenhem as seguintes funções:
01 que prestem assistência na função da Igreja
Efésios 2:20-22; “20
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que
Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
21 No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo
no Senhor. 22 No qual também vós juntamente sois edificados para
morada de Deus em Espírito”. 02 - Que
elevem a extensão missionária da Igreja Atos 13:2 e 3;
“02
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo:
Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
03 Então, jejuando e
orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. Barnabé
e Saulo pregam em Chipre”. 03 - Que
edifiquem a Igreja I Coríntios 14:3e4;
“03 Mas o que profetiza
fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.
04 O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o
que profetiza edifica a igreja”. E a Jesus
Cristo Efésios 4:11e12; “11
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros
para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério,
para edificação do corpo de Cristo;
04 - Que unam e protejam a Igreja das falsas doutrinas Efésios
4:14; “Para
que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo
o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam
fraudulosamente”. 05 Que
advirtam os crentes quanto aos perigos e dificuldades futuras
Atos 20:23, “Senão
o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me
esperam prisões e tribulações”.
21:4, “E,
achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito
diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém”.
10:14; “O
qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é,
Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido
para memória diante de Deus”; 06) Que
ajudem os crentes na confirmação da fé em tempos de
controvérsia Atos 15:30-35, “30
Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando
a multidão, entregaram a carta.
31 E, quando a leram, alegraram-se pela exortação. 32 Depois Judas
e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos
com muitas palavras. 33 E, detendo-se ali algum tempo, os irmãos os
deixaram voltar em paz para os apóstolos; 34 Mas pareceu bem a Silas
ficar ali. 35 E Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia, ensinando e
pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor”.
O
DOM PROFÉTICO NOS ÚLTIMOS DIAS
Muitos
cristãos creem que o dom profético cessou no encerramento da
era apostólica. Mas a Bíblia revela a necessidade especial de
orientação divina durante as crises do tempo do fim; isso
testifica da contínua necessidade da provisão do dom
profético depois dos tempos do Novo Testamento. Não
existe qualquer evidência bíblica de que Deus haveria de retirar os
dons espirituais por Ele concedidos à Igreja, antes que
completasse Seu propósito, o qual, de acordo com Paulo, seria
levar a Igreja “à unidade
da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita
varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”
(Efésios 4:13). Uma vez que a Igreja ainda não alcançou tal
experiência, necessita ela ainda da presença dos dons do
Espírito. Esses dons, incluindo o dom de profecia, continuarão
a operar em benefício do povo de Deus até o retorno de Cristo.
Consequentemente, Paulo advertiu os crentes a não “extinguir
o Espírito” nem “desprezar
as profecias”, (I Tessalonicenses 5:19e20),
aconselhando ainda: "procurai com
zelo os dons espirituais, mas principalmente, o de profetizar”.
(I Coríntios 14:1).
Nem
sempre esses dons se manifestaram abundantemente na experiência da
igreja cristã. Após a morte dos apóstolos, os profetas desfrutaram
de respeitabilidade em muitos círculos, até por volta do ano 300
d.C. Mas o declínio da espiritualidade da igreja e a consequente
apostasia, conduziram a uma redução tanto da presença do Espírito
quanto de Seus dons. Ao mesmo tempo falsos profetas ocasionaram perda
de confiança no dom profético.
O
declínio do dom profético durante certos períodos da história da
Igreja não significou que Deus houvesse retirado o dom
permanentemente. A Bíblia indica que, ao aproximar-se o fim dos
tempos, o dom estaria presente a fim de assistir a Igreja durante
esses momentos de dificuldades. Mais ainda, ela garante que haveria
um incremento na atividade desses dom.
O DOM
PROFÉTICO IMEDIATAMENTE ANTES DO SEGUNDO ADVENTO
Deus
concedeu o dom profético a João Batista para que anunciasse o
primeiro advento de Cristo. De modo similar, podemos esperar que Ele
enviasse o mesmo dom para proclamar o Segundo Advento, de modo que
todas as pessoas tenham oportunidade de se preparar para o encontro
com o Salvador.
De fato,
Cristo mencionou o surgimento de falsos profetas como um dos sinais
da proximidade de Sua segunda vinda Mateus 24:11 e 24, “11
E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos e 24
Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão
grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até
os escolhidos”. Se não devessem existir
profetas verdadeiros durante o tempo do fim, Cristo não teria
advertido contra qualquer indivíduo que pretendesse possuir o
dom. Sua advertência no tocante aos falsos
profetas implica que existiriam igualmente
profetas verdadeiros. O profeta Joel anunciou um derramamento
especial do Santo Espírito e do dom profético justamente antes do
retorno de Cristo. Ele disse: em Joel 2:28-31, “29
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei
o meu Espírito. 30 E
mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de
fumaça. 31 O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes
que venha o grande e terrível dia do SENHOR”.
O
primeiro Pentecostes testemunhou memorável manifestação. ‘Pedro,
citando a profecia de Joel, destacou que Deus havia cumprido a Sua
promessa Atos 2:1-5e14-18, “01
E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concorde mente no
mesmo lugar; 02 E de
repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e
encheu toda a casa em que estavam assentados. 03 E foram vistas por
eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre
cada um deles. 04 E todos foram cheios do Espírito Santo, e
começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes
concedia que falassem. 05 E em Jerusalém estavam habitando judeus,
homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
14 Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e
disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém,
seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. 15 Estes homens
não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do
dia. 16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 17 E nos
últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei
sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas
profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos
terão sonhos; 18 E também do meu Espírito derramarei sobre os meus
servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão”;
Entretanto,
devemos indagar se a profecia de Joel encontrou seu pleno e total
cumprimento no dia de Pentecostes ou se ainda devemos esperar outro
cumprimento, mais amplo e mais completo. Não possuímos
evidências de que os fenômenos no Sol e na Lua, mencionados por
Joel, ocorreriam antes ou depois do derramamento do Espírito. Na
verdade, eles não ocorreram senão muitos séculos mais tarde
(veja a Segunda Palestra deste Edifício).
O Pentecostes representou, portanto, um prelúdio da plena
manifestação do Espírito que verá ocorrer antes do
Segundo Advento. Tal como a chuva temporã da Palestina, a qual
caía no outono, pouco tempo depois que as sementes eram
lançadas ao solo, o derramamento do Espírito Santo, por ocasião do
Pentecostes, inaugurou a dispensação do Espírito. O cumprimento
pleno e final da profecia de Joel corresponde à chuva serôdia,
a qual, caindo na primavera, amadurecia o
grão Joel 2:23, “E
vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no SENHOR vosso
Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva temporã; fará
descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia”.
Semelhantemente, a concessão final do Espírito de Deus
deverá acontecer imediatamente antes do segundo Advento, depois
dos sinais preditos para o Sol, Lua e estrelas conforme
Mateus 24:29, “E,
logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua
não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências
dos céus serão abaladas.
Apocalipse 6:12-17, “12
E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande
tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a
lua tornou-se como sangue;
13 E as estrelas do céu
caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus
figos verdes, abalada por um vento forte.
14 E o céu retirou-se
como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram
removidos dos seus lugares. 15 E os reis da terra, e os grandes, e os
ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre,
se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; 16 E diziam
aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto
daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; 17
Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir”?
Joel 2:31, “O
sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o
grande e terrível dia do SENHOR”.
Tal como a chuva temporã, essa manifestação final
do Espírito amadurecerá a colheita da Terra Mateus 13:29-30 e
36-39, “29
Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não
arranqueis também o trigo com ele.
30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da
ceifa, direi aos ceifeiros: Colha primeiro o joio, e atai-o em molhos
para queimá-lo; mas, o trigo ajunte-o no meu celeiro.
36 Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E
chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a
parábola do joio do campo. 37 E ele, respondendo, disseram-lhes: O
que semeia a boa semente é o Filho do homem; 38 O campo é o mundo;
e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do
maligno; 39 O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim
do mundo; e os ceifeiros são os anjos”. E “todo
aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”
(Joel 2:32).
O DOM
PROFÉTICO NA IGREJA REMANESCENTE
Conforme já
estudamos, no Décimo Quarto e no Décimo Sexto Andares, Apocalipse
12 menciona dois períodos de acentuada perseguição, a primeira que
se estendeu de 538 - 1798 d.C. (Apocalipse 12:6 a 14, “06
E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por
Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta
dias. 7 E houve batalha no
céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e
batalhavam o dragão e os seus anjos; 08 Mas não prevaleceram, nem
mais o seu lugar se achou nos céus. 09 E foi precipitado o grande
dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana
todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram
lançados com ele. 10 E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora
é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o
poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é
derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.
11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu
testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. 12 Por isso
alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam
na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira,
sabendo que já tem pouco tempo. 13 E, quando o dragão viu que fora
lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.
14 E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que
voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo,
e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente”.
Os
crentes leais sofreram intensas perseguições. Uma vez
mais, justamente antes do Segundo Advento, Satanás atacará o
restante da semente da mulher, a igreja remanescente que se
recusa a abdicar da obediência que presta a Cristo. O
Apocalipse caracteriza os crentes leais que constituirão o
remanescente como aqueles "que
guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”
(Apocalipse 12:17).
A frase "testemunho de Jesus” se refere ao dom profético, algo que se estabelece claramente na conversa posterior do anjo com João. Próximo ao final do livro, o anjo identifica a si mesmo como "conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 19:10), e como "conservo teu e dos teus irmãos, os profetas” (Apocalipse 22:9). Essas expressões paralelas deixam claro que são os profetas que possuem o "testemunho de Jesus". Isso explica a declaração do anjo, de que "o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia” (Apocalipse 19:10).
A frase "testemunho de Jesus” se refere ao dom profético, algo que se estabelece claramente na conversa posterior do anjo com João. Próximo ao final do livro, o anjo identifica a si mesmo como "conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 19:10), e como "conservo teu e dos teus irmãos, os profetas” (Apocalipse 22:9). Essas expressões paralelas deixam claro que são os profetas que possuem o "testemunho de Jesus". Isso explica a declaração do anjo, de que "o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia” (Apocalipse 19:10).
Explicando
melhor: O testemunho de Jesus, é o mesmo que sustentado por Jesus,
ou seja, constitui o Espírito de Profecia. Isso define especialmente
os irmãos que mantêm o testemunho de Jesus na qualidade de
possuidores da inspiração profética. O testemunho de
Jesus equivale em termos práticos a testificarão de
Jesus Apocalipse 22:20, “Aquele
que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora
vem, Senhor Jesus”. Trata-se de autor revelação
de Jesus que, de acordo com Apocalipse 1:1, “REVELAÇÃO
de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as
coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e
as notificou a João seu servo”; deve-se, em
última análise, a Deus, que moveu os profetas cristãos.
Portanto, a
expressão Espírito de Profecia‚ pode referir-se (1) ao
Espírito Santo que inspirou os profetas com a revelação procedente
de Deus, (2) a operação do dom de profecia e
(3) ao instrumento da profecia.
O dom
profético o testemunho de Jesus "concedido à
Igreja por meio da profecia”, corresponde a uma
característica distintiva da Igreja remanescente. Jeremias vinculou
a retração desse dom a pecaminosidade. "Onde já
não vigora a Lei, nem recebem visão alguma do Senhor os Seus
profetas”. (Lamentação 2:9). O livro de Apocalipse
identifica a posse das duas características da igreja
verdadeira dos últimos dias: ela guarda os mandamentos de Deus
e tem o testemunho de Jesus o dom profético
Apocalipse 12:17, “E
o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente
da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o
testemunho de Jesus Cristo”.
À igreja
do Êxodo concedeu Deus o dom profético a fim de organizar,
instruir e guiar Seu povo. Atos 7:38-39, “38
Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que
lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as
palavras de vida para no-las dar.
39 Ao qual nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram e
em seu coração se tornaram ao Egito”
"Mas
o Senhor, por meio dum profeta fez subir a Israel do Egito, e
por um profeta foi ele guardado”
(Oséias 12:13). Não deve constituir surpresa, portanto,
o fato de encontrarmos um profeta no meio do povo que se acha
envolvido com o último Êxodo o escape do planeta Terra,
poluído pelo pecado, em direção à Canaã celestial. Esse Êxodo,
que ocorre em seguida ao Segundo Advento, representa o cumprimento
último e completo de Isaías 11:11: "Naquele
dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o
restante do Seu povo, que for deixado...".
AUXÍLIO
NA CRISE FINAL
As Escrituras
declaram que o povo de Deus experimentará nos
últimos dias da história terrestre a plenitude da ira do satânico
poder do dragão, quando este se envolver numa tentativa final para
destruí-lo Apocalipse 12:17, (já mencionado). Será esse um
"tempo de angústia, qual nunca
houve desde que existiu nação até aquele tempo” (Daniel
12:1). A fim de ajudá-lo na sobrevivência em meio ao mais intenso
conflito de todas as eras, Deus em Sua amorável bondade,
assegura a Seu povo que não o deixará sozinho. O
testemunho de Jesus, o Espírito de Profecia, o guiará em segurança
rumo ao objetivo final a união com o Salvador por ocasião do
Segundo Advento.
A ilustração
que segue mostra o relacionamento entre a Bíblia e as manifestações
pós-bíblicas do dom profético: "Suponha que estamos a
ponto de iniciar uma viagem. O proprietário do barco nos coloca em
mãos o manual de instruções, dizendo-nos que ele contém
instruções suficientes para toda a viagem, e que, se atendermos
àquilo que está escrito no manual, certamente alcançaremos em
segurança o porto de nosso destino. Iniciando a viagem, abrimos o
manual a fim de aprender o que nele está escrito. Constatamos
que o autor registrou ali princípios de aplicação geral para a
nossa orientação, e nos instruiu tanto quanto possível,
analisando as várias contingências que se poderão apresentar até
o fim; mas ele também nos adverte de que a última porção da
viagem será particularmente perigosa; que o traçado da costa
está sempre se modificando em virtude de bancos de areia e
tempestade. Para essa porção final da viagem, prossegue o
autor, “providenciou um piloto”, o qual virá ao
seu encontro e o orientará completamente no tocante às
circunstâncias e perigos dessa porção final da viagem. Atenda
suas orientações. Com base nas instruções que estão em
nosso poder, conseguimos chegar à porção final da viagem e o
piloto, de acordo com a promessa, aparece. Mas alguns
membros da tripulação erguem-se contra ele no momento em que ele
oferece seus préstimos. “Possuímos o manual original dizem
eles e isso é o suficiente para nós. Orientar-nos-emos de acordo
com ele, e só de acordo com ele. “Nada queremos saber de você”.
A partir desse momento, quem está realmente
seguindo o manual original de instruções? Aqueles que rejeitam o
piloto, ou aqueles que o aceitam, seguindo a
ordem do manual? (Pense nisso)”.
OS
PROFETAS PÓS-BÍBLICOS E A BÍBLIA
Foi o dom
profético que produziu a própria Bíblia. No período pós-bíblico,
ele não deve superar as Escrituras ou acrescentar algo a elas, uma
vez que o cânon sagrado já está completo. O dom
profético atuará no tempo do fim assim como atuou nos dias dos
apóstolos. Seu objetivo é destacar a Bíblia como base de fé e
prática, explicar seus ensinamentos e aplicar seus princípios ao
viver diário. Ele se acha envolvido no estabelecimento e edificação
da Igreja, habilitando-a a desempenhar sua missão divinamente
apontada. O dom profético reprova, adverte, orienta e encoraja tanto
indivíduos quanto a Igreja, protegendo-os das heresias e
unificando-os nas verdades bíblicas.
Os
profetas pós-bíblicos atuaram de modo semelhante a Natã, Gade,
Asafe, Semaías, Azarias, Eliézer,
Aias, Obede, Miriã, Débora, Hulda, Simeão,
João Batista, Ágabo, Silas, Ana, e as quatro filhas de Filipe, os
quais viveram em tempos bíblicos, mas não tiveram seus
testemunhos registrados como parte do compêndio bíblico.
O mesmo Deus, que através dos profetas que
escreveram a Bíblia, inspirou estes profetas e profetisas.
Suas mensagens não entraram em contradição com a revelação
divina previamente registrada.
O ESTADO O
DOM PROFÉTICO
Uma vez
que a Bíblia adverte de que antes do retorno de Cristo
apareceriam muitos falsos profetas, devemos investigar cuidadosamente
todas as reivindicações de manifestação do dom profético.
Paulo assim se expressou: "Não
desprezeis profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom;
abstende-vos de toda forma de mal” (I
Tessalonicenses 5:20-22). A Bíblia apresenta várias linhas mestras
que nos auxiliarão a distinguir o genuíno dom profético
daquele que é espúrio.
01 –
Porventura se harmoniza a mensagem com a Bíblia? "À
Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão
a alva” (Isaias 8:20). Este texto implica que a
mensagem de qualquer profeta deve estar de acordo com a Lei e o
Testemunho de Deus, manifestados ao longo de toda a Bíblia. Um
profeta posterior jamais deverá contradizer um profeta
anterior. O Santo Espírito jamais contradiz o Seu próprio
testemunho anteriormente concedido, pois em Deus "não
pode existir variação, ou sombra de mudança”
(Tiago 1:17).
02 –
As predições comprovaram-se verdadeiras? – “Se
disseres ao teu coração: como conhecereis a palavra que o Senhor
não falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e
a palavra dele se não cumprir, nem suceder como profetizou, esta é
a palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta;
não tenhas temor dele” (Deut. 18:21 e 22 e Jeremias
28:1-17). (Leia em sua Bíblia). Embora as profecias possam
representar uma parcela relativamente pequena da mensagem profética,
a sua exatidão deve ser demonstrada.
03 –
É reconhecida a encarnação de Cristo? – “Nisto
reconhecerei o Espírito de Deus: todo Espírito que confessa que
Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não
confessa a Jesus não procede de Deus” (I João 4:2
e 3). Esse teste exige mais do que um simples reconhecimento de que
Jesus Cristo viveu sobre a Terra. O verdadeiro profeta deve confessar
o ensinamento bíblico da encarnação, ele deve crer em Sua
divindade em pré-existência, Seu nascimento virginal, Sua
verdadeira humanidade, vida sem pecado, sacrifício expiatório,
ascensão, ministério intercessor e segundo advento.
04 –
Que tipos de frutos produzem o profeta: bons ou maus? – A
profecia vem pela inspiração de “homens
santos de Deus” por parte do Espírito Santo. (II
Pedro 1:21) Podemos discernir os falsos profetas a partir de seus
frutos. Ou, conforme explicou Jesus: “Pelos
seus frutos os conhecereis. Não pode a árvore boa produzir frutos
maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não
produz fruto bom é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus
frutos os conhecereis” (Mateus 7:16,18-20).
Esse
conselho é crucial ao se avaliar a reivindicação do profeta. Em
primeiro lugar vem à vida do profeta. Não significa que o profeta
deva ser absolutamente perfeito; as Escrituras dizem que Elias foi um
homem “semelhante a nós, sujeito aos
mesmos sentimentos” (Tiago 5:17). Mas a vida do
profeta deveria ser caracterizada pelos frutos do Espírito, não
pelas obras da carne. Gálatas 5:19-23, “19
Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério,
prostituição, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras,
pelejas, dissensões, heresias, 21 Invejas, homicídios, bebedices,
glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos
declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não
herdarão o reino de Deus. 22 Mas o fruto do Espírito é: amor,
gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança. 23 Contra estas coisas não há lei”.
Em
segundo lugar, esse princípio diz respeito à influência do profeta
sobre outros. Quais os resultados observáveis na vida daqueles que
aceitam as mensagens? Porventura as mensagens do profeta habilitam o
povo de Deus para a missão e o une em sua fé? Efésios 4:12-16, “12
Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério,
para edificação do corpo de Cristo;
13 Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do
Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de
Cristo, 14 Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados
em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com
astúcia enganam fraudulosamente. 15 Antes, seguindo a verdade em
amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 Do qual
todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as
juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do
corpo, para sua edificação em amor”. Toda pessoa
que reivindica possuir o dom profético deve ser submetida a tais
testes. Se enfrentar positivamente todos eles, podemos ter a
confiança de que efetivamente o Espírito Santo concedeu a ela o dom
de profecia.
O ESPÍRITO DE PROFECIA DOS ÚLTIMOS DIAS
O dom de
profecia manifestou-se ativamente no ministério de Ellen
G.White, co-fundadora do movimento que anuncia a segunda volta de
Jesus Cristo. Foram concedidas instruções inspiradas da parte de
Deus, em favor de Seu povo dos últimos dias. O mundo, no início do
século dezenove, quando Ellen G. White começou a apresentar
mensagens de Deus, era um mundo do homem. Seu chamado profético
colocou-a sob escrutínio crítico. Tendo satisfeito os testes
bíblicos, ela prosseguiu em seu ministério profético durante 70
anos. Desde 1.844, quando contava com apenas 17 anos de idade, até
1.915, ano de sua morte, ela recebeu mais de duas mil visões.
Durante esse período, ela viveu e trabalhou na América do Norte,
Europa e Austrália, aconselhando, estabelecendo novas frentes de
trabalho, pregando e escrevendo.
Ellen
White jamais assumiu o título de profetiza, mas não se opunha a que
os outros assim a identificassem. Ela explicou: “Cedo em minha
juventude foi-me perguntado muitas vezes: é você uma profetiza?
Sempre tenho respondido: sou a mensageira do Senhor. Sei que muitos
me têm chamado de profetiza, mas jamais reivindiquei esse título.
Por que não reivindico ser chamada de profeta? Porque nestes dias
muitos que audaciosamente pretendem serem profetas, representam um
opróbrio à causa de Cristo; e porque minha obra inclui muito mais
do que o termo profeta significa. Reivindicar ser profetiza é algo
que jamais fiz. Se outros me chamam por esse nome, não discuto com
eles. Mas a minha obra abrange tantos aspectos, que não posso
chamar-me a mim mesma senão uma mensageira”. Quanto aos testes
proféticos, Ellen White passou por todas as provas bíblicas.
1 –
Concordância com a Bíblia. Sua abundante produção literária
inclui dezenas de milhares de textos bíblicos, acompanhados por
vezes de detalhadas exposições. Cuidadosos estudos têm demonstrado
que seus escritos são coerentes, fidedignos e em total concordância
com as Escrituras.
2 –
A exatidão das predições. Os escritos de Ellen White contêm
um número relativamente pequeno de predições. Algumas delas estão
hoje em processo de cumprimento, enquanto outras ainda aguardam ser
cumpridas. Entretanto, aquelas que podem já ser testadas, cumpriu-se
com extraordinária precisão. Apresentaremos, a seguir, dois
exemplos que demonstram sua visão profética: O surgimento do
moderno espiritismo. Em 1.850, quando o espiritismo, movimento
que pretende manter comunicação com o mundo dos espíritos e com os
mortos, ainda se encontrava nos primeiros passos Ellen White
identificaram-no como um dos grandes enganos dos últimos dias e
predisse seu crescimento. Embora naqueles dias o movimento fosse
decididamente anticristão, ela previu que a hostilidade se
modificaria, e que viria a tornar-se respeitável entre os cristãos.
Desde aqueles dias, o espiritismo tem-se estendido a todo o mundo,
adquirindo milhões de adeptos. Sua face anticristã modificou-se;
efetivamente, muitos deles identificam-se como cristãos
espiritualistas, reivindicando possuir a verdadeira fé cristã,
afirmando ainda que “os espiritualistas são os únicos
religiosos que usam os dons prometidos por Cristo, através dos quais
curam os enfermos e demonstram uma crescença futura e existência
progressiva”. Eles até mesmo asseveram que o espiritismo
“concede o conhecimento de todos os grandes sistemas de
religião, e ainda, concede mais conhecimento da Bíblia cristã do
que todos os comentários combinados. A Bíblia é um livro de
espiritualismo”.
Cooperação íntima entre protestante e católica romana. Durante o período de vida de Ellen White, existia um abismo entre ambos, o qual parecia impedir qualquer cooperação entre ambos. O anticatolicismo campeava entre os protestantes. Ela profetizou que grandes mudanças no seio do protestantismo conduziriam a um afastamento da fé proclamada pela Reforma. Consequentemente, as diferenças entre protestantes e católicos se reduziriam, conduzindo ao estabelecimento de uma ponte para cobrir o abismo que antes separava a ambos.
Cooperação íntima entre protestante e católica romana. Durante o período de vida de Ellen White, existia um abismo entre ambos, o qual parecia impedir qualquer cooperação entre ambos. O anticatolicismo campeava entre os protestantes. Ela profetizou que grandes mudanças no seio do protestantismo conduziriam a um afastamento da fé proclamada pela Reforma. Consequentemente, as diferenças entre protestantes e católicos se reduziriam, conduzindo ao estabelecimento de uma ponte para cobrir o abismo que antes separava a ambos.
Os anos
posteriores à sua morte têm testemunhado o surgimento do movimento
ecumênico, o estabelecimento do Conselho Mundial de Igrejas, o
Concílio Vaticano II e a ignorância, ou mesmo decidida rejeição,
que o protestantismo faz dos pontos de vista da Reforma no tocante à
interpretação profética. Essas grandes mudanças têm derribado
muitas barreiras até existentes entre católicos e protestantes,
conduzindo a um processo de crescente cooperação.
3 –
O reconhecimento da encarnação de Cristo. Ellen White escreveu
extensamente sobre a vida de Cristo. Seu papel como Senhor e
Salvador, Seu sacrifício expiatório na cruz, e Seu atual ministério
intercessor, representam temas dominantes em sua obra literária.
O livro “O Desejado de Todas as Nações” tem sido
aclamado como um dos mais espirituais tratados sobre a vida de
Cristo, enquanto “Caminho a Cristo”, sua obra mais
amplamente difundida, tem conduzido milhões de pessoas a um
relacionamento mais íntimo com Ele. Seus livros retratam claramente
a Jesus como plenamente Deus e plenamente homem. Sua exposição
equilibrada coincide com os pontos de vista bíblicos, evitando forma
cuidadosa a ênfase exagerada quanto a uma ou outra natureza, um
problema que causou tanta controvérsia ao longo da história do
cristianismo. Todo o
tratamento que ela dá ao ministério de Cristo é de cunho prático.
Não importam quais os aspectos de que ela trate, sua preocupação
fundamental é conduzir o leitor a um relacionamento mais profundo
com o Salvador.
4 –
A influência de seu ministério. Decorrido mais de um século
desde que Ellen White recebeu o dom profético, a Igreja e a vida
daqueles que atenderam a seus conselhos, revelam o impacto de sua
vida e de suas mensagens.
Embora ela jamais tenha ocupado uma posição ou cargo oficial, nem recebido uma ordenação ministerial, e tampouco salário da Igreja, a não ser depois da morte do esposo, sua influência moldou a Igreja mais do que qualquer outro fator, exceto a Santa Bíblia. Ela representou a força motriz por detrás do estabelecimento das atividades da Igreja nos setores de publicações, escolas, obra médico-missionária e o desenvolvimento missionário de extensão mundial, que tornaram a Igreja uma das organizações missionárias de maior extensão e mais rápido crescimento.
Embora ela jamais tenha ocupado uma posição ou cargo oficial, nem recebido uma ordenação ministerial, e tampouco salário da Igreja, a não ser depois da morte do esposo, sua influência moldou a Igreja mais do que qualquer outro fator, exceto a Santa Bíblia. Ela representou a força motriz por detrás do estabelecimento das atividades da Igreja nos setores de publicações, escolas, obra médico-missionária e o desenvolvimento missionário de extensão mundial, que tornaram a Igreja uma das organizações missionárias de maior extensão e mais rápido crescimento.
O
material por ela escrito constitui mais de 80 livros, dos quais
possuímos: A série Conflito dos Séculos, que compreende sete
volumes: 01 Patriarcas e Profetas, 02 Profetas e Reis, 03 O Desejado
de Todas as Nações, 04 Atos dos Apóstolos, 05 O Grande Conflito,
06 A Batalha Final, e 07 História da Redenção. – A série
Saúde e Temperança com cinco volumes: 08. Ciência do Bom Viver,
09. Conselhos Sobre Regime Alimentar, 10. Medicina e Salvação, 11.
Temperança. A Série Educação com nove volumes: 12 Conselhos aos
Pais, Professores e Estudantes, 13 Conselhos Sobre Educação, 14
Educação, 15 Fundamentos da Educação Cristã, 16 O Lar
Adventista, 17 Mensagem aos Jovens, 18 Mente Caráter e
Personalidade, volumes 1 e 2, - 20 Orientação da Criança. A série
Conselhos, com seis volumes: 21 Conselhos Sobre Escola Sabatina, 22
Conselhos Sobre Mordomia, 23 Mensagens Escolhidas volumes: 1,2 e 3, -
24 Primeiros Escritos. A série Jesus, com seis volumes: 25 Caminho a
Cristo, 28 Cristo em Seu Santuário 26 O Maior Discurso de Cristo, 27
No Deserto da Tentação, 28 Parábolas de Jesus, 29 Vida de Jesus. A
série Vida e Santificação, quatro volumes: 30 Fé e Obras, 31 A
Igreja Remanescente, 32 Santificação, 33 Vida No Campo. A série
missionária com cinco volumes: 34 Beneficências Social, 35
Evangelismo, 36 Obra Daquele Ouro Anjo, 37 Obreiros Evangélicos, 38
Serviço Cristão. – 39 Testemunhos Seletos, com três volumes:
1,2, e 3. – 40 Testemunhos Para Ministros. E, finalmente, 41 Vida
e Ensino. Esse livro conta sua vida desde os nove anos de idade,
quando recebeu uma pedra atirada por uma menina de 13 anos de idade,
que atingiu seu nariz. Diz ela: “fiquei aturdida com o golpe e
caí ao chão, desmaiada”. Sem poder continuar seus estudos até
aos dezessete anos quando então começou a receber suas visões.
(Página 13).
Como
pudemos notar, seus testemunhos abrangem todos os assuntos de nosso
dia a dia. E 200 folhetos e panfletos e 4.600 artigos em periódicos,
Sermões diários, testemunhos especiais e cartas compreendem outras
60.000 páginas de material manuscrito.
A
abrangência desse material é assombrosa. O conhecimento de Ellen
White não se limita a algumas áreas específicas. O Senhor
transmitiu-lhe conselhos em assuntos como saúde, educação, vida
familiar, temperança, evangelismo, ministério de publicações,
dieta adequada, obras médicas e muitas outras áreas. Talvez os seus
escritos no campo da saúde tenham sido os mais extraordinários, uma
vez que a iluminação por ela recebida, em parte há mais de um
século, tem sido comprovada através da moderna ciência.
Seus
escritos focalizam a Cristo Jesus e apresentam os elevados valores
morais e éticos da tradição judaico-cristã. Embora muitos de seus
escritos sejam dirigidos à Igreja Remanescente, aqueles que estão
aguardando a segunda vinda de Cristo guardando Seus Mandamentos e
sustentando o testemunho de Jesus, vasta porções desses escritos
têm sido apreciadas pelo público em geral, seu conhecido livreto
“Caminho a Cristo” foi traduzido para mais de cem idiomas
e vendeu mais de 15 milhões de exemplares. Sua obra mais conhecida é
a série “O Conflito dos Séculos”, acima mencionadas, que
apresenta em detalhes a grande controvérsia entre Cristo e Satanás,
desde a origem do pecado até sua erradicação final do Universo.
O impacto
de seus escritos sobre os indivíduos é profundo. Recentemente o
Instituto Ministerial da Igreja da Universidade Andrews, Estados
Unidos, empreendeu um estudo comparando as atitudes e comportamento
do povo que lê regularmente os escritos de Ellen White com aqueles
que não o fazem. Essa pesquisa demonstrou o impacto de seus escritos
sobre a vida daqueles que os lêem. O estudo chegou à seguinte
conclusão: “Os leitores possuem um relacionamento mais íntimo
com Cristo, mais certeza de sua situação diante de Deus e com
maior facilidade identificam seus dons espirituais. Demonstram-se
mais dispostos a gastar em favor do evangelismo público e contribuem
de modo mais significativo com os projetos missionários locais.
Sentem-se melhor preparado para testemunhar e efetivamente engajar
mais em pregação e programas comunitários. São mais inclinados a
estudar a Bíblia diariamente, a orar em favor das pessoas, a
reunir-se em grupos de comunhão e a desenvolver o culto familiar
diário. Vêem sua Igreja com olhos mais positivos e sentem
responsabilidade por obter maior número de conversos”.
O ESPÍRITO
DE PROFECIA E A BÍBLIA
Os
escritos de Ellen White não constituem um substitutivo para a
Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras
Sagradas ocupam posição única, pois são os únicos padrões pelos
quais os seus escritos ou quaisquer outros, devem ser julgados e ao
qual devem estar subordinados.
1 –
A Bíblia é o padrão supremo. Os Remanescentes apóiam
plenamente o princípio da Reforma, a Bíblia como seu próprio
intérprete e a Bíblia, sozinha, como base de todas as doutrinas. Os
fundadores da Igreja desenvolveram suas crenças fundamentais através
do estudo da Bíblia; não receberam tais doutrinas através das
visões de Ellen White. Seu principal papel durante o desenvolvimento
das doutrinas da igreja foi orientar a compreensão da Bíblia e
confirmar as conclusões às quais se chegava através de seu estudo.
A própria
Ellen White cria e ensinava que a Bíblia representa a norma final da
Igreja. Em seu primeiro livro, publicado em 1.851, ela escreveu:
“Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de
vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados”
(Primeiros Escritos, pág.78). Ela jamais modificou esse ponto de
vista. Anos mais tarde, tornou a escrever: “Em Sua Palavra Deus
conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As
Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível
revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o
revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa”
(O Grande Conflito, pág.7). Em 1909, durante sua última palestra
perante uma sessão da Associação Geral da Igreja Adventista do
Sétimo Dia, ela abriu sua Bíblia, ergueu diante da congregação e
disse: “Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro” (Reviews and
Herald 1.937, pág.30).
Em
resposta aos crentes que consideravam seus escritos como uma edição
à Bíblia, ela escreveu, dizendo: “Tomei a preciosa Bíblia e
circundei-a com os vários Testemunhos Para a Igreja, concedido,
ao povo de Deus...”. Não estais familiarizados com as Escrituras.
Se tivésseis feito da Palavra de Deus objeto de estudo regular, com
o desejo de alcançar os padrões bíblicos e de atingir a perfeição
cristã, não teria havido necessidade dos Testemunhos. É
porque negligenciastes familiarizar-vos com o Livro inspirado de
Deus, que Ele procurou alcançar-vos através de testemunho simples e
direto, chamando a atenção para as palavras da inspiração que
negligenciastes obedecer, insistindo em que a vossa vida se paute de
acordo com esses puros e elevados ensinos” (Testimonies for the
church, vol. 5, págs. 664 e 665).
2. –
Um guia para a Bíblia. Ela encarou o seu trabalho como a
condução das pessoas de volta à Bíblia. “Pouca importância
é dada à Bíblia”, escreveu ela, e assim “o Senhor
concedeu uma luz menor para conduzir homens e mulheres à luz maior”
(O Colportor Evangelista, pág.125). “A Palavra de Deus”
prossegue a autora, “é suficiente para iluminar a mente mais
obscurecida e pode ser compreendida por todos aqueles que sentirem o
desejo de entendê-la. Apesar de tudo isso, alguns que pretendem
estar fazendo da Palavra de Deus o seu objeto de estudo, encontram-se
vivendo em direta oposição aos seus mais claros ensinos.
Consequentemente, para que homens e mulheres fiquem sem escusa, Deus
concede testemunhos claros e diretos, fazendo com que essas pessoas
retornem à Palavra que haviam negligenciado em seguir”
(Testimonies Vol.5 pág. 663).
3. –
Um guia na compreensão da Bíblia. Ellen White considerava seus
escritos como um guia para a compreensão mais clara da Bíblia. “Não
são apresentadas verdades novas; através dos Testemunhos,
porém, Deus simplificou as grandes verdades já concedidas e
segundo a forma por Ele mesmo escolhida, trouxe-as perante o povo,
visando a despertá-los e impressionar-lhes a mente, a fim de que
todos eles fiquem sem escusa. Os testemunhos escritos não são
concedidos a fim de prover nova luz, mas para imprimir vividamente
sobre o coração as verdades da inspiração já anteriormente
reveladas” (Idem, pág. 665).
4. –
Um guia para aplicar princípios bíblicos. Muitos de seus
escritos aplicam os conselhos bíblicos ao viver diário. Ellen White
disse que ela foi “orientada a apresentar princípios gerais, e
ao mesmo tempo especificar os perigos, erros e pecados de alguns
indivíduos, a fim de que todos pudessem ser advertidos, reprovados e
aconselhados” (Ibid, pág.660). Cristo havia prometido
semelhante orientação profética à Sua Igreja. A própria Ellen
White observou: “O fato de que Deus revelou Sua vontade aos
homens por meio de Sua Palavra, não tornou desnecessária a contínua
presença e direção do Espírito Santo. Ao contrário, o Espírito
foi prometido por nosso Salvador para aclamar a Palavra a Seus
servos, para iluminar e aplicar os Seus ensinos” (O Grande
Conflito, página 7).
O DESAFIO
AO CRENTE
O livro
do Apocalipse profetiza que o “Testemunho de Jesus”
haveria de manifestar-se através do “Espírito de Profecia”
nos últimos dias da história terrestre. Isso representa um
desafio a todos, no sentido de não assumir uma atitude de
indiferença, mas a “provar todas as
coisas e reter o que é bom”. Existe muito a ganhar,
ou perder, face à atitude com a qual assumimos essa investigação
biblicamente ordenada. Josafá exortou no passado: “Crede
nos Seus profetas, e prosperareis” II (Crônicas
20:20). Essas palavras soam como perfeitamente verdadeiras, ainda nos
dias de hoje.
Existem
inúmeras pessoas que duvidaram dos escritos de Ellen White,
(Pastores e Bispos de diversas Igrejas), alguns pesquisaram seus
escritos na intenção de criticá-la, e os resultados foram
surpreendentes. “Experimente você também!”.
Que Deus
o abençoe.
BIBLIOGRAFIA
A Bíblia
Sagrada Tradução João F. de Almeida
Primeiros
Escritos Ellen G. White
Vida e
Ensino Ellen G. White
Ellen G.
White, Mensageira da Igreja Remanescente.
Nisto
Cremos Casa Publicadora Brasileira.
Dicionário
Aurélio B. de Holanda Ferreira.
Profecias
de Daniel Araceli Souza Mello.
As
Verdades Sobre as Profecias de Apocalipse Araceli Souza Mello.
Mande sua opinião por este e-mail:
Profº. Edmur Hawthorne
Nenhum comentário:
Postar um comentário